Mundo de Coisas Minhas

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Pra se ter uma idéia do meu nível de amnésia, eu nem lembrava em qual país foi a última Copa do Mundo. Graças ao Google, lembrei que foi na Alemanha. Pois é, quatro anos atrás, que é que eu estava fazendo? Tentei me lembrar, nada. Só lembrei do famigerado Brasil X França em que o Brasil perdeu (de novo). rs Forcei a cabeça e acabei lembrando de uma foto horrível (e friso a parte horrível) que tenho no meu computador de um jogo do Brasil na última Copa.

Lá está eu, cinco quilos mais magra, numa calça skatista suuuuuuuuuuuuper baixa, All Star e uma blusinha frente única roxa. A única pessoa da foto que não está de verde-amarelo. Cabelonche super comprido, óculos de aro preto, aquela cara de que não tá muito a fim de nada. Gente, que surreal. E que contexto é esse? Em volta de mim um monte de gente que não vejo há anos, que não fazem mais parte da minha vida, que eu nem sei direito onde estão, e putz!, era gente que eu via todo fim de semana. Que coisa horrível, meu Deus. Como é que pessoas simplesmente desaparecem da sua vida? Não faço idéia de que jogo era, nem me lembro direito das situações, do que foi dito, não lembro de nada. Que tristeza. Essas pessoas só existem no Orkut.

Por incrível que pareça eu me lembro muito mais da Copa do Mundo Coréia/Japão. 2002. Lembro do meu pai me explicando a importância de se ter uma Copa nos dois países que tinha um conflito. Lembro de ver a cerimônia de abertura, de soprar aquelas cornetas super altas, pular…

E mais surpreendente, eu lembro direitinho da Copa de 98, na França, toda aquela figa de Brasil Pentacampeão antes da virada do Milênio e Ronaldinho entrando naquele amarelão e Brasil perdendo pra França e Galvão Bueno tendo um surto durante a transmissão e todo mundo xingando pra sempre e França virando a maior inimiga do Brasil de todos os tempos…

Gente, que é que está acontecendo com a minha memória?

Hoje foi a final do Campeonato Mineiro de Futebol. E eu só sei disso porque eu moro na porcaria da Pampulha (onde fica o estádio de Belo Horizonte) e em dia de jogo é praticamente impossível ir a qualquer lugar sem correr um risco real de levar cantada de torcedor e/ou ser vítima de um arrastão. Principalmente quando é jogo do Galo, vulgo Atlético Mineiro.

Não é que o Galo ganhou? Pois é, ganhou de 3 a 0 do Ipatinga *pausa para momento de riso* e Belo Horizonte parou. Em todo lugar (principalmente onde moro, na Pampulha divisa com Venda Nova, uma região mais pobre) a coisa sai do controle. É carro passando dando buzina, meninas de shortinho e mini blusa (detalhe que faz 16 graus em BH hoje!) gritando e carros de som berrando ‘Nós somos do clube Atlético Mineiro… lutamos com muita garra e amoooooooooooooooooooor” naquela gravação da década de 50 que TODOS OS TIMES BRASILEIROS TÊEM!!!!!

Resolvi ir comer um cachorro-quente com minha irmã e uma amiga e vi uma das coisas mais bizarras da minha vida: em determinado ponto do bairro parecia haver uma aglomeração fora do normal de atleticanos. Todo mundo com bandeiras gigantes, carros parados, meninas de shortinho, crianças, bebês no colo, gente pulando no meio da rua que nem um bando de doentes mentais! Nunca vi uma coisa assim na minha vida. Ou pelo menos não em um número tão alto. Minha amiga me explicou que é porque o Atlético perdia do Cruzeiro (time rivalzão) a três anos e pra pior, perdia sempre de 5X1. Nesse ano, o Cruzeiro foi desclassificado e Atlético foi pra finalzona. E ganhou.

Mas é uma merda. Ninguém dorme. Ninguém come cachorro-quente em paz. Mas pelo menos em um dia do ano, se algum mano esquisito chega perto, a solução é começar a cantar o hino do time ou gritar “GALOOOOOOOOOO”. Aí tá tranquilo.


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