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E para comemorar a estreia do filme Jogos Vorazes, nada melhor do que postar uma música baseada na série, né?

“Catching Fire” é uma música inspirada nesse série que, como você sabem, é minha segunda favorita ever. Foi a primeira música inspirada em Jogos Vorazes que fiz, isso em dezembro. Por que não compartilhei antes? Bem, é que como vocês vão ver, ela exigiu um pouquinho  mais na produção.

Isso porque ao invés do clássico violão e voz, essa música tem todos os instrumentos! O arranjo todo foi feito pelo meu paizão, Eugênio Sá, que também mixou e masterizou a música. E eu ainda me atrevi a fazer um vídeo em que eu apareço!

Catching Fire

What about the things you have

What about your family

What about these games

What´s your strategy?

What about the plans you´ve made

What about the things you care

What about the ones you love

When you´re not there? (´cause you wont´t be there)

It´s catching fire now

this isn´t a dream

For the world´s reaction now it´s not what it seems

It´s all on fire now

this is out of control

For the ones watching now just let it go

What about your plans

What about your hopes

What about the things that you have been burying in the dark of your soul (´cause dark is the soul)

Espero que vocês gostem. Não deixem de comentar e de se inscreverem no canal no Youtube.

Para mais músicas inspiradas em Jogos Vorazes veja “Hijacked” e “The Girl on Fire“.

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Já pararam pra pensar a relação que a música que você ouve tem com a sua vida? Pois bem, foi pensando nisso que resolvi inaugurar essa coluna aqui no blog que se chama “A Música e a Vida”. Eu penso em um ano da minha vida e na banda/artista que mais ouvi naquela época, escuto o álbum de novo e escrevo um post aqui no blog.

2007 foi um ano pavoroso na minha vida. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, não sabia o que fazer, tava perdida e mega emotiva, briguei com amigos, me sentia sozinha, perdidade e todo esse mi mi mi. Enfim. Aí eu fui ouvir Smashing Pumpkins, que era uma banda que falava sobre tudo isso de uma forma deprê e super fossa. Claro que eu adorei.

Meu álbum favorito se tornou na hora Mellan Collie & the Infinite Sadness e eu escutava direto. Todo dia. O que mais me chamava atenção na época eram as letras intensas e meio loucas somadas àquela interpretação sofrida do Billy Corgan. Eu ainda consigo me ver deitada na cama ouvindo “Porcelina of the Vast Oceans” ou “In the Arms of Sleep”.

Essa semana ouvi o álbum de novo e posso dizer que apesar de várias sensações de cinco anos atrás terem voltado, hoje tenho uma visão completamente diferente do álbum. Comecei a gostar das músicas com pegada mais pesada que antes eu não gostava (como a faixa “Bodies”) e passei a prestar mais atenção na composição da música como um todo, principalmente as composições da guitarra que são extremamente bem feitas! Mas uma coisa não mudou: esse ainda é um dos melhores álbuns que já ouvi e ainda me emociona muito!

Os primeiros anos

Quem é Smashing Pumpkins?: É uma banda de Chicago que fez grande sucesso nos anos 90, sendo considerada uma das melhores bandas dessa década. A banda começou com Billy Corgan (vocalista e guitarrista), que em 1988 já tinha esse nome de banda na cabeça. Ele conheceu James Iha (guitarrista) numa loja em que trabalhava e os dois formaram o Pumpkins. Mais tarde, D´arcy Wretsky se juntaria à banda como baixista e depois Jimmy Chamberlain na bateria.

O Smashing Pumpkins é considerado uma banda de rock alternativo, mas incorpora elementos de hard rock e heavy metal bem como música eletrônica. O primeiro álbum da banda foi Gish (1991) seguido de Siamese Dream (1993) para depois lançar seu clássico álbum duplo, assunto desse post, Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995). Mais tarde veio Adore (1998) e o controverso Machina/The Machines of God (2000) que também teve uma versão de extras com Machina/The Friends and Enemies of Modern Music.

1998: a nova fase não vendeu muito

Em 2000, o Smashing Pumpkins acabou por conta de problemas internos e da baixa vendagem dos álbums mais recentes depois do fenômeno dos primeiros anos. Mas em 2007 (ironicamente o ano em que comecei a ouvir a banda), Billy Corgan voltou com os Pumpkins ao lado de Jimmy Chamberlain e lançou o álbum Zeitgeist. Em 2009, Chamberlain saiu da banda e Billy Corgan ficou sozinho como membro remanescente do Smashing Pumpkins ao lado de uma nova formação.

Título: Mellon Collie & the Infinite Sadness

Produção: Alan Moulder, Billy Corgan e Flood

Ano: 1995

Gravadora: Virgin

Disco 1: Dawn to Dusk

1. “Mellon Collie and the Infinite Sadness” 2:52
2. “Tonight, Tonight” 4:14
3. “Jellybelly” 3:01
4. “Zero” 2:41
5. “Here Is No Why” 3:45
6. “Bullet with Butterfly Wings” 4:18
7. “To Forgive” 4:17
8. “Fuck You (An Ode to No One)” 4:51
9. “Love” 4:21
10. “Cupid de Locke” 2:50
11. “Galapogos” 4:47
12. “Muzzle” 3:44
13. “Porcelina of the Vast Oceans” 9:21
14. “Take Me Down”

Disco 2: Twilight to Starlight

1. “Where Boys Fear to Tread” 4:22
2. “Bodies” 4:12
3. “Thirty-Three” 4:10
4. “In the Arms of Sleep” 4:12
5. “1979” 4:25
6. “Tales of a Scorched Earth” 3:46
7. “Thru the Eyes of Ruby” 7:38
8. “Stumbleine” 2:54
9. “X.Y.U.” 7:07
10. “We Only Come Out at Night” 4:05
11. “Beautiful” 4:18
12. “Lily (My One and Only)” 3:31
13. “By Starlight” 4:48
14. “Farewell and Goodnight” 4:22

 A ideia das duas partes de Mellon Collie é que uma parte representa o dia e a outra a noite. O álbum apresenta músicas de vários estilos: baladas, hard rock, heavy metal, rock alternativo e experimental. Todas as músicas, exceto ‘Take me Down” e “Farewell and Goodnight”, foram compostas por Billy Corgan. As outras duas foram feitas por James Iha.

Curiosidades:

  • Originalmente, o álbum teria 57 faixas que foram cortadas para as 28 que atualmente existem;
  • Courtney Love (viúva do Kurt Cobain) alega que Billy Corgan escreveu todas essas músicas pra ela;
  • A faixa “Thru the Eyes of Ruby” tem 70 guitarras gravadas;
  • Billy Corgan disse à impressa da época que esse era “O The Wall da Geração X”. Lembrando que The Wall é aquele clássico do Pink Floyd.

Favoritas: difícil escolher, mas eu diria “Tonight, Tonight”, “Galapagos”, “Porcelina of the Vast Oceans”, “Thirty-Three”, “In the Arms of Sleep” e “By Starlight”. Nussa! mas é isso que dá um álbum com 28 faixas!

 A declaração do Billy Corgan sobre o álbum representa bem o que senti em relação a ele cinco anos atrás:

Eu estava dizendo adeus a mim mesmo através do espelho retrovisor, arrematando o nó da minha adolescência e colocando-a embaixo da cama.

Depressivo, onírico, intenso, surreal. Esse é Mellon Collie & the Infinite Sadness e meu ano de 2007! E vocês, o que estavam ouvindo nesse ano?

E nada melhor do que passar o Carnaval com um pouquinho de bom e velho rock and roll, não? Então vamos pra sequência da história da banda estado-unidense The Runaways. E esse post vai abordar o conturbado período que se seguiu à turnê japonesa de 1977.

Como sempre, esse é um post do projeto Born to Be a Runaways Fan e as informações que uso foram declarações da própria banda. Para conferir a bibliografia, dê uma olhada nos posts anteriores.

No documentário Edgeplay, Jackie Fox diz:

As pessoas às vezes me perguntam: O que você acha da Lita? O que você acha da Joan? E a única resposta que consigo pensar é: Eu não as conheço! Sabe, eu não sou a mesma pessoa que eu era quando tinha 16 anos. E nós éramos todas incrivelmente difíceis do nosso jeito: Cherie nas Runaways era a pessoa mais egocêntrica que eu já conheci na vida. Lita era uma vaca. Sandy… Sandy apenas parecia ser incapaz de um pensamento independente. Ela tinha a melhor das intenções, mas era facilmente convencida por quem quer que seja da banda que fosse amiga dela na semana em questão. E Joan era, provavelmente, naquele momento, a pessoa mais estável, a que era a peça central na banda. E eu era uma terrível sabe-tudo insegura. E colocar-nos todas juntas era uma batalha de problemas de personalidade.

Com a saída de Jackie no final da turnê do Japão, os ânimos não se acalmaram. Pelo contrário, a tensão decorrente das diferenças de personalidade permaneceu entre as membros juntamente com a competitividade e agora as apresentações para a escala de uma nova baixista.

Vicki Blue antes da mudança de visual imposta por Lita...

Algumas garotas tocaram até que Vicki Blue (Victory Trischler-Blue) apareceu. Vicki ficou sabendo por um amigo que Jackie Fox tinha saído da banda no Japão e ligou para Kim Fowley a fim de marcar um teste. Em Edgeplay, ela diz que se lembra de entrar no estúdio de ensaio e abrir a porta para dar de cara com a banda lá dentro. Ela diz que houve um “momento congelado no tempo” para depois pensar imediatamente: “Ah meu Deus, ela realmente parece comigo!”. E ela estava se referindo a Lita Ford.

A banda ensaiou com Vicki algumas músicas e de acordo com a última, o ensaio foi bom. Então as Runaways pediram que Vicki deixasse a sala para deliberar a decisão. Vicki diz que se sentiu ansiosa, pois queria muito entrar para a banda. Quando ela entrou na sala mais uma vez, Cherie estendeu a mão para ela e disse: “Bem-vinda às Runaways!”. Mas Vicki e Lita realmente se pareciam muito o que, obviamente, não deixava Lita nada feliz. Para resolver o “problema”, Lita pintou o cabelo de loiro e convenceu Vicki a fazer um permanente. Mas ainda assim, as duas passariam facilmente por irmãs.

Lita... realmente parecidas, não?

Mas estranhamente, Vicki e Lita se tornaram um tanto próximas. Em Edgeplay, Lita diz que considerava Vick sua responsabilidade. Foi ela quem ensinou a Vicki todas as antigas músicas das Runaways (e lembrando aqui que Lita é uma ótima baixista! rs) e as duas passavam algum tempo juntas. Ainda no documentário, Lita diz que estava cansada da atmosfera tensa da banda naquela época e que Vicki trouxe um certo ar fresco. Passar um tempo com Vicki era mais tranquilo uma vez que ela não estava envolvida em antigos joguinhos de poder ou em ressentimentos passados.

 O limite de Cherie

Com uma nova integrante, a banda precisava investir mais uma vez em sua imagem. Por isso uma sessão de fotos foi marcada a fim de apresentar The Runaways em sua nova formação. O fotógrafo era Barry Levine, o mesmo que à época fazia a maior parte das fotos promocionais da banda bem como a capa dos álbuns. O ensaio, no entanto, não saiu como o esperado. Essa história tem duas versões, então vamos lá:

  • Versão de Lita Ford e Vicki Blue

Uma das fotos em grupo da sessão fotográfica fatídica...

Lita deu carona para Vicki até o estúdio e lá, juntamente com as outras Runaways, ficaram esperando por Cherie, que chegou duas horas atrasada porque dividia o carro com sua irmã. Lita ficou p da vida, mas a sessão de fotos rolou. No entanto, quando a banda começou a fazer a sessão de fotos individuais, Cherie disse que tinha que ir embora mais cedo. Levine, irado, atirou a câmera no chão e começou a gritar. Cherie, assustada, saiu correndo para o vestiário e começou a se trocar. O problema é que Lita já tinha perdido a cabeça com a história toda. Ela foi atrás de Cherie e literalmente arrombou a porta para empurrar Cherie contra a parede e dizer: Ou é a banda ou a sua família! Cherie, em pânico, diz que era sua família e depois emenda com um: “Eu não posso trabalhar com essa mulher!” e vai embora. Antes de sair do estúdio, no entanto, ela segura o braço de Vicki e pergunta: “Vicki, você vem comigo?” e Vicki diz que não. É aí que Cherie sai da banda.

No documentário Edgeplay, Lita diz que já estava de saco cheio de Cherie e de seus problemas familiares. Ela diz que se importava muito com a banda, com a música e que estava disposta a trabalhar duro para o sucesso das Runaways, coisa que ela achava que Cherie não estava fazendo. De acordo com Lita, Cherie estava sempre atrasada e mais preocupada com relacionamentos (referência ao affair entre a loira e Scott Anderson) e drogas do que com o que era melhor para sua carreira.

  • Versão de Cherie Currie

Cherie chega no estúdio e avisa Barry Levine que tinha que ir embora mais cedo pois tinha que entregar o carro para sua irmã gêmea, Marie, que tinha aulas de atuação, às sete horas. Barry diz okay, mas Lita chega duas horas atrasada e a sessão demora mais do que o planejado. Cherie então, no meio da sessão, anuncia que precisa sair. Levine, irado, atira a câmera no chão. Percebendo que a situação ia ficar feia, Cherie sai correndo para o vestiário e tenta sair dali o mais rápido possível. Mas Lita vai atrás dela, derruba a porta e começa a gritar. No meio da briga, Lita diz que existe a banda e a família e que todas as outras escolheram a banda. Cherie diz que escolhia sua família e vai embora.

E mais uma vez Cherie entra em conflito com seus depoimentos. Enquanto que em sua autobiografia, Neon Angel,  ela diz que ficou arrasada com sua saída das Runaways e que teria voltado se as outras garotas tivessem ido atrás dela para conversar, em Edgeplay ela diz que já tinha tido o bastante e que foi um alívio sair e começar sua carreira solo. Como sempre, drama queen. Eu, pessoalmente, acredito na versão de Vicki Blue e Lita Ford. Até porque são duas pessoas contando a mesma história e Vicki é uma figura bastante mais coerente que Cherie.

E é assim que Cherie Currie, a Cherry Bomb, abandona The  Runaways. No entanto sua imagem com o espartilho branco seria para sempre associada à banda.

Seguindo em frente como um quarteto

No dia seguinte da saída de Cherie, as membros remanescentes da banda se reuniram e Joan teve que assumir a responsabilidade de ser o vocal principal. Tanto Lita quanto Vicki dizem que Joan teve um flash de insegurança, se perguntando se seria capaz de fazer aquilo. A banda a apoiou e a ajudou a escolher as músicas que Cherie cantava que ela poderia cantar. Vicki Blue diz em Edgeplay que esse foi o único momento de camaradagem que experenciou durante toda sua estada com as Runaways.

Vicki ao lado de Joan, agora frontman num estilo bastante diferente da anterior

Joan Jett se tornou uma excelente frontman, apesar de ter um estilo completamente diferente de Cherie. A banda pós-Cherie, inclusive, parece outra. A pegada punk se tornou mais forte bem como músicas mais pesadas, uma vez que a banda não tinha mais lidar com os pedidos de músicas melódicas de Cherie. Joan tinha uma postura agressiva no palco, mas bem menos sensual. Nada de corpetes, nada de lingeries. Joan Jett usava calça jeans rasgada e no máximo seu macacão vermelho (que ela abandonou depois de 77).

Uma nova imagem se formava para a banda. Cherie fazia o tipo femme fatale misturado com drama queen, enquanto Joan era mais masculina  e durona e tinha uma atitude rock and roll facilmente confundida com arrogância segundo alguns produtores (dentre eles, Toby Mamis). Cherie usava as mãos, se abaixava e dançava para impor sua presença no palco. Joan, por motivos óbvios, não podia fazer isso. Ao invés disso, ela passou a usar os olhos (aquele olho arregalado que mais tarde seria uma de suas marcas registradas), mascar chiclete e dar umas jogadas de ombro. Os ombros curvados que tanto desagradavam Kim Fowley acabaram se tornando sua postura clássica no palco.

Nos comentários do filme The Runaways, Joan disse que Kim Fowley achava que The Runaways sem Cherie Currie estava fadada ao fracasso. Ela diz que ele nunca falou isso, mas que ela podia sentir e que ficou feliz quando provou a ele que ele estava errado.

Da voz no limite melódica de Cherie Currie para a interpretação seca e agressiva de Joan Jett

O que Fowley temia era que sem o apelo sexy explícito a banda não fizesse mais sucesso. De certa forma isso não aconteceu, mas é verdade que o público mudou junto com o som. Possivelmente alguns fãs não gostaram da nova cara da banda e Waitin´ for the Night não foi um álbum bem recebido na época. Pelo menos não nos Estados Unidos.

Das músicas que Cherie cantava, Joan passou a cantar “Queens of Noise” integralmente, “California Paradise”, “American Nights” e “C´mon”. Em termos técnicos, Cherie Currie era uma melhor vocalista, mas Joan Jett conquistou os fãs com a atitude rock and roll.

Diz aí que o vídeo é de 78, mas pelas roupas, imagino que seja 77. Tinha um vídeo de ótima qualidade dessa música sem Cherie, mas não consigo achar em lugar nenhum do Youtube mais. Alguém tem?

Kim Fowley se afastou um pouco e Toby Mamis passou a gerenciar a banda. Em meio a essa fase de adaptação, é importante dizer que o clima estava extremamente tenso e que as drogas já eram mais que rotina. Vicki Blue, na época, era a única que não usava drogas. Foi nesse cenário que Waitin´ For the Night, o quarto álbum da banda foi gravado em agosto de 77.

Título: Waitin´ for the Night

Lançamento: outubro de 1977

Gravadora: Mercury Records

Produção: Kim Fowley

1.Little Sister (Jett / Inger Asten): Essa primeira música já mostra o que vai se ouvir nesse álbum: guitarras mega altas e distorcidas, vocal agressivo e letras nervosas sobre a noite na cidade, curtição e encontros amorosos. Joan apanhava para cantar esse refrão ao vivo, mas também era uma das melhores interpretações dela nos shows. Uma vez vi um comentário no Youtube dizendo que esse álbum deveria se chamar “Kids in Hate”  por conta do refrão dessa música e eu acho que é verdade.

2. Wasted (Jett / Fowley): Uma música sobre jovens drogados nos clubes da cidade. “Wasted” acaba sendo uma mistura conflitante de uma inspiração punk (Joan) com outra heavy metal (Lita). No final o punk ganhou, mas o solo de Lita nessa música é muito bom.

3. Gotta Get Out Tonight (Jett): Seguindo a linha mais pesada das músicas anteriores, essa apresenta guitarras em excelente forma, tanto da parte de Lita quanto de Joan. E destaque para Vicki, que é uma baixista muito melhor que Jackie.

4. Wait For Me (Jett): Uma balada romântica escrita por Joan, mas que não deixa de lado as guitarras. Um riff bem bolado, não cansa. A voz de Joan mescla uma interpretação mais suave com seu tom usual agressivo.

5. Fantasies (Ford): Primeira música composta 100% por Lita Ford que aparece num álbum, essa faixa não poderia deixar de ser o alívio mais metal num álbum quase todo punk. A música, lenta e melódica, apela para arranjos de guitarra e um solo excelente. Apesar de bem composta e bem executada, algumas vezes ela me cansa. Uma faixa longa se formos analisar outras músicas da banda.

6. School Days (Jett / Fowley): Joan canta sobre experiências na escola e a vida depois dela. Provavelmente a música mais tocada da época. Lita faz uns enfeites muito legais nessa música, mas sempre senti falta de um solo.

7. Trash Can Murders (Ford): Lita faz uma letra sinistrona sobre assasinatos à noite (bem estilo metal mesmo) somada a uma pegada de guitarra muito bem feita. Joan interpreta a música no que é seu melhor vocal no disco inteiro e eu arriscaria dizer nos álbuns de estúdio das Runaways. Ah, e o solo de Lita é excelente e a guitarra base de Joan também. Ah, e Vicki e Sandy também foram muito bem. Enfim, essa faixa é ótima! Apesar da letra sinistrona.

8. Don´t Go Away (Jett): Outra música mais romântica de Joan. Gosto bastante dos vocais agudos de Joan aqui, mostra um pouco da sua versatilidade vocal.

9. Waitin´ for the Night (Jett / Fowley / Krome): A faixa-título é uma balada com um refrão pesado e uma letra mais poética bem Kari Krome.

10. You´re Too Possessive (Jett): Para o final temos uma música bastante intensa com vocais mega agudos de Joan Jett sobre um caso de affair possessivo. Inclusive,  os backs mega agudos eram um sofrimento nos shows ao vivo. Mas destaque para Lita.

A contracapa da Waitin´ For the Night

 Dessa época estão alguns vídeos de apresentações da banda na TV, vale a pena conferir:

Ah, e esqueçam a legenda do vídeo acima pois até toda errada. Até diz que Lita é Cherie… Imagina se a Lita vê uma coisa dessas…

 Uma perda

Um fato não muito comentado a respeito da formação de The Runaways como um quarteto é que a banda perdeu seu backing vocal de qualidade. Até a saída de Cherie, os backs ao vivo eram incríveis. Na formação clássica, Joan e Jackie faziam o back para Cherie. Um dos talentos não muito mencionados de Joan Jett é que ela é uma excelente backing vocal, conseguindo dar força ao vocal principal e ao mesmo tempo imprimindo sua marca. Cherie também fazia backs ótimos e o mesmo se diz de Jackie Fox, que tinha uma voz muito bonita por sinal.

Com a saída de Jackie e mais tarde de Cherie somado ao fato de que Joan agora era o vocal principal a responsabilidade maior dos backs caiu sobre Lita. E Lita Ford tem um back medíocre na minha opinião, de péssima qualidade. Desafinado e sem coordenação. Vicki Blue era uma back melhor, mas estranhamente, ela não era fã do microfone e nos vídeos que podemos ver da banda, é raro vê-la com um pedestal na frente. Quanto a Sandy West, ela normalmente faz coro e não back. No álbum de estúdio, Joan gravou todas as segundas vozes e backs (apesar de eu desconfiar que tem Sandy no coro às vezes).

 The Runaways como um quarteto se tornou uma banda mais underground, uma vez que apelo sexual que Kim Fowley tanto queria, perdeu sua força. Joan Jett disse, se não me engano nos comentários do filme The Runaways, que elas eram infelizes na época e que uma prova disso é que não há fotos delas sorrindo na época. Lita Ford diz no documentário Edgeplay que tudo que aprendeu no cenário musical com The Runaways veio do jeito mais difícil possível. Sandy West, por outro lado, diz que estar na banda foi a melhor época de sua vida.

Com o álbum mais Joan Jett de todos gravados pelas Runaways, não só pelo número de composições mas também pelo apelo punk, a banda fez alguns shows nos Estados Unidos e depois se lançou na segunda turnê pela Europa tocando em países como Reuno Unido, França, Bélgica e Holanda.

De volta aos EUA em dezembro de 1977 se prepararam para a turnê nacional ao lado de bandas como os Ramones.

Aguardem o próximo post que traz o ano de 1978!

Bibliografia

  • The Runaways Collector: um canal no Youtube com várias gravações raras de TV da banda. Vale MUITO a pena ver.

“The Girl on Fire” foi uma das músicas que ficou empatada na enquete que fiz no final final do ano. Por conta do desafio literário, acabei deixando o lado musical mais num cantinho, mas isso não significa que eu abandonei meus projetos! Semana passada fiz os arremates finais e renderizei o arquivo dessa música, que é uma das minhas favoritas. Afinal, é sobre Katniss Everdeen, a garota em chamas!

Katniss é minha personagem favorita na série Jogos Vorazes e achei que ela merecia uma música. Os acordes e o rítmo vieram primeiro, sem letra nenhuma, mas mesmo assim decidi que a música se chamaria “The Girl on Fire” porque achei que capturava a energia que a personagem passa. Mais tarde fui escrever a letra e ela saiu assim num fluxo e apesar de não seguir uma linha fixa, acho que escrevi o que senti e entendi da Katniss. Espero que gostem!

The Girl on Fire

Sharp your eyes and focus on what you see
Pull you bow back and feel its balance
The arrow comprises the world
You´re on fire
Girl you´re on fire

What burns inside is the only truth you know
Hold your tongue and then feel the breeze outside
You´re on fire
Girl you´re on fire

All the things you´ve always known are about to collapse in a out of control burst
Collapse them down before they bomb you now
Release the flames now you have the chance
You´re on fire
Girl you´re on fire

Close your eyes and then runaway
Just to come back now to the eruption
Feel the cold of the situation just do combust all the hearts

Lembrando que tenho uma música sobre Peeta Mellark, também da série Jogos Vorazes, a dramática “Hijacked”, além de outros Wizard Rock no meu canal do youtube. Apareçam por lá e se inscrevam!

E ainda tenho mais duas músicas gravadas sobre essa série: “The Boy With the Bread” e “Catching Fire”. Aguardem!

Como prometi à Lany no post da enquete, duas músicas sairiam no Natal. Ontem foi “The Balad of Ron and Hermione” e hoje decidi postar “Hijacked”. As músicas “The Boy With the Bread”, “Girl on Fire” e “Hijacked” ficaram empatadas na enquete, então usei o critério da música que fiz primeiro. rs

“Hijacked” é uma música muito dramática e fica bem longe de uma baladinha. Fiz essa música logo depois de ler Mockinjay [A Esperança, no Brasil], que é o terceiro e último livro da série Jogos Vorazes. A música saiu muito rápido, fiz poucos ajustes e poucas mudanças na letra. Curiosamente, eu nunca escrevi a letra nem as notas, ela simplesmente não saía da minha cabeça. A idéia foi mesmo relatar a experiência do personagem Peeta Mellark, um dos principais da série. Quem já leu o livro provavelmente vai entender porque a música é meio “confusa”.

Link para download: http://www.4shared.com/mp3/bNMoZit9/Melissa_de_S_-_Hijacked.html

Hijacked

It´s darker than the dark

It´s pain beyond the pain

It´s about all the things that your parents were afraid but never told you about

Prisoners don´t have a name

Prisoners don´t have a soul

Prisoners / I don´t know / I must remember

Bring the Capitol down

And keep her alive

They don´t own me

Bring it down

Forget who I am

Forget all the tears that I have to cry

And all is colour and glitter

Illusion of the mind

The essence of the nightmares

What is this noise outside?

Who are these people here?

Who I am? What do I do? What I was supposed to be like?

I don´t really know

I don´t really am

All I have I have to remember

So bring the Capitol down

And keep her alive

They don´t own me

Bring her down

Forget who you are

Forget all the tears that you have to cry

And all is colour and glitter

Illusion of the mind

The essence of the nightmares

So bring the Mockingjay down

Don´t let her alive

You´re one of us now

Bring her down

(I love you)

Essa semana posto as outras músicas.

Comentem! 🙂

O resultado da enquete foi por “The Ballad of Ron and Hermione”. Acho que não tinha outro jeito, com tanto amigo R/H…

Bem, eu escrevi essa música em 2007, na mesma época que fiz as outras. Por algum motivo, nunca ficava satisfeita com a versão e decidi engavetar. Mas aí esse ano, no revival de Wizard Rock, decidi desenterrar a coitadinha e gravar uma versão nova e fresca, mas com a mesma letra e os mesmos acordes. Resolvi manter o clima baladinha mesmo, só com voz e violão, não fiz nem segunda voz. Estilo bem cru mesmo. Mas não estou 100% satisfeita, mas tudo bem. hahaha

Fiz essa música pensando no capítulo em que Ron deixa Harry e Hermione em Harry Potter and the Deathly Hallows. A idéia veio quando li que o Harry disse que a Hermione não tinha coragem de falar do assunto, mas que sempre chorava baixinho à noite.

Dedico essa música a todos que foram R/H desde o começo e até o final, principalmente aos companheiros lá no Not As a Last Resort. 🙂

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Link para download: http://www.4shared.com/mp3/VC5EYzhn/Melissa_Hogwarts_-The_Ballad_o.html

The Ballad of Ron and Hermione

I begged you to come back

But you left me alone in the rain

Now it´s just Harry and me

Things are not what they used be

Your place is still here

And Harry misses you

But certainly is not in the way I do

Why don´t you come back and say that you´re sorry?

Why don´t you come back so we can start our story?

You were the first boy who made me cry

But you were the first boy to save my life

Ron, I feel that half of me has gone away with you

I feel that you complete me

In a strange way but you do

Sometimes I think you´re still here

When I close my eyes you´re so near

A guy came from Bulgaria just to show I was a girl

And what I feel for you is so strong I hope you know

And come back

E como prometi à Lany nos comentários do último post, no Natal vai ter mais uma música. Mas vou ter que dar voto de Minerva porque elas ficaram empatadas! há!

Comentem! 🙂

Pessoas, não sei se todos sabem, mas eu de vez em quando faço algumas músicas. Em 2007, ano do lançamento de Harry Potter and the Deathly Hallows [Harry Potter e as Relíquias da Morte], fiz 3 Wizard Rock sobre o livro.

Que raios é Wizard Rock?

Wizard Rock (ou Wrock) são músicas baseadas no universo Harry Potter. A banda mais famosa de Wrock é Harry and the Potters (clique aqui pra ouvir uma música deles) e o lema é o Do It Yourself, ou seja, gravação caseira mesmo. Uma das características do Wrock são as músicas descontraídas, mas é possível encontrar músicas mais sérias também.

As três músicas gravadas naquela época ficaram dando sopa no meu My Space e são:

  • My Sweet Teddy Bear: foi a primeira que fiz e conta a cena do epílogo em que Teddy Lupin vai atrás de Victoire Weasley na estação pra dar um beijo nela. A música é contada do ponto de vista de uma Victoire apaixonada.
  • The Forest Again: Foi praticamente retirada do capítulo “The Forest Again” de HPDH em que Harry caminha lentamente para a morte enquanto pensa em todos aqueles que ficaram pra trás.
  • A Balada do Lobisomem e da Metamorfomaga: Única música em português da lista. É sobre o relacionamento complicado entre Tonks e Lupin. É sobre amores partidos.

Essa semana fiz um canal no Youtube pra organizar minha vida (e apesar da gravata vermelha da foto, eu sou Lufa).

E por que você está contando tudo isso?

Bem,o fato é que desde a malfadada cirurgia de apêndice, voltei a tocar violão. Comecei a fazer uns covers de The Runaways e depois a montar minhas próprias músicas de novo e dentre elas saíram um monte de Wizard Rock! Comecei a gravar e decidi que as músicas agora estão na versão final, prontas pra serem postadas.

E além de Wizard Rock, fiz algumas músicas baseadas na série The Hunger Games [Jogos Vorazes]. Fiquei empolgada e to enchendo o saco de todo mundo no Facebook já faz um mês. Então decidi que esse vai ser um presente de Natal pra mim mesma, postar as músicas no Youtube. Mas qual postar primeiro?

Pois é, decidi pedir ajuda a vocês! Votem na música que vocês querem ouvir!

Aí vão as opções:

The Ballad of Ron and Hermione

Ron vai embora em Deathly Hallows e Hermione fica triste numa baladinha sobre os sentimentos de Hermione.

Rock Like a Wizard

Um hino ao Wizard Rock num punk rock acústico (?)

 The Boy With the Bread

As coisas sobre Peeta Mellark, de Jogos Vorazes

 Girl on Fire

Sobre Katniss Everdeen, a garota em chamas, de Jogos Vorazes

Hijacked

Só um jeito de entender o que aconteceu com Peeta Mellark, de Jogos Vorazes, em Mockingjay

E aí, pessoal? Votem!

O resultado sai na sexta-feira junto com a música escolhida!


ENQUETE!

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