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Esse é um post sobre o filme. Se você estiver interessado na história da banda, clique aqui.

Os comentários em vermelho foram feitos depois que pesquisei melhor sobre a banda.

The Runaways é a celebrada primeira banda de rock formada só por garotas da década de 70.  Se você acha que não conhece, digita no youtube “Cherry Bomb” e vai perceber que sim, você já ouviu isso em algum lugar. Até porque a líder da banda era ninguém menos que Joan Jett (de “I love Rock and Roll”). Ano passado, a história desse bando de meninas de 15 anos (sim, 15 anos!) rebeldes e surtadas virou filme estrelando Kristen Stewart e Dakota Fanning, como Joan Jett e Cherrie Currie, respectivamente.

A premissa do filme é boa no início. Imagine o ano de 1975 com todo o punk rock, glam rock, caras vestidos de mulher, curtição, início da disco music. Agora imagine uma menina de 15 anos que quer ser roqueira. Imagine que essa menina veste roupas de homem, anda como homem, fala como homem, até faz xixi como homem! Agora imagina que essa menina fica de fora das bandas de rock simplesmente porque é menina. Porque com toda liberação sexual dos anos 60, mulheres no rock ainda era tabu. Simplesmente porque mulher é groupie, não é da banda.

Essa menina é Joan Jett. Que foi uma pioneira no sentido de querer ser guitarrista de uma banda de punk rock só de meninas. Ao conhecer Sandy West, baterista, as duas dão o pontapé inicial para o que seria uma verdadeira revolução musical. The Runaways era um fenômeno não só pela qualidade musical, mas porque quebrava todas as regras. Até as regras de quem quebrava as regras.

O filme captura bem o início de tudo e toda a transgressão envolvida quando elas tocavam. Era realmente se liberar. Surtar. Falar o que não podia ser dito. Ser mullher de um jeito agressivo, revoltado, beirando o violento. A atuação de Kristen Stewart (sim, a de Crepúsculo, minha gente) é sensacional. Ela É Joan Jett. Não tem condição! Não dá pra saber a diferença entre as duas. Juro que não pensei que a moça tivesse tanto talento.

No entanto, o filme se perde. As outras integrantes do Runaways não têm destaque algum e o drama pessoal de Cherrie Currie parece idiota pois o espectador não consegue sentir o que estava pesando para ela. A tensão entre a banda praticamente não aparece, fica parecendo que Cherrie é uma chata que quer ir embora no meio de toda diversão. Mas também, é complicado dizer, pois o roteiro do filme é baseado nos relatos de Cherrie Currie mas produzido por Joan Jett. Ou seja, duas visões completamente opostas sobre o que de fato aconteceu!

Jackie Fox (baixista) não autorizou que sua vida fosse retratada no filme. Então o papel de baixista ficou a cargo de uma personagem fictícia chamada Robin. Além disso a saída de Cherrie Currie se deu durante uma sessão de fotos, não uma gravação, por conta de uma briga séria com Lita Ford (guitarrista). Quem tiver interesse em saber mais dessa história, assista o filme Edgeplay – Um filme sobre The Runaways.

A cronologia do filme também é confusa. A passagem dos anos não é mostrada e nunca se tem certeza de quando e em que ordem as coisas estão acontecendo. Na minha opinião, para dar mais peso à trama, poderiam ter sido mostradas as duras críticas que a banda recebeu dentro do próprio meio do rock, predominantemente masculino e surpreendemente machista.

O ponto alto são as cenas de performance no palco. É aí que é capturada toda a essência do The Runaways, com toda aquela força de arrebentar. A preparação de Kristen nesse quesito foi boa: ela fez aulas de guitarra e realmente aprendeu a tocar as músicas. Já Dakota Fanning teve aulas de canto e performance e mandou bem de diva transgressora. Só achei que não ficou claro no filme que Marie era sua irmã gêmea. Teria dado mais impacto se fosse a mesma atriz.

O filme até que captou bem a essência das garotas...

No geral, é um bom filme que vale a pena ser visto, apesar de seus deslizes. Com um roteiro mais fechado e menos difuso, poderia ter sido um grande filme fazendo jus às atrizes principais e à história da banda.


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