Mundo de Coisas Minhas

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Depois de me fazer debulhar em lágrimas e sentimentos conflitantes com Quem é Você, Alasca? [Looking For Alaska], John Green dessa vez me atirou no mundo da ansiedade adolescente que busca incessantemente entender o que não dá pra entender: porque algumas pessoas levam o pé na bunda enquanto outras aplicam o pé na na bunda.

An Abundance of Katherines é o segundo livro de John Green (John Green, ai me Deus, John Greeeeeeeeeeeeeeeeen!) e infelizmente ainda não foi traduzido no Brasil. *cruzem os dedos, pessoal * Peguei em prestado com a Amanda pra variar e li em poucos dias. Na verdade, foi o último livro que li em 2011. Então fechei com chave de ouro, acho.

O livro conta a história de Colin, um garoto super dotado que vive com o peso de não ser um gênio. Isso mesmo, Colin aprende coisas super rápido – principalmente anagramas, sua obcessão, e coisas relacionadas a línguas – mas isso não faz com que ele seja especialmente genial. O problema é que Colin se sente pressionado a fazer uma descoberta incrível ou algo que o torne para sempre imortal.

Mas essa não é a única coisa que preocupa Colin, muito menos a característica que o torna diferente dos outros. Além de seus talentos linguísticos e ansiedade crônica, Colin precisa de Katherines. Isso mesmo. As 19 namoradas de Colin até então foram todas Katherines. E ao levar um pé na bunda da última, ele acha que precisa arrumar um jeito em sua vida. Ou seja, inventar uma fórmula/teoria que explique todos os relacionamentos amorosos antes mesmo que eles aconteçam!

Juntamente com Hassan, seu melhor amigo mulçumano, Colin parte numa viagem de carro um tanto inusitada que o levará a muitas descobertas. Uma história sobre lidar com a própria ansiedade e as próprias obcessões pessoais; An Abundance of Katherines rende momentos emocionantes, mas também momentos hilários com aquele toque sensível que só John Green tem!

Confesso que demorei um pouco a engatar nesse livro que não me fisgou logo no começo. No entanto, quando finalmente entendi Colin como personagem, não consegui mais parar de ler. Adorei as notas de rodapé que explicam as obcessões de Colin mais o apêndice que explica a matemática do teorema Katherine. É um livro instigante que me fez pensar bastante na minha vida, principalmente no sentido de que muitas vezes esperamos muito de nós mesmos, esperamos um futuro para nós, e nos esquecemos de ver que no nosso presente há coisas incríveis acontecendo. Além de que muitas vezes deixamos que nossos objetivos pessoais simplesmente determinem quem nós realmente somos ao invés de o contrário.

Nem preciso dizer que recomendo muito esse livro. John Green com certeza é um dos melhores escritores dessa nossa década e merece ser valorizado como tal.

Pra quem quiser mais saber o livro, confiram o site oficial de John Green que tem muitas curiosidades e também uma página de perguntas e respostas elaborada pelo próprio autor. Inclusive tem uma parte muito interessante em que ele rebate os críticos dizendo que nunca foi uma criança prodígio e que este livro não é nem delonge uma história sobre sua própria adolescência. Ah, e que ele nãoé bom em anagramas! Está em inglês.

A fórmula inventada por Colin. Inclusive, em alguns sites da internet dá pra realmente aplicá-la ao seu relacionamento...

Emocionante. Sincero. Simples. Mágico. Não tenho muitas palavras para descrever Looking For Alaska (traduzido no Brasil com o nome estranho e pouco emotivo Quem é você, Alasca?). Só posso dizer que foi uma das experiências de leitura mais incríveis da minha vida e que entrou para o meu top5 livros favoritos de todos os tempos.

Quando minha amiga Amanda voltou de Londres, uma das primeiras coisas coerentes que ela me disse foi “Lê”. E jogou o exemplar de Looking For Alaska em cima de mim. Eu abri a boca pra perguntar alguma coisa e ela me cortou dizendo simplesmente “Lê”. Desde então o livro está à espera no meu armário e todos os dias enquanto eu lia meus duzentos livros teóricos e surtava por conta da prova de seleção da pós, eu pensava no livro dentro do armário e no que ele teria de tão especial assim. Isso porque não era só Amanda que tinha uma coisa com livro, mas também uma outra amiga, a Ily (do blog Por Essas Páginas, clique aqui pra ler a resenha desse livro). E eu confio na opinião delas.

Eu elegi esse sábado para começar a ler o livro. A primeira bateria de prova já tinha terminado e a correção de provas pra escola estava feita. Eu podia me dar ao lixo de ler Looking For Alaska. O livro me agarrou nas primeiras 5 páginas e eu li tudo em doze horas.

As últimas palavras de Rabelais que motivam Miles durante o livro e se tornam uma metáfora e tanto...

O livro, em primeira pessoa, narra a história de Miles (ou Pudge, como passa a ser conhecido), uma cara sem amigos e sem grandes acontecimentos na vida que tem um hobby estranho de ler biografias e decorar as últimas palavras (aquelas mesmo, ditas antes de morrer) de pessoas famosas. Ele resolve ir estudar num colégio interno e é lá que ele faz seus primeiros amigos: Chip (ou Colonel, um cara surtado que tem uma super memória), Takumi (um japonês que não saca nada de tecnologia) e Alaska (uma garota linda, inteligente… e doida).

Mas não se enganem. Apesar de Miles e sua turma se meterem em muita confusão, nada no livro tem cara de Sessão da Tarde. O colégio interno, afinal, é um lugar comum cheio de nerds. hahahaha Porque uma das alegrias de ler esse livro é rir de piadas que provavelmente seus amigos não entendem e pegar as referências literárias que pra você é lugar comum, mas que pra muita gente não é. Eu não conseguia deixar de pensar que o colégio Culver Creek era o colégio interno que eu e Amanda nunca estudamos. Tirando provavelmente a parte do excesso de cigarro. hahahahahaha

Miles se apaixona por Alaska e ela claramente tem uma atração por ele; o problema é que ela ama muito seu namorado. Mas não ache que esse é um livro mi mi mi sobre triângulo amoroso, porque não é! O leitor acompanha Miles e sua vida comum em um novo lugar, seus amigos e seu amor por Alaska até a metade do livro. Quando tudo muda. Mas eu não vou contar porque.

Sobre a Alaska do título...

Looking For Alaska é um livro sobre a procura do eu, do amor, da vida… de tudo. É também um livro sobre adolescência e sobre envelhecer. E também sobre família. Mas também é um livro sobre sexo. E sobre crenças. E rebeldia. E também não é sobre nada disso em especial. Para mim é uma mistura de O Apanhador no Campo de Centeio, Harry Potter (okay, tudo na vida me lembra Harry Potter, então não conta muito…), Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, 500 dias com ela, Sociedade dos Poetas Mortos e até mesmo um livro que eu mesma escrevi ano passado.

É importante lembrar que apesar de ser um livro sobre adolescentes, eu não sei se seria um livro para adolescentes. Pelo menos não para a maioria. O livro, inclusive, enfrentou uma grande polêmica nos Estados Unidos por conta das cenas de adolescentes fumando, bebendo e transando explicitamente ao longo das páginas. Sinceramente? Eu não vi nada demais.

O livro não é uma apologia ao álcool ou cigarro e muito menos trata sexo como uma questão banal. Pelo contrário. Eu achei todas as cenas de sexo do livro muito bem escritas e muito bem boladas, inclusive. John Green consegue mostrar e pesar muito bem essa questão sexual e claramente faz uma oposição entre sexo por sexo e sexo por sentimento. Qualquer ser humano com mais de três neurônios consegue perceber que um livro que faz um questionamento sobre os sentimentos mais profundos do ser humano não iria ser uma apologia à vida oba-oba.

Mas infelizmente a grande maioria da população tem três ou menos de três neurônios.

Tem um vídeo do John Green, que é um vlogger super assíduo, sobre o assunto. Clique aqui pra ver. Está em inglês.

Enfim, acho que essa resenha ficou muito emocional, mas é sobre um livro emocional. (Posso dizer que chorei quando Colonel começou a falar que estava memorizando a capital de todos os países do mundo?) Recomendo muito a todas as pessoas e tenho certeza que será uma leitura inesquecível.

Que blogueiro nunca ouviu essa pergunta? E mais, essa pergunta acompanhada de comentários do tipo: mas você escreve assim o que você pensa, pra quê? Mas você escreve de graça? Mas você não sempre fala que tá ocupada, como é que você desperdiça seu tempo num troço desses? E tem gente que lê? Mas eu entrei no seu blog e não tem comentário nenhum, então pra quê você continua escrevendo?

Hã…

"Eu penso, logo blogo"

Então, é um troço complicicado e imagino que seja bem pessoal. Eu tenho um troço com escrita. Sério. Desde pequena eu lembro de ter um caderno com capa da Miney onde eu as escrevia histórias que eu inventava. Mais tarde virei ficwriter, escrevendo histórias baseadas na série Harry Potter. Depois eu entrei pra faculdade de Letras e comecei a escrever trabalhos acadêmicos. A minha trajetória inteira é marcada por escrever e comentar. A relação com o blog vem disso. É um jeito da coisa não ficar só na minha cabeça e é um jeito de eu ter mais disciplina. Por mais que eu não atualize todos os dias, fica uma luzinha na minha cabeça acendendo ESCREVE NO BLOG ESCREVE NO BLOG, aí eu escrevo. Simples assim.

Já tive uns 10 blogs ao longo da vida. Todos abortados em menos de um ano. Atualmente tenho dois: esse e o Livros de Fantasia (só para resenhas/comentários de livros do gênero). Os dois têm mais de um ano de vida e vão bem. O que fez com esses dois blogs vingassem e os outros não?

Sei lá.

Mas escrever nesses dois tem sido no mínimo terapêutico. É um jeito de eu ficar sempre em contato com a palavra escrita, sem cair no extremo de ser super informal (tipo meu antigo caderninho da Miney) nem super formal como os trabalhos da faculdade. Além disso, ler e escrever em blogs me ajuda a formar opinião. Ajuda mais que assistir TV, sabia?

"Como blogar: aqui está tudo o que você precisa saber"

Hoje em dia tem blog de tudo. Tem blog pra te ensinar a passar no vestibular, a prova da OAB (juro que tem!!! joga no Google), blog pra troca de receita, blog que contas as últimas do Big Brother Brasil pra quem não tem TV a cabo e até blog te ensinando a fazer um blog de sucesso. Então, em que categoria se enquadra esse meu blog aqui?

Então, aqui eu falo de filmes e livros, algumas coisas sobre mim, algumas coisas que eu penso e principalmente, falo sobre minhas obcessões pessoais. hahahaha Porque eu sou chata. Quando eu gosto de uma coisa fico apurrinhando as pessoas por conta dessa coisa e postar sobre essa coisa no blog me faz chatear menos pessoas e manter os amigos. rs

Isso aqui, como o nome diz, é um Mundo de Coisas Minhas. Então não sei muito bem definir o que esse blog É, então vou para o que esse blog NÃO É:

  • Uma forma de ganhar dinheiro.

Sinceramente, não tenho intenção nenhuma de encher isso aqui de anúncio e ganhar uma grana por acesso, cliques, e bla bla bla. Meu objetivo não é ter um número bombante de acessos e ganhar páginas de fãs no Facebook ou virar uma celebridade online e de repente sair por aí virando garota-propaganda de sabão ou qualquer coisa assim. É um lazer, não um negócio.

  • Uma forma de me auto-promover.

Não, não quero ser famosa e ganhar a tal página de fã do Facebook que citei acima. Não quero aparecer no CQC nem nada. Não tenho nenhum peixe pra vender. Claro que quero comentários e talz, mas isso pra sentir uma reciprocidade, uma troca de idéias, não para idolatrar minha personalidade e virar uma figurinha carimbada.

  • Um lugar detonar o mundo e falar mal dos outros.

Uma das dicas desses blogs para tornar o seu blog um blog de sucesso é justamente falar mal das coisas, reclamar, usar frases de efeito. Okay, de vez em quando eu fico fula da vida e falo mal dos outros. Inclusive, o post em que falei mal de alguém foi o post que mais me rendeu acessos em toda a história. Foi o post do José Wilker na transmissão do Oscar: 1413 acessos em um dia. Fui até parar no top5 do WordPress Brasil. Só que eu pensei: eu quero realmente ganhar acessos só porque falei mal de alguém? Hã, não. Blog de haters é sucesso na certa, mas eu não acho isso legal. Se não a gente cai no risco de ficar igual o Felipe Neto, odiando tudo sem fundamento e transmitindo frases de efeito que ficam cada vez mais sem efeito.

  • Um lugar para provar que eu sou cool e moderinha.

Definitivamente não! Pra que eu faria isso? Eu nem sei mexer no Twitter, fala sério!

Não sei se isso tudo realmente responde a pergunta do título, mas pelo menos a ajuda a delimitar um espaço. Então vocês que me lêem (sim, eu acredito que vocês estão realmente aí e que os acessos contados no WordPress não são só pesquisas que o Google mandou pro lugar errado), esperem resenhas, comentários de filmes e livros, mais posts sobre The Runaways (sim, eu sei que tenho um probleminha sério rs), coisas sobre feminismo, idéias para projetos meus, pensamentos sobre a vida e sobre minha adolescência anos 2000. Porque é isso.

"Blogar ou não blogar: eis a questão". Super batido já, mas é verdade.

Sabe aquele esteriótipo da boa aluna que passa cola pros amigos, mata aula de Educação Física no banheiro feminino, leva bolada na cara no handball, usa uniforme quatro números maior que o necessário, não estuda pra prova mas tira nota alta, lê uma porrada de livros nas férias, gosta de bandas que ninguém conhece e tem um cabelo super cheio?

E eu também tinha (ainda tenho) dentes enormes! A diferença é que não, eu não fiquei fashion e bonitona que nem a Emma Watson...

Era eu!

Eu ainda não tenho certeza se sofri bullying na escola, mas algumas pessoas definitavamente me zuavam. Acho que a maioria dos professores gostava de mim e eu tinha amigos. Provavelmente assustava a maior parte dos meninos mas por mais incrível que pareça eu tive dois namorados na adolescência. O fato de eles terem feito um estrago na minha auto-estima é irrelevante. Ou não.

A verdade é que é estranho, aos quase 22 anos, olhar para os meus diferentes eus da adolescência. Aos 12 anos eu era definitavemente uma garota super confiante que não estava nem aí pra ninguém porque eu me achava bem legal. Já aos 14, minha auto-estima foi parar no pé e eu realmente fiz uma mexa vermelha no cabelo e comecei a andar com roupa preta. Aos 16 minha auto-estima melhorou e eu comecei a conviver com um grupo diferente de colegas, o que foi bom para minha habilidade de socialização. Tudo isso foi destruído aos 17.  Mas eu sempre sempre fui normalzona.

Quer dizer que nunca fiz nada incrivelmente doidão. Às vezes escuto algumas pessoas contando histórias incríveis de adolescência no estilo “saí de casa e voltei 5 dias depois de carona numa vã” ou “fui com um amigo pra uma boca de fumo e cheirei um troço estranho que me levou pro hospital mas eu contei pra minha mãe que tava com dor de barriga” e por aí vai. Eu fico pensando: onde vocês viveram? hahahahaha Porque eu, bem, eu era bem normal e a maior emoção da minha vida na época foi ter ganhado prêmios por escrever fanfics.

Aliás, por volta dos 15 anos minha vida era basicamente internet. Fóruns de Harry Potter, discutir Harry Potter, escrever Harry Potter. Isso era basicamente o que me fazia feliz. Porque era onde eu encontrava pessoas como eu, que não iam pra boca de fumo ou apareciam depois de dias na noitada (pelo menos não que eu saiba) e ainda por cima entendiam as minhas piadas. E bem, nada melhor naquela época do que receber o aviso de comentário do Fanfiction.net e alguém dizer que tinha chorado lendo uma fic minha ou morrido de rir.

Harry Potter acabou e esse tempo ficou para trás. Quer dizer, eu sempre vou tremer com uma referência a Ron/Hermione, sempre vou ser péssima em esportes, sempre vou gostar de bandas que ninguém conhece, sempre vou arrumar uma obcessão nova e meus dentes são grandes e não vão diminuir.

Alguém me diz o que isso quer dizer? hahahahaha

Eu só acho que se eu tivesse visto esse vídeo aos 14 anos, eu definitavemente teria me sentido menos sozinha.

Quem teve uma adolescência cliché e normal põe o dedo aqui que já vai fechar não adianta chorar nem espenear…

Eu tentei, juro que tentei, mas sete horas depois eu não aguentei e resolvi mudar o layout do blog. Vamos assumir as coisas: eu não consigo gostar de azul.

Por que? Sei lá. Azul é céu, é mar, é tudo lindo mas é tudo tão azul… Não sei, não consigo postar num blog onde as coisas sejam azuis. Acho que no meu guarda-roupa inteiro eu tenho uma única roupa azul – uma saia – e eu sempre arrumo mil e um motivos pra não usar a dita cuja.

Minha desculpa, claro, é a cor da pele. Morena usando azul… eu não sei, não acho que fica bem pra mim. Curto muito mais cor de terra: marrom, verde, bege, vermelho, laranja… Gosto também de roxo (porque roxo é TÃO feliz) e até de rosa. Mas azul… ai que bloqueio!

Me desculpe céu, me desculpe mar, mas não deu. Só pra não dizer que eu não tenho birra total, ainda tem umas nuanças de azul aí no template. E é o máximo que dá.

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ENQUETE!

Sem falar muito

Isso é um blog azul sobre coisas mais ou menos azuis a meu respeito.

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