Mundo de Coisas Minhas

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Não precisa ser necessariamente um fã fanático de Harry Potter para ter se perguntando algum dia em qual casa de Hogwarts você cairia. Qualquer pessoa que tenha visto os filmes fica com essa curiosidade, fato que justifica os milhões de testes online para casas de Hogwarts.

Ah... o brasão de Hogwarts...

Para quem não sabe, Hogwarts é dividida em quatro casas: Grifinória (Gryffindor), Sonserina (Slytherin), Ravenclaw (Corvinal) e Hufflepuff (Lufa-Lufa). Se você não sabe o que é Hogwarts, então talvez ler esse post não faça muito sentido.

A questão é que para os fãs fanáticos (eu incluída), a cerimônia de seleção é importantíssima. Na série Harry Potter, todas as dúvidas são resolvidas quando a Profa. McGonagall chama seu nome, você anda cambaleantemente até um banquinho e enfia um chapéu velho e surrado na cabeça. Depois de algumas deliberações o chapéu grita a casa em que você vai ficar.

Insanamente nós fãs ficamos tão nervosos quanto Harry...

E como não podemos contar com o Chapéu Seletor, nos resta a especulação. Existem muitas teorias sobre o que faria pessoa X ir para a casa Y ou Z, algumas divulgadas pela própria J.K. Rowling. Mas no geral temos um esqueminha de comum acordo que fica assim:

  • Grifinória: casa dos corajosos. Normalmente idealistas que lutam por uma causa até o fim. Tendem a se gabar um tanto e têm um forte senso de justiça.
  • Sonserina: casa dos ambiciosos. Aqueles que fazem de tudo para conseguir o que querem. Sonserinos tendem a se gabar muito de seus feitos e costumam ser perseverantes no que querem.
  • Corvinal: casa daqueles que valorizam a inteligênica. São tidos como excêntricos às vezes e prezam a intelectualidade. Normalmente não lidam bem com falhas.
  • Lufa-Lufa: casa dos esforçados. Lufos são leais até o fim às pessoas de seu círculo e não têm medo de se dedicar para conseguir algo. O problema é que o excesso de cordialidade pode ser visto como ingenuidade por outras pessoas.

A questão é que nossa personalidade tem um pouco de tudo isso e pra maioria das pessoas é difícil decidir o que predomina sem a ajuda de um chapéu mágico.

Minha experiência com as casas de Hogwarts sempre foi marcada por uma incerteza. Como 99% das pessoas que começam a ler Harry Potter, no início eu achava que seria da Grifinória. Afinal, o próprio Harry é de lá e como tudo o que vemos é do ponto de vista dele, a Grifinória é, disparada na frente, a casa mais legal. Quando entrei no fandom (comunidade de fãs) de Harry Potter eu me auto-declarava Grifinória e demorou um tempo até eu perceber que não era uma pessoa super corajosa. Então, bem, eu descartei a Grifinória. Mas se eu não era da Grifa, eu era o quê?

Essa pergunta flutuou na minha cabeça durante uns anos e eu não sabia muito bem como resolver. Foi então que comecei a ter afinidade em relação à Sonserina. Isso porque essa é a casa das pessoas ambiciosas, que correm atrás do que querem. Nessa época de final da adolescência, essa atitude tinha a ver comigo e eu fiquei um tanto feliz de ter aparentemente encontrado meu lugarzinho em Hogwarts.

O problema foi que depois de um tempo a dúvida voltou. No fórum que eu participo (o Not as a Last Resort), via várias pessoas com total certeza da casa que pertenciam e comecei a ficar pensativa: por que eu não tenho essa certeza? De fato eu me identifico com algumas coisas da Sonserina. Sério. É que existem muitos mitos em relação à casa. Na série, a Sonserina é alvo de prenconceitos, principalmente por parte do Ron (que sempre será meu personagem favorito!). É interessante ver como o mito da “casa do mal” vai sendo desconstruído ao longo dos livros, até o final em que alguns alunos da Sonserina (liderados pelo Slughorn) voltam para a Batalha de Hogwarts – detalhe: odiei terem mudado isso no filme! – e até mesmo com Harry dizendo para seu filho que não tinha problema algum em ir pra Sonserina.

Aí veio o Pottermore (para ler sobre o Pottermore, clique aqui) e o teste de Seleção de Casas criado pela própria J.K.Rowling. Tensão. Os fãs ficaram em polvorosa. Seria o ultimato final. E eu fiquei super ansiosa, porque, afinal, seria a minha chance de saber a qual casa eu pertenço.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

No dia que o Pottermore liberou meu acesso ao site, eu pensei: “Okay… se eu não cair na Sonserina, pra qual casa eu iria? Com certeza não Grifinória… Corvinal não tem nada a ver comigo… então… seria Lufa-Lufa, né?”.

E foi Lufa-Lufa.

Eu lembro que o site demorou a carregar o resultado. Depois das 10 perguntas (que não são tão óbvias assim nada, então não tem essa de dar “a resposta da Grifinória” ou “a resposta da Corvinal”), a página ficou amarela. E eu fiquei em choque. hahahaha Sei lá, eu fiquei assim sem saber direito como reagir. Aí, depois de quase um minuto encarando o texugo do brasão, é que eu fui clicar na mensagem de boas vindas. E foi muito legal.

A mensagem na verdade é o discurso do monitor da Lufa-Lufa para os alunos novatos. E começa desmistificando a idéia de que a Lufa é a casa menos inteligente de Hogwarts. Na verdade, Lufos atingem ótimos resultados, só não ficam por aí se vangloriando deles. E foi na hora que li isso que eu disse: “Bem, sou Lufa, afinal”. Daí o texto desenvolve falando o que significa o símbolo do texugo (animal pequeno, mas que quando provocado pode atacar animais maiores que ele), onde fica a sala comunal e como ela é, mais alguns bruxos importantes que eram Lufos. E o mais importantes: os Lufos são dedicados e esforçados.

Imagino que sempre terei um pé na Sonserina, mas me identifiquei com a Lufa. E bem, foi a J.K.Rowling quem disse! Isso tudo parece uma bobagem, mas saber a qual casa de Hogwarts eu pertenço é um alívio! Sério. Inclusive me ajudou a analisar alguns aspectos da minha personalidade. Eu sempre tendo a achar que nunca me esforço, e bem, eu me esforço sim! Me esforço bastante. O problema é que eu nunca acho que é suficiente. *workaholic mor*

Fora que o clima de não-competição na sala comunal da Lufa é bem legal. Eu realmente sou uma pessoa mais colaborativa e não gosto muito de competir. Eu acho que o trabalho de cada um tem seu mérito e que esse mérito depende do contexto. Talvez essa seja, afinal, minha diferença com a Sonserina, cujos membros pensam bem diferente.

E quanto a vocês? Qual é a sua casa em Hogwarts? Como foi que você descobriu que era dessa casa? Foi uma coisa fácil ou difícil de decidir? Não deixem de comentar!

No meu outro blog, Livros de Fantasia, acabei de postar um podcast hilário sobre Harry Potter gravado juntamente com a Amanda. Quem é fã da série e quem não é, mas quer rir muito, é só entrar no blog e ouvir.

Pois então, agora ela é um best-seller do New York Times! Sim, ela escreve uma série que acabou de ser traduzida para o Brasil e tem o nome de The Mortal Instruments. Descobri isso não faz mais de dez minutos enquanto lia o blog Leitura Compulsiva, da Camila, que apesar de ter um excesso de livros sobre vampiros, sempre acompanho.

Para quem não se lembra, ou simplesmente não sabe quem é, Cassandra Clare já foi Cassandra ClaIre, escritora da famigerada fanfic de Harry Potter chamada Draco Dormiens. Para os que ainda estão com aquela cara de total ignorância, uma fanfic (ou fanfiction) é uma história sem fins lucrativos criada por fãs sobre uma determinada série. Durante muitos anos da minha vida pertenci a esse mundo e foi quando li Draco Dormiens que é uma fanfic de Harry Potter onde há um triângulo amoroso entre Draco, Harry e Hermione. ????????????????????????????????

Cassandra, agora Clare, é um sucesso mundial depois de ter escrito que a masmorra estava muito quente, mas que Snape não ligava

Cassandra Claire era uma figura notória no mundo das fanfics, nos dois sentidos da coisa. Tinha gente que idolatrava suas histórias, tinha gente que achava que ela era a filha do Filch com a Lula Gigante. Só sei que ela enfrenteu críticas e elogios durante toda a sua carreira como ficwriter o que fez com sua fanfic fosse traduzida para várias línguas, inclusive português, e a canonizasse (infelizmente) como uma celebridade do mundo das fanfics.

Como ferrenha denfensora do casal Ron/Hermione, eu nunca pude realmente apreciar “Draco Dormiens”. Pra mim, era um delírio dos maiores. Mas meu problema com a Cassandra Claire era ainda a atitude besta que ela tinha, principalmente quando J.K.Rowling disse que Harry/Hermione era um casal para pessoas iludidas e ela simplesmente falou que ia queimar todos os livros da série! duh

Agora ela é um best-seller internacional e well, I´m sorry, nunca vou ter estômago para ler os livros dela. É uma questão ideológica. Será que isso é um preconceito? Será que é inveja? Que é que vocês sentem sobre isso, pessoal? Qual a sua opinião? Vocês conhecem mais algum escritor de fanfic que virou sucesso?

Hoje é aniversário de alguém que me acompanhou durante 10 anos bem de perto. Alguém que esteve comigo em momentos tristes e felizes, alguém com quem eu convivi de uma maneira tão próxima que chega até ser difícil explicar o nosso grau de intimidade. Hoje é o aniversário de Harry Potter.

Okay, primeiro parágrafo brega até o talo, mas é assim mesmo que eu me sinto. Nunca esqueço o 31 de julho, é uma coisa incrível. É como se fosse o aniversário de um grande amigo, daqueles que você pensa “Okay, semana que vem é o aniversário do fulaninho”.

Faz três anos que Harry Potter acabou, mas mesmo assim, tudo isso é parte da minha vida. Faço piadinhas sobre o universo Harry Potter; sinto frio na barriga quando vejo alguma referência em algum outro texto, livro ou filme que eu goste muito; fico brava se alguém fala mal ou demonstra algum preconceito pela série sem ter algum fundamento; passo horas discutindo questões dos livros; sonho com Harry Potter; releio os livros e sinto as mesmas emoções. Eu tenho quase 21 anos e bem, sinto que vai ser assim pra todo o sempre. Porque Harry Potter fez o que nenhuma série nunca fez: me fez acreditar. Não no sentido de achar que existe de verdade, mas no sentido de me apresentar um mundo completo, com personagens cativantes, uma história bem fechada, e um mundo de possibilidades racionais (dentro das regras desse mundo).

Eu tinha 10 anos e gostava de livros de fantasia, então eu li Harry Potter. Eu tinha 13 anos, me sentia sozinha e isolada, então eu li Harry Potter. Eu tinha 15 anos e queria ser escritora, então eu li Harry Potter. Eu tinha 17 anos e tinha medo de crescer, então eu li Harry Potter.

Obrigada, J.K.Rowling, por ter mudado minha vida. Parece brega, mas acredite, não é não.


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