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Isso mesmo, lendo a nata dos clássicos literários. Fiquei pensando se deveria ou não fazer um post aqui no blog sobre essa peça (quer dizer, é Shakespeare, o que é que eu posso dizer sobre ele?), mas acabei decidindo fazer por causa de um post da Ju do blog Sobre Mim e Meu Mundo em que ela cria o projeto Um Clássico por Mês. Okay, não estou no projeto oficialmente porque não posso me comprometer com desafios literários por conta da faculdade (tenho muitos livros pra ler), mas achei legal mencionar. Inclusive, é uma ideia muito interessante e eu incentivo a participação! Afinal, clássicos são clássicos porque têem algo importante que permanece depois de anos, séculos, não é?

Júlio César (também conhecida como A Tragédia de Júlio César) é uma peça de Shakespeare que tem como tema óbvio o personagem histórico Júlio César, general romano. Uma peça com bastante intriga, sangue e especulações sobre o que é certo ou não fazer em nome do famigerado “bem maior”.

Se você acha que clássicos não trazem uma boa dose de suspense e cenas fortes, está enganado. Em Júlio César, conspiração rola solta e os personagens estão a maior parte do tempo literalmente cobertos de sangue. A trama começa quando o fato de Júlio César estar ganhando muito poder em Roma começa a incomodar. Ele é um militar bem-sucedido, tem um lugar político influente e agora começa a ganhar também um lugar religioso. Um golpe de estado se aproxima? Poderoso demais esse Júlio César.

É pensando nisso que um grupo de conspiradores se organiza liderado por Caius Cassius que tenta convencer Brutus, amigo de César, a apoiá-los. Brutus, obviamente, reluta a princípio, mas começa a ter uma crise de consciência: se César realmente der um golpe de estado, não seria dever dele, Brutus, tentar impedir o fato? Brutos, persuadido por uma série de cartas faltas escritas por Cassius, acaba sendo convencido de que o melhor para Roma seria mesmo matar César pelo “bem maior”. César, afinal, seria um tirano. E é aí que eles se organizam para matar César no Capitólio e depois explicar ao povo porquê fizeram isso. Mas quando Marco Antônio entra na jogada descobrindo o que aconteceu, as coisas não vão sair muito bem como o planejado…

A peça levanta questões muito interessantes. Além desse conflito de consciência de Brutus, temos também a questão da retórica na figura de Marco Antônio: é válido manipular um discurso para seus próprios interesses? Até que ponto um discurso pode manipular a opinião pública? E claro, a questão mor, os fins justificam os meios?

Essa peça já foi contada e recontada milhões e milhões de vezes em filmes e até mesmo no nosso imaginário popular. Acho que não existe ninguém que nunca tenha ouvido a citação clássica de “Até tu, Brutus?”. Mas acho que vale a pena ler o original e entender porque Shakespeare é, afinal, Shakespeare. A peça não é grande, não é difícil de ler (tá, tem uns vocabulários chatos, mas nada que vá matar alguém) e é bem envolvente. Eu li para uma aula do meu curso de mestrado (mas as discussões que tivemos por lá foram outras e envolvem mais complicações que não são o propósito deste blog), mas tive um bom tempo lendo, sabe. Não foi aquele tipo de leitura do “ah, meu Deus, tenho que ler isso pra aula que saaaaaaaaco”.

Recomendadíssimo! E pessoal, vamos ler os clássicos. Eles têm muito a falar sobre o que somos hoje.


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