Mundo de Coisas Minhas

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Não precisa ser necessariamente um fã fanático de Harry Potter para ter se perguntando algum dia em qual casa de Hogwarts você cairia. Qualquer pessoa que tenha visto os filmes fica com essa curiosidade, fato que justifica os milhões de testes online para casas de Hogwarts.

Ah... o brasão de Hogwarts...

Para quem não sabe, Hogwarts é dividida em quatro casas: Grifinória (Gryffindor), Sonserina (Slytherin), Ravenclaw (Corvinal) e Hufflepuff (Lufa-Lufa). Se você não sabe o que é Hogwarts, então talvez ler esse post não faça muito sentido.

A questão é que para os fãs fanáticos (eu incluída), a cerimônia de seleção é importantíssima. Na série Harry Potter, todas as dúvidas são resolvidas quando a Profa. McGonagall chama seu nome, você anda cambaleantemente até um banquinho e enfia um chapéu velho e surrado na cabeça. Depois de algumas deliberações o chapéu grita a casa em que você vai ficar.

Insanamente nós fãs ficamos tão nervosos quanto Harry...

E como não podemos contar com o Chapéu Seletor, nos resta a especulação. Existem muitas teorias sobre o que faria pessoa X ir para a casa Y ou Z, algumas divulgadas pela própria J.K. Rowling. Mas no geral temos um esqueminha de comum acordo que fica assim:

  • Grifinória: casa dos corajosos. Normalmente idealistas que lutam por uma causa até o fim. Tendem a se gabar um tanto e têm um forte senso de justiça.
  • Sonserina: casa dos ambiciosos. Aqueles que fazem de tudo para conseguir o que querem. Sonserinos tendem a se gabar muito de seus feitos e costumam ser perseverantes no que querem.
  • Corvinal: casa daqueles que valorizam a inteligênica. São tidos como excêntricos às vezes e prezam a intelectualidade. Normalmente não lidam bem com falhas.
  • Lufa-Lufa: casa dos esforçados. Lufos são leais até o fim às pessoas de seu círculo e não têm medo de se dedicar para conseguir algo. O problema é que o excesso de cordialidade pode ser visto como ingenuidade por outras pessoas.

A questão é que nossa personalidade tem um pouco de tudo isso e pra maioria das pessoas é difícil decidir o que predomina sem a ajuda de um chapéu mágico.

Minha experiência com as casas de Hogwarts sempre foi marcada por uma incerteza. Como 99% das pessoas que começam a ler Harry Potter, no início eu achava que seria da Grifinória. Afinal, o próprio Harry é de lá e como tudo o que vemos é do ponto de vista dele, a Grifinória é, disparada na frente, a casa mais legal. Quando entrei no fandom (comunidade de fãs) de Harry Potter eu me auto-declarava Grifinória e demorou um tempo até eu perceber que não era uma pessoa super corajosa. Então, bem, eu descartei a Grifinória. Mas se eu não era da Grifa, eu era o quê?

Essa pergunta flutuou na minha cabeça durante uns anos e eu não sabia muito bem como resolver. Foi então que comecei a ter afinidade em relação à Sonserina. Isso porque essa é a casa das pessoas ambiciosas, que correm atrás do que querem. Nessa época de final da adolescência, essa atitude tinha a ver comigo e eu fiquei um tanto feliz de ter aparentemente encontrado meu lugarzinho em Hogwarts.

O problema foi que depois de um tempo a dúvida voltou. No fórum que eu participo (o Not as a Last Resort), via várias pessoas com total certeza da casa que pertenciam e comecei a ficar pensativa: por que eu não tenho essa certeza? De fato eu me identifico com algumas coisas da Sonserina. Sério. É que existem muitos mitos em relação à casa. Na série, a Sonserina é alvo de prenconceitos, principalmente por parte do Ron (que sempre será meu personagem favorito!). É interessante ver como o mito da “casa do mal” vai sendo desconstruído ao longo dos livros, até o final em que alguns alunos da Sonserina (liderados pelo Slughorn) voltam para a Batalha de Hogwarts – detalhe: odiei terem mudado isso no filme! – e até mesmo com Harry dizendo para seu filho que não tinha problema algum em ir pra Sonserina.

Aí veio o Pottermore (para ler sobre o Pottermore, clique aqui) e o teste de Seleção de Casas criado pela própria J.K.Rowling. Tensão. Os fãs ficaram em polvorosa. Seria o ultimato final. E eu fiquei super ansiosa, porque, afinal, seria a minha chance de saber a qual casa eu pertenço.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

No dia que o Pottermore liberou meu acesso ao site, eu pensei: “Okay… se eu não cair na Sonserina, pra qual casa eu iria? Com certeza não Grifinória… Corvinal não tem nada a ver comigo… então… seria Lufa-Lufa, né?”.

E foi Lufa-Lufa.

Eu lembro que o site demorou a carregar o resultado. Depois das 10 perguntas (que não são tão óbvias assim nada, então não tem essa de dar “a resposta da Grifinória” ou “a resposta da Corvinal”), a página ficou amarela. E eu fiquei em choque. hahahaha Sei lá, eu fiquei assim sem saber direito como reagir. Aí, depois de quase um minuto encarando o texugo do brasão, é que eu fui clicar na mensagem de boas vindas. E foi muito legal.

A mensagem na verdade é o discurso do monitor da Lufa-Lufa para os alunos novatos. E começa desmistificando a idéia de que a Lufa é a casa menos inteligente de Hogwarts. Na verdade, Lufos atingem ótimos resultados, só não ficam por aí se vangloriando deles. E foi na hora que li isso que eu disse: “Bem, sou Lufa, afinal”. Daí o texto desenvolve falando o que significa o símbolo do texugo (animal pequeno, mas que quando provocado pode atacar animais maiores que ele), onde fica a sala comunal e como ela é, mais alguns bruxos importantes que eram Lufos. E o mais importantes: os Lufos são dedicados e esforçados.

Imagino que sempre terei um pé na Sonserina, mas me identifiquei com a Lufa. E bem, foi a J.K.Rowling quem disse! Isso tudo parece uma bobagem, mas saber a qual casa de Hogwarts eu pertenço é um alívio! Sério. Inclusive me ajudou a analisar alguns aspectos da minha personalidade. Eu sempre tendo a achar que nunca me esforço, e bem, eu me esforço sim! Me esforço bastante. O problema é que eu nunca acho que é suficiente. *workaholic mor*

Fora que o clima de não-competição na sala comunal da Lufa é bem legal. Eu realmente sou uma pessoa mais colaborativa e não gosto muito de competir. Eu acho que o trabalho de cada um tem seu mérito e que esse mérito depende do contexto. Talvez essa seja, afinal, minha diferença com a Sonserina, cujos membros pensam bem diferente.

E quanto a vocês? Qual é a sua casa em Hogwarts? Como foi que você descobriu que era dessa casa? Foi uma coisa fácil ou difícil de decidir? Não deixem de comentar!

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Elas estão em toda parte: em salas de espera de médicos e dentistas, no salão de beleza, na biblioteca de escolas, na mesa daquela sua colega de escritório, dando sopa na cestinha de revistas de um banheiro. As revistas femininas tomam o mercado editoria com tiragens enormes, tudo isso apostando numa variedade absurda, que vai agradar vários gostos.

Para as mais sofisticadas, Marie Claire. Para as mais modernas e esportivas, Claudia. Para as mais comportadas, Criativa. Para as adolescentes mais saidinhas, Capricho. Para as adolescentes mais recatadas, Atrevida. E vão aí inúmeras outras. Variando a faixa, as capas sempre mostram uma celebridade maravilhosa com uma frase de impacto e os assuntos são os mesmos:

  • o que você deve vestir e que dieta você deve fazer para ficar em forma (Moda & Beleza);
  • o que você deve fazer para arrumar um namorado ou manter o seu namorado/marido/parceiro/peguete (Comportamento);
  • e o que você deve pensar (Carreira, Celebridades e Assuntos Polêmicos)

Todas elas têm uma única premissa: a mulher moderna e inteligente. Mas quem diabos é essa mulher?

A primeira foto que aparece no google images quando você digita "mulher moderna e inteligente". Pra quem não reconheceu, essa é a Katie Holmes, mulher do Tom Cruise. É, aquela mesma que não pode mais fazer cena de beijo por conta do maridão.

Basicamente a mulher moderna e inteligente domina 3 grandes aspectos da vida (e sim, já li essas revistas então posso falar):

  1. Ela é alta, magra, tem os cabelos impecáveis, veste-se com estilo, acompanhando todas as tendências da moda. Se a genética não permite, vamos apelar para as dietas loucas, saltos, itervenções cirúrgicas e tudo mais.
  2. Ela está sempre acompanhada. Se não tem namorado/marido/parceiro/peguete, sabe exatamente o que fazer para arranjar um. Tem todos os truques da sedução. Sabe de cor qual o melhor olhar para dizer que está a fim, sabe cruzar as pernas, sabe até aquela posição 57 tântrica que vai deixar qualquer um maluco. Se é casada, não dorme de blusão, só de lingerie sexy e badala com o maridão (sim, ele é um maridão) sempre. Se tem filhos, é uma super mãe. Leu todos os livros de psicologia infantil do momento, toma conta dos meninos, troca fralda enquanto aplica uma máscara nos cilhos.
  3. Ela tem um emprego sensacional. Mas não estamos falando aqui de um bom emprego. As mulheres modernas e inteligentes nunca são professoras, recepcionistas, biólogas ou analista de sistemas. Elas são designers, DJs, altas executivas, decoradoras, especialistas em look ou ocupantes de algum cargo impronunciável que você provavelmente não vai entender.

Em outras palavras: essa mulher não existe.

É isso mesmo, você que acreditou em tudo que as revistas te disseram e que está se matando para dar conta de tudo na sua vida, gastando seu salário em cosméticos e em roupas caríssimas. Respira. E não, nem a Katie Holmes é assim. Ninguém é asim porque isso é impossível. Quer uma prova?

Você acha essa mulher gorda ou “gordinha” (como dizem os eufemismos da vida)?

Pois de acordo como Google, ela é sim. Ao digitar “mulher gordinha” no Google aparece essa moça, modelo de plus size. Plus size? Gente, desde quando 42, 44 ou 46 virou plus size? Desde quando ser normal virou usar 34 e 36?

Agora vamos digitar “mulher” no Google. Olha só que aparece:

Olha que meigo. Magrinha, maquiada e com uma rosa na mão… Que é que andam te dizendo sobre você mesma, hein?

No mundo dito real ninguém consegue ter um super emprego, um super relacionamento e ser uma super mãe. Quem não consegue (ou seja, todo mundo) entra numa paranóia e se acha uma fracassada. Como assim eu não consigo trabalhar o dia inteiro, cuidar das crianças, andar super arrumada e fazer sexo loucamente com meu namorado/marido/parceiro/peguete? Eu sou uma fracassada!

Não, querida, você é mulher mesmo. Um ser humano. Que não dá conta de tudo. Que tem altos e baixos. Que às vezes vai super bem no trabalho mas a vida pessoal tá uma droga. Que às vezes dá atenção pros filhos mas tá cansada deles. Que às vezes tá numa maré ruim. E daí?

As revistas femininas vendem uma imagem de que a mulher moderna e inteligente é normal. Que ela tem que dar conta de tudo para ser realmente considerada mulher. Vendem a imagem que nós mulheres temos que ser a celebridade da capa. Mas olha só que coisa, se nem a celebridade da capa é perfeita…

Até que ponto todas aquelas dicas ali realmente estão pensando em você? A dieta é realmente para você baixar o nível de colestorol ou é pra você ficar mais parecida com a modelo? Aquela sequência de exercícios físicos é pra te tirar do sedentarismo ou é pra deixar a sua barriga tanquinho que nem a da Gisele? Aquele jeans realmente vai te fazer sentir mais confiante? E aquela posição 57, é realmente pra você aproveitar? E se é, por que o nome da matéria é 99 maneiras de deixá-lo louco?

Numa embalagem pseudo-feministas, essas revistas vendem uma mentira. E endossam ainda mais o ponto de vista de que para ser mulher você tem que casar com um cara lindo, que te diz o que fazer, ter um super emprego e ganhar muito dinheiro, cuidar dos filhos loucamente e andar na moda.

Ah, agora entendi porque a imagem da Katie Holmes apareceu.

Olha a famíla da mulher moderna e inteligente... *ligar a ironia aqui*

Sabe aquele esteriótipo da boa aluna que passa cola pros amigos, mata aula de Educação Física no banheiro feminino, leva bolada na cara no handball, usa uniforme quatro números maior que o necessário, não estuda pra prova mas tira nota alta, lê uma porrada de livros nas férias, gosta de bandas que ninguém conhece e tem um cabelo super cheio?

E eu também tinha (ainda tenho) dentes enormes! A diferença é que não, eu não fiquei fashion e bonitona que nem a Emma Watson...

Era eu!

Eu ainda não tenho certeza se sofri bullying na escola, mas algumas pessoas definitavamente me zuavam. Acho que a maioria dos professores gostava de mim e eu tinha amigos. Provavelmente assustava a maior parte dos meninos mas por mais incrível que pareça eu tive dois namorados na adolescência. O fato de eles terem feito um estrago na minha auto-estima é irrelevante. Ou não.

A verdade é que é estranho, aos quase 22 anos, olhar para os meus diferentes eus da adolescência. Aos 12 anos eu era definitavemente uma garota super confiante que não estava nem aí pra ninguém porque eu me achava bem legal. Já aos 14, minha auto-estima foi parar no pé e eu realmente fiz uma mexa vermelha no cabelo e comecei a andar com roupa preta. Aos 16 minha auto-estima melhorou e eu comecei a conviver com um grupo diferente de colegas, o que foi bom para minha habilidade de socialização. Tudo isso foi destruído aos 17.  Mas eu sempre sempre fui normalzona.

Quer dizer que nunca fiz nada incrivelmente doidão. Às vezes escuto algumas pessoas contando histórias incríveis de adolescência no estilo “saí de casa e voltei 5 dias depois de carona numa vã” ou “fui com um amigo pra uma boca de fumo e cheirei um troço estranho que me levou pro hospital mas eu contei pra minha mãe que tava com dor de barriga” e por aí vai. Eu fico pensando: onde vocês viveram? hahahahaha Porque eu, bem, eu era bem normal e a maior emoção da minha vida na época foi ter ganhado prêmios por escrever fanfics.

Aliás, por volta dos 15 anos minha vida era basicamente internet. Fóruns de Harry Potter, discutir Harry Potter, escrever Harry Potter. Isso era basicamente o que me fazia feliz. Porque era onde eu encontrava pessoas como eu, que não iam pra boca de fumo ou apareciam depois de dias na noitada (pelo menos não que eu saiba) e ainda por cima entendiam as minhas piadas. E bem, nada melhor naquela época do que receber o aviso de comentário do Fanfiction.net e alguém dizer que tinha chorado lendo uma fic minha ou morrido de rir.

Harry Potter acabou e esse tempo ficou para trás. Quer dizer, eu sempre vou tremer com uma referência a Ron/Hermione, sempre vou ser péssima em esportes, sempre vou gostar de bandas que ninguém conhece, sempre vou arrumar uma obcessão nova e meus dentes são grandes e não vão diminuir.

Alguém me diz o que isso quer dizer? hahahahaha

Eu só acho que se eu tivesse visto esse vídeo aos 14 anos, eu definitavemente teria me sentido menos sozinha.

Quem teve uma adolescência cliché e normal põe o dedo aqui que já vai fechar não adianta chorar nem espenear…

Rush é uma daquelas bandas que pouca gente conhece. Não que seja uma banda ruim, mas porque é uma banda da década de 70 com músicas de mais de 9 minutos. Enfim.

Sou fã de Rush desde os meus 12 anos, apesar de a minha mãe dizer que sou fã desde que era um feto. Quando ela estava grávida de 6 meses, meus pais fizeram uma viagem à praia e ouviram Rush, Grace Under Pressure durante todo o caminho e eu ficava mexendo na barriga. Já meu pai diz que sou fã de Rush desde que eu tinha uns quatro anos: ele conta que eu então sabia cantar todas as músicas de Power Windows (claro que balbuciando tudo).

Mas vamos dizer que fui uma fã consciente aos 12 anos. Meu pai deixou um CD do Retrospective Rush 1974-1980 por perto e disse “É legal”. Na época eu tinha um discman (olha que coisa arcaica) e resolvi ouvir o disco. Eu adorei! Escutava o dia inteiro e elegi minha música favorita (que é essa até hoje), The Trees, do álbum Hemispheres. Claro que ninguém da minha idade ouvia Rush, então eu pesquisei tudo sozinha. Acabei achando um site ótimo chamado Test4Echo e peguei todas as letras. Meu pai baixou os albuns na internet (porque ele tinha a maioria em LP!) e isso na época em que só existia net discada.

Foi assim que fiquei fã de Rush. Foi assim que aprendi inglês também. Porque eu traduzia todas as músicas e olha que as letras do Rush não são fáceis!

Quando o Rush veio ao Brasil pela primeira vez em 2002 eu não tinha grana pra ir. Comprei o DVD histórico Rush in Rio e fiquei vidrada. Sensacional! E oito anos depois tenho a chance incrível de ir à turnê Time Machine para assistir um show incrível na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro!

Eles são incríveis ao vivo! Sério. Nem parece que eles têm 60 anos. Todos parecem tão saudáveis e enérgicos… Eles são engraçados e alto astral, não dá pra acreditar. E são músicos fora de série. Meu Deus, o Geddy Lee é ainda mais sensacional ao vivo. Como ele consegue fazer aquilo tudo no baixo e ainda fazer parecer fácil?

Fiquei na arquibanca e consegui ver tudo de um ângulo incrível. É uma pena que não levei a máquina fotográfica. O show é super produzido. Três telões gigantes mostram o show e alguns clipes super legais com imagens relacionadas às músicas, fogos de artifício explodem, vapor sai da miniatura de Time Machine no palco, uma estrutura de metal se mexe e lança luzes… E no início do show, um vídeo feito pelos integrantes mostrando a banda Rash zoando grandes hits do Rush fez todo mundo rir até… Eu já disse que eles são super engraçados?

Nem sei se consigo descrever o que esse show representou pra mim. Só sei que cantei todas as músicas até perder a voz. Fiquei completamente extasiada. E o show tem 3 horas de duração? Quem faz um show assim? E a sensação que você tem é que eles realmente estão se divertindo. Que para eles aquilo é o melhor momento de todos.

O show começou com The Spirit of the Radio. A galera delirou e cantou junto.

Begin the day with a friendly voice – a companion unobstrusive

Play that song that is so elusive and the magic music makes your morning mood

O início do setlist para mim foi a melhor parte do show. Em sequência veio Time Stand Still (que dá pra fazer chorar), Presto e Stick it Out. Na sequência uma música nova (que não curti muito) e a instrumental Leave That Thing Alone. Depois mais duas músicas novas e pra fechar a primeira parte do show vieram Freewill, Marathon e Subdivisions (as três me deixando maluca de tanto pular e cantar).

O intervalo foi de vinte minutos e uma projeção no telão ficava mostrando a Time Machine avançando nos anos e todo mundo ficou super ansioso por saber o que viria a seguir: a execução completa do album Moving Pictures que nesse ano completa 30 anos. Quando o indicador marcou 1980 a banda começou com Tom Sawyer e a galera delirou.

A modern-day warrior Mean mean stride, Today’s Tom Sawyer Mean mean pride

Depois veio Red Barchetta, YYZ (que apesar de instrumental fez todo mundo acompanhar com Ooooo oooooooooooooh), Limelight (com seu solo incrível), The Camera Eye, Witch Hunt e pra encerrar o album, mas não o show, Vital Signs. Veio então uma música nova e o Drum Solo do Neil Peart.

Nessa hora começou a garoar e eu achei melhor descer para um lugar que tivesse teto. Não consegui, mas até que foi legal ver o show lá de trás porque os telões eram imensos, então não perdi nada. E o Drum Solo é um exagero. Depois dele, veio uma versão nova de Closer to the Heart que adorei, 2112 Overture e The Temples of Synrix (galera delirando de novo) e uma música do Snakes and Arrows que só tinha ouvido falar, Far Cry.

Hora do bis! E ele veio com La Villa Strangiatto (zuando muito por conta do início em forma de polka) e depois Working Man (que começou com uma versão de reggae esquisita). Saí do show no meio da última porque fiquei com medo de não conseguir taxi para ir embora e sabe como é, RJ é uma cidade perigosa.

Enfim, melhor show da minha vida. Inesquecível. Pena que eles não tocaram The Trees, a favorita de todas. Mas tenho certeza de que vou ver isso um dia.

Geddy Lee, agora mais que só um ídolo musical. Bacana demais.

A parte boa de não levar a câmera foi que curti o show intensamente, sem me preocupar com zoom e flash. Pelo menos isso.

No meu Facebook, links de vídeos do show em alta definição.

Rush Rush Rush!

O aniversário mesmo foi na semana passada, mas é sempre bom refletir sobre as coisas depois de um tempo, pois aí a emoção não é assim tão arrebatadora. o que é só uma desculpa para quem não teve tempo de postar no dia do aniversário .

No dia em que completei 21 invernos (que coisa mais poética! baff) fiz uma coisa que planejo desde os 13 anos que é ouvir a música Twenty-one do The Cranberries! Eu eu fiz! *dancinha feliz* É claro que é uma coisa totalmente sem noção mas bah, quem se importa? Era o meu aniversário!

Outras coisas legais: tive uma aula sobre William Wordsworth na aula de Poesia do Século 19 (uhu! Wordsworth! *olhinhos brilhando*) e uma discussão sobre Romeu e Julieta na aula de Drama em Inglês. Almocei com o namorado, o que normalmente é difícil, e ainda comi pizza à noite com a família!

Apesar de 21 ser um número impressionantemente legal (oras, é 7 X 3, quer coisa mais legal?), ter 21 anos pode ser impressionantemente assustador. Afinal, descobri que tenho um cabelo branco (e bem na franja), dor nas costas quando levanto rápido, minha miopia só aumenta… É uma sensação estranha de que se está ficando velho mas que se ainda é jovem, ao mesmo temo. Não sei explicar direito.

E sabe o que é bizarro? Cada presente que eu ganhei refletiu totalmente as situações novas pelas quais estou passando. Freak.

Perfume Citrus da Boticário. Suuuuuuuuuuuuuper cheiroso! E é do tipo de perfume que eu adoro: cítrico e refrescante. Milagre, porque normalmente eu não curto os perfumes da Boticário.

Carteira. Finalmente uma carteira decente. Ninguém mecere sair por aí com uma carteira de zíper manchada e rasgada. E além do mais, combina com o novo emprego.

Duma Key, Stephen King. Livrooooooooooooooooo! Infelizmente só vou poder ler daqui a 9385935839 anos, mas só de saber que ele está dentro do meu armário me faz uma pessoa mais feliz. Pelo que li da orelha do livro, a questão principal é a memória. huuuuuuuuuum

DVD Trilogia Completa O Senhor dos Anéis – aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! *morre**capota**bate na parede* Eu SEMPRE sonhei com esse box de DVD! Sempre! *olhos brilhando* Tá vendo? Quem acredita sempre alcança. *pessoa que ficou 6 anos esperando esse presente…*

Acho que estou anormalmente animada nesse post. Talvez o efeito do tempo ainda não tenha funcionado… Será que vou fazer 31 nessa falta de noção histérica?

No começo do ano, minha amiga Amanda e eu trocamos livros. Sabe como é: temos um gosto literário bem parecido e de vez em quando fazemos um escambo. Nessa útima leva, Amanda levou o primeiro volume de A Torre Negra, O Guia do Mochileiro das Galáxias e o último volume de Fronteiras do Universo, A Luneta Âmbar e eu fiquei com Artemis Fowl – A Vingança de Opala, O Dia do Curinga e um livro fininho chamado Contos do Esconderijo. Li primeiro Artemis Fowl (que preciso devolver ainda rs), depois O Dia do Curinga. Começa o drama da faculdade e o tempo de leitura cai consideravelmente. Em quatro meses minha vida de leitura se reduzia a e-mails e contos e romances canadenses pra faculdade. Entrei de férias e decidi terminar de ler minha pilha de “livros emprestados” o que me levou à pilha da Amanda, cujo único volume restante era Contos do Esconderijo.

Esse livro é uma coletânia de fábulas, contos, histórias e ensaios escritos por Anne Frank (ela mesma, fugitiva na segunda guerra mundial). Conheço Anne Frank, óbvio, e eu sabia que a Amanda é simplesmente apaixonada pela história dela, mas eu nunca realmente tinha parado pra pensar sobre ela, sabe. Nunca tinha chamado meu interesse. Meus pais leram o diário, mas eu não sei porque nunca li. Ficava sempre pra uma próxima uma próxima uma próxima… Completamente despreocupada comecei a ler Contos do Esconderijo e fiquei completamente sem palavras à medida que ia lendo…

Eu sei que a Teoria da Literatura vai rejeitar tudo que vou dizer agora, mas PROBLEMAS, eu preciso dizer: como é que alguém que viveu anos dentro de um porão consegue falar sobre felicidade de uma forma tão… viva?????????? Eu fiquei com vergonha, essa é a verdade, com vergonha mesmo de reclamar da minha vida e fazer draminha mi mi mi mi. É simplesmente assombroso. Anne Frank escreveu sobre fadas e elfos, sobre meninas solitárias, sobre a guerra, mas em todas as histórias, absolutamente em todas, estavam temas como caridade, amor pela natureza, amor ao próximo. As discussões que ela traz sobre a existência de Deus e sobre a natureza dos homens são extremamente complexas para uma menina da idade dela (ela seria uma escritora genial se tivesse sobrevivido ao campo de concentração) e no fim há sempre uma visão positiva, uma luz no fim do túnel.

Quando terminei de ler um livro fiquei sem palavras; não conseguia nem pensar direito! Como se pode ter vislumbres de felicidade e amor numa situação como aquela? Eu me sinto pequena por não poder ser capaz de enxergar o amor no mundo em situações difíceis na minha vida como perder um ônibus ou chegar cansada do trabalho. Shame on me. Como é que a gente vive procurando ser feliz e não dá a mínima pra felicidade que está ao redor de nós?

Talvez o grande lance da vida seja ser capaz de, num momento de extrema tristeza, oferecer felicidade a alguém. Mesmo que você esteja preso num porão.

Lá estava eu procurando uma vaga para estacionar quando encontrei uma: um espaço entre dois carros. Na hora eu gelei. Fiquei olhando ao redor, será que não tinha outra vaga? Nenhumazinha? Nem que fosse no quarteirão de baixo? Não, não tinha. Eu ia ter que fazer a baliza. Argh!

Eu tirei carteira em outubro do ano passado e o meu tempo de auto escola foi o tempo em que começou aquele lance de fazer baliza em cone. Eu só treinava em cones e fazia tudo direitinho, mas o problema do cone é que ele não é um carro de verdade então se você bater no cone não tem problema, o que te dá uma falsa sensação de segurança…

Quando passei na prova prática do DETRAN e comecei minha vida nas ruas de Belo Horizonte (isso aqui ficou com um duplo sentido, né? rs mas vocês entenderam…) eu corria de baliza. Putz, e se eu batesse em outro carro? Minha primeira prova de fogo foi no final do ano passado, em frente a uma agência do banco real em pleno domingo de sol. Fiquei um estresse, chorei, gritei, berrei. Uma tristeza. Fiz, mas daquele jeito tenso e horrível.

Ontem, no entanto, eu estava sozinha no carro, estava tranquila e após três tentativas (errar é humano, né?) consegui colocar o carro bonitinho entre os outros dois. Nem ficou nem muito longe nem muito perto do meio fio. Certinho. Ai que orgulho que me deu. Se eu tivesse uma câmera fotográfica na hora, eu tirava uma foto!

Ai que emoção!


ENQUETE!

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