Mundo de Coisas Minhas

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Rush é uma daquelas bandas que pouca gente conhece. Não que seja uma banda ruim, mas porque é uma banda da década de 70 com músicas de mais de 9 minutos. Enfim.

Sou fã de Rush desde os meus 12 anos, apesar de a minha mãe dizer que sou fã desde que era um feto. Quando ela estava grávida de 6 meses, meus pais fizeram uma viagem à praia e ouviram Rush, Grace Under Pressure durante todo o caminho e eu ficava mexendo na barriga. Já meu pai diz que sou fã de Rush desde que eu tinha uns quatro anos: ele conta que eu então sabia cantar todas as músicas de Power Windows (claro que balbuciando tudo).

Mas vamos dizer que fui uma fã consciente aos 12 anos. Meu pai deixou um CD do Retrospective Rush 1974-1980 por perto e disse “É legal”. Na época eu tinha um discman (olha que coisa arcaica) e resolvi ouvir o disco. Eu adorei! Escutava o dia inteiro e elegi minha música favorita (que é essa até hoje), The Trees, do álbum Hemispheres. Claro que ninguém da minha idade ouvia Rush, então eu pesquisei tudo sozinha. Acabei achando um site ótimo chamado Test4Echo e peguei todas as letras. Meu pai baixou os albuns na internet (porque ele tinha a maioria em LP!) e isso na época em que só existia net discada.

Foi assim que fiquei fã de Rush. Foi assim que aprendi inglês também. Porque eu traduzia todas as músicas e olha que as letras do Rush não são fáceis!

Quando o Rush veio ao Brasil pela primeira vez em 2002 eu não tinha grana pra ir. Comprei o DVD histórico Rush in Rio e fiquei vidrada. Sensacional! E oito anos depois tenho a chance incrível de ir à turnê Time Machine para assistir um show incrível na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro!

Eles são incríveis ao vivo! Sério. Nem parece que eles têm 60 anos. Todos parecem tão saudáveis e enérgicos… Eles são engraçados e alto astral, não dá pra acreditar. E são músicos fora de série. Meu Deus, o Geddy Lee é ainda mais sensacional ao vivo. Como ele consegue fazer aquilo tudo no baixo e ainda fazer parecer fácil?

Fiquei na arquibanca e consegui ver tudo de um ângulo incrível. É uma pena que não levei a máquina fotográfica. O show é super produzido. Três telões gigantes mostram o show e alguns clipes super legais com imagens relacionadas às músicas, fogos de artifício explodem, vapor sai da miniatura de Time Machine no palco, uma estrutura de metal se mexe e lança luzes… E no início do show, um vídeo feito pelos integrantes mostrando a banda Rash zoando grandes hits do Rush fez todo mundo rir até… Eu já disse que eles são super engraçados?

Nem sei se consigo descrever o que esse show representou pra mim. Só sei que cantei todas as músicas até perder a voz. Fiquei completamente extasiada. E o show tem 3 horas de duração? Quem faz um show assim? E a sensação que você tem é que eles realmente estão se divertindo. Que para eles aquilo é o melhor momento de todos.

O show começou com The Spirit of the Radio. A galera delirou e cantou junto.

Begin the day with a friendly voice – a companion unobstrusive

Play that song that is so elusive and the magic music makes your morning mood

O início do setlist para mim foi a melhor parte do show. Em sequência veio Time Stand Still (que dá pra fazer chorar), Presto e Stick it Out. Na sequência uma música nova (que não curti muito) e a instrumental Leave That Thing Alone. Depois mais duas músicas novas e pra fechar a primeira parte do show vieram Freewill, Marathon e Subdivisions (as três me deixando maluca de tanto pular e cantar).

O intervalo foi de vinte minutos e uma projeção no telão ficava mostrando a Time Machine avançando nos anos e todo mundo ficou super ansioso por saber o que viria a seguir: a execução completa do album Moving Pictures que nesse ano completa 30 anos. Quando o indicador marcou 1980 a banda começou com Tom Sawyer e a galera delirou.

A modern-day warrior Mean mean stride, Today’s Tom Sawyer Mean mean pride

Depois veio Red Barchetta, YYZ (que apesar de instrumental fez todo mundo acompanhar com Ooooo oooooooooooooh), Limelight (com seu solo incrível), The Camera Eye, Witch Hunt e pra encerrar o album, mas não o show, Vital Signs. Veio então uma música nova e o Drum Solo do Neil Peart.

Nessa hora começou a garoar e eu achei melhor descer para um lugar que tivesse teto. Não consegui, mas até que foi legal ver o show lá de trás porque os telões eram imensos, então não perdi nada. E o Drum Solo é um exagero. Depois dele, veio uma versão nova de Closer to the Heart que adorei, 2112 Overture e The Temples of Synrix (galera delirando de novo) e uma música do Snakes and Arrows que só tinha ouvido falar, Far Cry.

Hora do bis! E ele veio com La Villa Strangiatto (zuando muito por conta do início em forma de polka) e depois Working Man (que começou com uma versão de reggae esquisita). Saí do show no meio da última porque fiquei com medo de não conseguir taxi para ir embora e sabe como é, RJ é uma cidade perigosa.

Enfim, melhor show da minha vida. Inesquecível. Pena que eles não tocaram The Trees, a favorita de todas. Mas tenho certeza de que vou ver isso um dia.

Geddy Lee, agora mais que só um ídolo musical. Bacana demais.

A parte boa de não levar a câmera foi que curti o show intensamente, sem me preocupar com zoom e flash. Pelo menos isso.

No meu Facebook, links de vídeos do show em alta definição.

Rush Rush Rush!

O aniversário mesmo foi na semana passada, mas é sempre bom refletir sobre as coisas depois de um tempo, pois aí a emoção não é assim tão arrebatadora. o que é só uma desculpa para quem não teve tempo de postar no dia do aniversário .

No dia em que completei 21 invernos (que coisa mais poética! baff) fiz uma coisa que planejo desde os 13 anos que é ouvir a música Twenty-one do The Cranberries! Eu eu fiz! *dancinha feliz* É claro que é uma coisa totalmente sem noção mas bah, quem se importa? Era o meu aniversário!

Outras coisas legais: tive uma aula sobre William Wordsworth na aula de Poesia do Século 19 (uhu! Wordsworth! *olhinhos brilhando*) e uma discussão sobre Romeu e Julieta na aula de Drama em Inglês. Almocei com o namorado, o que normalmente é difícil, e ainda comi pizza à noite com a família!

Apesar de 21 ser um número impressionantemente legal (oras, é 7 X 3, quer coisa mais legal?), ter 21 anos pode ser impressionantemente assustador. Afinal, descobri que tenho um cabelo branco (e bem na franja), dor nas costas quando levanto rápido, minha miopia só aumenta… É uma sensação estranha de que se está ficando velho mas que se ainda é jovem, ao mesmo temo. Não sei explicar direito.

E sabe o que é bizarro? Cada presente que eu ganhei refletiu totalmente as situações novas pelas quais estou passando. Freak.

Perfume Citrus da Boticário. Suuuuuuuuuuuuuper cheiroso! E é do tipo de perfume que eu adoro: cítrico e refrescante. Milagre, porque normalmente eu não curto os perfumes da Boticário.

Carteira. Finalmente uma carteira decente. Ninguém mecere sair por aí com uma carteira de zíper manchada e rasgada. E além do mais, combina com o novo emprego.

Duma Key, Stephen King. Livrooooooooooooooooo! Infelizmente só vou poder ler daqui a 9385935839 anos, mas só de saber que ele está dentro do meu armário me faz uma pessoa mais feliz. Pelo que li da orelha do livro, a questão principal é a memória. huuuuuuuuuum

DVD Trilogia Completa O Senhor dos Anéis – aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! *morre**capota**bate na parede* Eu SEMPRE sonhei com esse box de DVD! Sempre! *olhos brilhando* Tá vendo? Quem acredita sempre alcança. *pessoa que ficou 6 anos esperando esse presente…*

Acho que estou anormalmente animada nesse post. Talvez o efeito do tempo ainda não tenha funcionado… Será que vou fazer 31 nessa falta de noção histérica?

Pra se ter uma idéia do meu nível de amnésia, eu nem lembrava em qual país foi a última Copa do Mundo. Graças ao Google, lembrei que foi na Alemanha. Pois é, quatro anos atrás, que é que eu estava fazendo? Tentei me lembrar, nada. Só lembrei do famigerado Brasil X França em que o Brasil perdeu (de novo). rs Forcei a cabeça e acabei lembrando de uma foto horrível (e friso a parte horrível) que tenho no meu computador de um jogo do Brasil na última Copa.

Lá está eu, cinco quilos mais magra, numa calça skatista suuuuuuuuuuuuper baixa, All Star e uma blusinha frente única roxa. A única pessoa da foto que não está de verde-amarelo. Cabelonche super comprido, óculos de aro preto, aquela cara de que não tá muito a fim de nada. Gente, que surreal. E que contexto é esse? Em volta de mim um monte de gente que não vejo há anos, que não fazem mais parte da minha vida, que eu nem sei direito onde estão, e putz!, era gente que eu via todo fim de semana. Que coisa horrível, meu Deus. Como é que pessoas simplesmente desaparecem da sua vida? Não faço idéia de que jogo era, nem me lembro direito das situações, do que foi dito, não lembro de nada. Que tristeza. Essas pessoas só existem no Orkut.

Por incrível que pareça eu me lembro muito mais da Copa do Mundo Coréia/Japão. 2002. Lembro do meu pai me explicando a importância de se ter uma Copa nos dois países que tinha um conflito. Lembro de ver a cerimônia de abertura, de soprar aquelas cornetas super altas, pular…

E mais surpreendente, eu lembro direitinho da Copa de 98, na França, toda aquela figa de Brasil Pentacampeão antes da virada do Milênio e Ronaldinho entrando naquele amarelão e Brasil perdendo pra França e Galvão Bueno tendo um surto durante a transmissão e todo mundo xingando pra sempre e França virando a maior inimiga do Brasil de todos os tempos…

Gente, que é que está acontecendo com a minha memória?


ENQUETE!

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