Mundo de Coisas Minhas

Archive for the ‘aleatório’ Category

Depois das semanas que se seguiram do fim do Desafio Literário de Novembro, percebi que sou uma pessoa motivada a listas. Eu já desconfiava disso, só não levava a sério.

Qual o problema de ser movida a listas? Bem, significa que se eu não tiver uma meta, uma data final, uma deadline, ou seja, um desafio, eu não consigo produzir. E quando eu digo não consigo produzir, eu quero dizer que não consigo produzir. Tudo que escrevi até hoje tinha uma data de entrega (nem que ela fosse criada por mim mesma), então, bem, por que não usar isso a meu favor?

É por isso que criei junto com a Karen do blog Eu, Papel e Palavras o desafio mais louco das nossas vidas: terminar um livro até dia 31 de janeiro.

*trombetas ao fundo*

É uma viagem por mares nunca dantes navegados e nada melhor do que estar bem acompanhado, não? Isso porque a Karen, além de louca por escrita como eu, Sonserina com gana de desafio, é também uma escritora super talentosa (como assim vocês nunca leram nada dela? No blog dela tem contos/crônias/trechos sensacionais!).

E juntas vamos pro nosso novo Desafio Literário!

Escrevendo dia e noite…

Eu queria pensar que vou ficar assim...

Sem desculpas. Até terminar o livro, não importa quantas palavras sejam.

Porque eu sei que vou ficar tipo assim...

 REGRAS:

  1. Terminar de escrever um livro inteiro até o dia 31 de janeiro. Desenvolver todos os capítulos previstos e todas as ações necessárias. Revisão não conta.
  2. O número de palavras não importa, desde que  a obra esteja terminada até 31 de janeiro.
  3. Toda semana colocaremos o parecer nos nossos blogs contando como está o andamento do livro e atiçar um pouquinho a curiosidade de vocês sobre como é a história!

PUNIÇÃO:

Vocês escolhem! Isso mesmo. Vocês, leitores fiéis, escolherão qual a punição melhor pra mim e pra Karen caso a gente não consiga cumprir o desafio. Então usem a caixinha de comentários e dêem a sugestão de vocês que pode variar de tirar uma foto a estranha a cumprir uma tarefa. Faremos uma enquete com as opções no final da semana, então usem a imaginação de vocês para encontrar uma punição (tortura) pra nós duas!

Então vamos lá, dedos alongados, computadores ligados, novo documento do Word aberto, notinhas e post-its em postos, canetas que não funcionam abandonadas e…

Já!!!

Começamos!

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E finalmente mais um post da sequência que conta a história e a discografia da banda estado-unidense The Runaways e nada mais apropriado do que voltar essa coluna com a parte mais memóravel da história da banda que é a turnê japonesa de 1977.

Lembrando que esse post é parte do projeto Born to Be a Runaways Fan e que as fontes que eu uso para contar essa história são depoimentos ligados às integrantes da banda. Para conferir o que aconteceu nos anos anteriores da banda, clique aqui, e dê uma checada na bibliografia!

Depois da gravação de Queens of Noise, a Mercury Records, então gravadora das Runaways, investiu pesado em marketing para o novo álbum e para a nova turnê. A campanha englobava a confecção de camisetas, outdoors pela cidade e uma nova turnê nacional que dessa vez foi feita de avião e não num carro apertado, o que demonstrava um aumento da popularidade e do arrendamento da banda, o que não significava, é claro, que as garotas estivessem recebendo algum dinheiro.

Cherie Currie em sua biografia conta que bandas como Cheap Trick e Tom Petty abriram shows das Runaways nessa turnê e que as rádios tocavam suas músicas. Mas Cherie conta ainda que essa foi uma época tensa entre as membros e que havia situações difíceis como lavar a roupar no banheiro do hotel, coisa que Lita ensinou. Antes disso, elas todas estavam vestindo a mesma camiseta suada  e nojenta e jeans sujos todas as noites.

Foi nessa turnê que a banda tocou mais uma vez no CBGB´s, a lendária casa de shows em Nova York. A primeira vez foi em agosto de 1976, e tem umas fotos bem legais dessa época aqui.

Logo depois da turnê nacional, surgiu a possibilidade de se fazer uma turnê no Japão. A banda liderava a importação de discos por lá, ficando atrás só dos Beatles e do Led Zeppelin para se ter uma idéia. “Cherry Bomb” foi hit nas rádios japoneses e a idéia de uma turnê de dois meses no verão de 1977 pareceu uma grande oportunidade para os produtores da banda e para a Mercury Records.

Mas ninguém esperava por isso.

Estrelas no Japão

O enorme sucesso da banda no Japão até hoje é motivo de especulação por parte de fãs e das próprias integrantes da banda, que, acostumadas aos maus tratos e humilhações nos Estados Unidos, foram surpreendidas com o tratamento de estrelas internacionais em Tóquio. Sobre a surpresa e a fama que foi a estadia japonesa, Joan Jett disse:

Nós éramos grandes, como os Beatles.Tudo foi muito inesprado. Ninguém nos disse que éramos bem consideradas lá. Nós passamos por um monte de merda nos Estados Unidos e um monte de merda na Inglaterra também. Apesar de que eles eram um pouquinho mais receptivios e um pouquinho mais compreensivos na Inglaterra, mas mesmo assim passamos um monte de merda. Mas quando chegamos ao Japão, era literalmente como se fôssemos os Beatles, mas eram as garotas que eram os fãs. Nos EUA e na Europa, a maioria era caras gritando “Tirem a roupa!”. No Japão, onde mulheres são realmente consideradas cidadãos de segunda classe, milhares de garotas estavam nos seguindo pela rua com escovas de cabelo dizendo “Escove seu cabelo”. Elas não queriam ser rudes e rancar seu cabelo, então elas te davam uma escova de modo que você poderia pentear o cabelo.

http://www.juicemagazine.com/JOANJETT.html

Pegar fios de cabelo como souvenir e serem perseguidas pela rua foram somados a presentes no hotel, flores nos quarto de hotéis cinco estrelas, jóias e quimonos de seda. Os shows eram lotados com uma plateía fanática e fiel que ficava em fila para ver suas ídolas ao vivo. O resultado foi um estouro nas rádios do Japão, a gravação de vídeos, entrevistas e performances na TV japonesa. São esses os primeiros vídeos que temos de The Runaways tocando ao vivo.

Vídeo produzido com a banda. O som é playback:

Vídeo do show ao vivo na TV:

É difícil entender o sucesso da banda no Japão, principalmente ao se pensar que a base de fãs era toda composta por mulheres, que tradicionalmente são reprimidas na sociedade japonesa. Entender porquê rock ´n´ roll nervoso com letras que falavam explicitamente sobre sexo cantadas por adolescentes em roupas insinuantes foi bem aceito pelos japoneses é um mistério pra mim. (Alguém por favor tem uma teoria interessante?) Imagino que o fato de The Runaways ser uma banda bem visual possa ter chamado a atenção dos japoneses e também as mulheres podem ter visto nessas garotas um espelho para seus próprios desejos de rebeldia. The Runaways, inclusive, inspirou a criação de uma banda de rock japonesa só com garotas, as GIRLS.

Cherie Currie: no centro da banda

A briga para ser o centro das atenções era uma das estratégias utilizadas por Kim Fowley e Scott Anderson a fim de fazer com que a banda ficasse sob o controle deles. Se bem que antes da turnê japonesa, Scott Anderson já tinha deixado de ser o gerente da banda e sua saída não é bem explicada. Cherie diz em sua biografia que provavelmente ele pediu um aumento e Kim Fowley negou. Mas a estratégia de segregação de Fowley continuava.

Cherie, por ser a vocalista, tinha mais atenção da mídia. Seu visual produzido e  o escândalo do corpete também ajudava em fazer dela o centro visual da banda. Mas isso não era visto com bom olhos pelas outras integrantes. Jackie, no documentário Edgeplay, diz que Cherie nas Runaways era a pessoa mais egoísta que já conhecera. Em sua biografia, Cherie diz que Jackie era insuportável porque sempre reclamava de tudo e condenava o abuso de álcool e drogas por parte das outras quatro. Mas é estranho porque Jackie afirma em seu blog que ela e Cherie normalmente se davam bem e na primeira versão da biografia de Cherie, “Neon Angel: The Cherie Currie Story” ela diz que Jackie era a pessoa mais sã e legal da época. Vai saber qual era verdade. Cherie é descrita sempre como uma drama queen mor que muda a versão dos fatos dependendo da época.

Cherie e Lita na turnê de 1976. Tensão eterna...

Mas parece ser verdade que ela se dava bem com Joan e com Sandy de maneira mais geral. Inclusive, em Edgeplay Cherie confessa que teve relações sexuais com as duas, mas que nunca foi nada sério, uma vez que só estavam “experimentado” com a questão da bissexualidade que ganhou destaque na época. Sandy não comentou nada sobre o fato, mas é verdade que a amizade entre Cherie e Sandy permaneceu após o fim das Runaways. Quanto a Joan, apesar de elas terem se afastado, a cena de sexo entre as duas está presente no filme The Runaways que foi produzido por Joan, então imagino que haja alguma verdade aí sim.

Mas uma coisa parece quase certa: Cherie não se dava bem com Lita. Em todas as versões, de todas as membros da banda, há relatos de brigas sérias entre Cherie e Lita que beiravam a agressão física. Em sua biografia, Cherie diz que normalmente era Sandy (a mais forte fisicamente da banda) que apartava as duas. E não era só uma questão de desagrado pessoal, Lita e Cherie eram diferentes em relação a quase tudo. Enquanto Cherie apreciava músicas mais melódias, Lita pendia pro heavy metal. Lita criticava os vocais de Cherie e suas composições e tinha muito ciúme da atenção recebida por ela. Isso porque, tecnicamente, Lita também recebia muita atenção devido a sua posição de destaque como guitarrista solo.

Foto do suposto "livreto da turnê" com as fotos sensuais de Cherie...

Mas a atenção delegada a Cherie na mídia japonesa (repare que ela é quem descaradamente mais aparece em TODOS os vídeos) explodiu com a banda toda quando, ao chegarem no quarto de hotel, a banda encontrou um livreto da turnê das Runaways contendo quase que exclusivamente fotos de Cherie. E pior, fotos sensuais de Cherie que foram tiradas antes que  banda fosse para o Japão e sem o conhecimento de ninguém.

Cherie, obviamente, disse que não sabia que as fotos teriam conotações tão sensuais (ahãm) e que pensou que todas da banda teriam suas foto solo. Mas a situação não ficou bem com o resto da banda, que achava que Cherie estava indo justamente na direção do que ninguém queria que era de posar de garota sexy para chamar a atenção. Na cabeça de Joan e Sandy, principalmente, aquilo era o que a banda menos precisava se quisesse ser levada a sério. A imprensa estado-unidense, principalmente, ainda colocava as Runaways como uma banda montada e projetada por Kim Fowley que não tinha talento nem vontade própria.

O clima ficou tenso, mas o glamour da turnê japonesa dispersou as más vibrações. E quanto a Cherie ela diz em sua autobiografia que começou um relacionamento com um cantor latino famoso da época que também estava em turnê no Japão (alguém sabe quem é?) e que eles chegaram a ficar noivas, mas a família dele proibiu o relacionamento.

Esse vídeo abaixo é composto de trechos de performances ao vivo da banda e uma breve entrevista com as integrantes. Interessante reparar a personalidade delas a cada comentário:

A turnê no Japão fez tanto sucesso que a banda gravou um álbum ao vivo que é a compilação de músicas de 7 shows diferentes mais tarde masterizadas e retocadas em estúdio. Live in Japan é considerado melhor álbum da banda e capta com muita precisão do que The Runaways é feito: energia pura.

Título: Live in Japan

Lançamento: 1977

Gravadora: Mercury Records/ Polygram

Produção: Kent J. Smythe e The Runaways

1. Queens of Noise (Bizeau): versão incrivelmente superior à de estúdio com Cherie cantando o primeiro verso e Joan e Jackie o segundo. Ao vivo a música ganhou mais força nas guitarras e mais energia. É essa a forma que se tornou mais conhecida entre os fãs e virou um clássico da banda.

2. California Paradise (Fowley/Jett/Krome/West): essa versão é tocada de forma mais rápida e com mais intensidade. A bateria de Sandy West está bem melhor do que na versão de estúdio, assim como como as guitarras de Joan e Lita, que ganharam mais destaque. E solo de Joan ao vivo, raridade!

3. All Right You Guys (Danielle Fay/Bob Willingham): essa música só possui essa versão e nunca foi gravada em estúdio. Gosto particularmente do baixo de Jackie na faixa e do modo que ele acompanha as guitarras. Um das melhores linhas de baixo de The Runaways, com certeza.

4. Wild Thing (Chip Taylor): com certeza o melhor de Sandy West, não só na bateria, mas nos vocais também. Destaque para o back de Joan (já perceberam como ela é uma ótima back?) e para as pegadas de guitarra. Essa música tem uma versão tocada por ninguém menos que Jimi Hendrix, então dizer que essa versão é sensacional não é qualquer coisa não.

5. Gettin´Hot (Fox/Ford): é uma música um tanto louca, que mexe bem com o lado mais pesado de Lita Ford. As guitarras são muito boas e só recentemente tivemos acesso à letra oficial da música, que está no blog de Jackie Fox, o Jackiefox.net. Os vocais de Cherie são muito bons também e bem intensos. O back fica por conta de Jackie. Essa música também não tem versão de estúdio.

6. Rock ´N´Roll (Lou Reed): Apesar de Joan ter gravado o vocal da versão de estúdio, foi Cherie quem sempre cantou a faixa ao vivo. No album ao vivo não foi diferente e devo dizer que a música fica melhor com Cherie cantando, fica mais enérgica, na minha opinião. Também é bacana ouvir Joan tentando levantar a galera. Um pouco imatura a iniciativa dela, mas ainda assim bem legal.

7. You Drive Me Wild (Jett): Joan interpreta essa música como ninguém e ao vivo a faixa ganha um balanço diferente do que teve na versão de estúdio, bem como um solo de guitarra. Os clássicos gemidos de Joan ficaram bem mais reais também.

8. Neon Angels on the Road to Ruin (Ford/Fowley/Fox): Se essa música já tinha um viés heavy metal na versão de estúdio, na versão ao vivo a influência é inegável. Lita arrasa na guitarra, principalmente no solo poderoso, e nos riffs super intensos. Cherie também não faz feio na música que talvez seja a mais difícil de cantar de todo o setlist das Runaways.

9. I Wanna Be Where the Boys Are (Fowley/Ronnie Lee): a letra dessa música ilustra muito bem o espírito da banda e Joan faz um vocal impecável acompanhado por um back de Lita (o primeiro oficialmente dela na banda). Mais uma música que nunca teve versão de estúdio, mas que sempre aparecia nas apresentações ao vivo.

10. Cherry Bomb (Fowley/Jett): com certeza o maior clássico as Runaways em sua melhor forma. Em apenas 2:12 Cherie consegue criar uma atmosfera super intensa. O coro de “Cherry Bomb!” feito por todas as Runaways também é bastante emblemático. O solo de Lita é inesquecível também.

11. American Nights (Anthony/Fowley): Considero essa a melhor faixa do álbum. Simplesmente porque traz o melhor de todas as integrantes de uma vez: vocais intensos, bateria ritmada, guitarras super sincronizadas, baixo marcante. E é impossível deixar passar a participação de Joan cantando no back e dando aqueles gritinhos de “aw” que se tornariam sua marca registrada.

12. C´mon (Jett): Faixa comum de ser tocada nos shows ao vivo, mas que ficou de fora da versão final de Queens of Noise. Cherie conta em sua biografia que quando foi retocar os vocais no estúdio, Lita lhe fez o primeiro elogio dizendo que seus vocais tinham ficado muito bons e que ela [Lita] tinha gostado.

A foto completa da capa e contracapa do álbum "Live in Japan"

A turnê seria encerrada com um grande show no Tokio Music Festival, ainda em junho de 1977, mas um acontecimento inesperado tornaria esse show inesquecível. E não por uma razão boa.

O baixo de Jackie Fox

Jackie tinha um baixo raro, um Thunderbird branco. De acordo com Cherie e a própria Jackie, ele fora um investimento da família de Jackie e esta tnha um carinho especial com a peça. Ela sempre pedia que os hodies tomassem cuidado com ele. Em Edgeplay, Jackie afirma que depois de uma passagem de som, recebeu a notícia de que seu baixo tinha caído do suporte e quebrado de um modo que não havia possibilidade de conserto. Mas ninguém sabia lhe explicar direito o que acontecera.

Cherie conta uma história bem diferente em sua biografia (inclusive com uma parte dramática em que Jackie a acusa de ter chutado o baixo de propósito), mas a versão dela bate com a de Jackie no seguinte ponto: o descaso e abuso de Kent Smythe.

Smythe era o único remanescente da equipe estado-unidense da banda na turnê no Japão (uma equipe japonesa havia sido contratada) e vivia às voltas com drogas. No Japão, onde conseguir drogas era um problema, Smythe andava sempre bêbado. Sua atitude era péssima para com a banda e as humilhações era constantes, mas as Runaways concordam que ele pegava mais pesado com Jackie.

Jackie fala abertamente sobre o assunto em Edgeplay e essa é uma das partes mais emocionantes do documentário. A ex-baixista narra, aos prantos, como se sentiu abandonada pela equipe da banda que sequer mostrou preocupação com o fato de seu baixo ter quebrado. Ela ainda conta que aquele foi o ápice de um desgaste emocional que já vinha aparecendo desde o início da banda: os abusos de Kim Fowley, a falta de dinheiro, o descaso da equipe, as acusações da imprensa, as brigas internas da banda.

Ela diz que já tinha pensado outras vezes em deixar a banda, mas que sempre ficava indecisava com o pensamento “E se essa banda realmente ficar famosa? Como vou ficar?”. E era isso que a segurava como uma Ruanway. Mas Jackie, reconhecida pelas outras integrantes como uma pessoa extremamente sensível, não usava drogas e ela disse em seu blog que o fato de estar sempre “limpa” tornava as coisas mais difíceis de lidar.

Sandy West, também em Edgeplay, diz que Jackie estava pressionada com a possibilidade de tocar no Tokio Music Festival e que não aguentou a pressão de estar numa banda no auge do sucesso. Mas pelo depoimento de Jackie, é possível perceber que a coisa era mais grave. Cherie conta (numa versão endossada por Jackie) que a colega estava arrasada com o problema do baixo e que se isolou. Cherie ficou preocupada e tentou ligar para o quarto de Jackie no hotel, mas não conseguiu falar com ela. Resolveu então ir lá pessoalmente, apenas para encontrar Kent Smythe bloqueando a porta. Cherie diz que teve que agredi-lo a fim de conseguir ir ver Jackie que estava completamente transtornada, chorando histérica, com uma garrafa de vidro quebrado os braços completamente ensaguentados.

A tentativa de suicídio fica implícita. Não fica claro o que aconteceu entre Jackie e Smythe. Jackie diz que foi o máximo que conseguia aguentar e deixou a banda no dia seguinte. Ela ainda acusa os produtores de descaso, pois teve que pegar um ônibus até o aeroporto, já que ninguém se prontificou a levá-la. Jackie termina se depoimento dizendo que foi a coisa mais corajosa que já fez em toda sua vida e que não se arrepende.

Jackie Fox, no entanto, teria seu nome para sempre marcado na história do rock ´n´roll como a baixista da formação clássica de The Runaways.

The Runaways sem Jackie Fox

A banda foi informada da saída de Jackie, uma vez que a própria já tinha ido, e teve que lidar com o fato de que seu maior show, o que aconteceria no Tokyo Music Festival, teria que ser feito sem Jackie.

Joan assumiu o baixo e é impressioante a falta que a guitarra base de Joan faz na música. Dêem uma conferida no vídeo da banda tocando sem Jackie:

Impossível não dizer que os ânimos não foram afetados.

Apesar de seu fim dramático, a turnê no Japão mostra The Runaways no seu auge e vários vídeos dessa época podem ser encontrados no Youtube. Vou postar os vídeos que posseum qualidade melhor:

Bibliografia adicional desse post

Datas das Turnês de The Runaways no Internet Archive

Essa foto foi uma das oficiais na turnê do Japão

saga série Crepúsculo está chegando ao fim nos cinemas com seu final super controverso. Eu confesso que só li o primeiro livro, mas assisti os outros filmes e quando minha irmã me contou o final da série eu falei WTF???????? Bebê-monstro???? Guerra que no final não é guerra???? Amores do passado simplesmente esquecidos por conta de bebê-monstro????? Bella começa a tratar Jacob que nem lixo só porque virou vampira???? Imprint num bebê recém-nascido???? Quê???????????

Eu não enguli essa (e sei que até alguns fãs da série também não), então resolvi criar um final diferente. hahahaha Eu contei pra minha irmã e ela gostou, então vai aí meu Final Aternativo para Amanhecer, também como conhecido por “Como seria Amanhecer se Melissa de Sá tivesse escrito e não Stephanie Meyer”.

Espero que gostem.

O livro começa com Bella preparando-se para o casamento. Ela está cheia de dúvidas se deve ou não se casar com Edward, mas no fim das contas se apega à idéia que essa será sua chance de finalmente se tornar uma vampira. Edward, por outro lado, começa a rejeitar a idéia, e fica convencendo Bella que ela não deveria se tornar uma vampira. Ele diz que a vida de vampiro é uma vida amaldiçoada e que Bella não deveria rejeitar as possibilidades da vida humana sem pensar muito e profundamente no assunto. Bella fica com raiva porque acha que já está pensando muito e profundamente sobre o assunto, mas acaba não dizendo nada e ouve o que Edward tem a dizer sobre o fato de os vampiros não terem alma. Ela diz “Você se preocupa demais com isso”  e ele completa “Você também se preocuparia se não tivesse uma”.

Os dias passam e os pensamentos de Bella são varridos pelos preparativos para o casamento. Com tanta coisa pra fazer, ela nem consegue mais pensar nessa coisa de se casar jovem nem de ser transformada em vampira. É nesse contexto corrido que ela recebe uma carta anônima com os dizeres: “Nós sabamos que Edward Cullen jamais completará a transformação”. Bella fica aflita, mas não consegue descobrir quem mandou a carta. Decide não contar nada para Edward, pois acha que isso só irá contribuir pro fato de ele não querer transformá-la em vampira.

Mas as cartas anônimas continuam chegando, sempre no mesmo envelope carmim. Todas dizem a mesma coisa: que eles sabem que Edward não a tornará uma vampira, mas as ameaças começam a ficar mais e mais concretas até que uma carta específica diz: “Se ele não te transformar na sua noite de núpcias, sangue terá que ser oferecido”. Bella fica desesperada, mas não conta das cartas para Edward, e fica só tentando convencê-lo a transformá-la. Edward fica cansado daquele assunto e finalmente dá um ultimato: não, ele não irá transformá-la.

Bella fica furiosa e diz que ele não podia escolher aquilo por ela, mas Edward faz uma cara de sou-mais-velho e encerra o assunto, o que só deixa Bella mais revoltada ainda. Mais uma carta chega, mas dessa vez o envelope é branco, como um convite de casamento. Bella, que esperava mais uma ameaça, fica chocada com o conteúdo “Eu sei o que você quer. Podemos oferecer isso a você. Nos encontre à meia noite na esquina da rua X e faremos o acordo”.

Mesmo com todas as possibilidade contra, Bella resolve ir, claro, e sem ninguém. Ela esperava encontrar um Volturi, mas encontra apenas um vampiro mais jovem e um tanto maltrapilho. Ele tem os olhos estranhamente enevoados, como se estivesse numa espécie de transe. Bella tenta falar com ele, mas o jovem vampiro só consegue repetir o recado “Podemos transformá-la, mas se tivermos que fazer isso, os Cullen terão que sofrer por quebrarem um juramento. Convença-o de todas as formas, ou busque seus próprios meios. Qual a sua resposta?”. Desnorteada, Bella dá a resposta de que tentará convencer Edward, mas o vampiro à sua frente lhe joga um pedaço de papel contendo as palavras “Beba o sangue do vampiro”. De repente uma chama negra aparece entre Bella e o vampiro, que diz “O acordo está selado” e desaparece nas sombras.

Bella entra em pânico com o ocorrido e decide que precisa de procurar ajuda (bright girl, right?), mas rejeita a idéia de contar a Edward que com toda sua superproteção estragaria tudo. Resolve então, dirigir até a reserva para falar com Jacob. De início, Jacob rejeita Bella pois ainda está com raiva de ela estar se casando com Edward, mas quando ela diz que tem um problema muito sério, o lobisomem resolve conversar com ela.

Bella conta tudo o que aconteceu, das cartas e do encontro com o vampiro. Finalmente mostra a Jacob o bilhete que recebera e da chama que se acendera. Jacob fica revoltado e quebra uma cadeira. Chama Bella de irresponsável e grita que ela devia ter pedido ajuda e não simplesmente ir lá tentar resolver tudo, e que agora ela estava enrascada. Bella não entende, mas Jacob explica que a chama negra significava um pacto com as trevas e que se ela não cumprisse, morreria. Bella fica apavorado e pergunta o que o bilhete quer dizer. Jacob diz que não sabia, mas que não devia ser nada bom. Ele jura que vai proteger Bella.

Nos dias que se seguem, Bella tenta encontrar informações sobre o conteúdo do bilhete. O Google dessa vez, porém, não ajuda muito. Só havia referências de que beber o sangue do vampiro era um ato maligno, mas disso Bella já desconfiava, claro. Ela resolve então perguntar diretamente um dos Cullen e escolhe Jasper. Ele fica suspeito do porquê Bella está perguntando aquilo, mas ela desconversa dizendo que ouviu os Volturi falarem disso uma vez. Mesmo com a pulga atrás da orelha, Jasper diz que alguns vampiros algumas vezes bebiam o sangue de outros vampiros, mas que esse ato era considerado desprezível. Isso porque o vampiro que tinha o sangue bebido tornava-se um escravo das vontades daquele que lhe tirara o sangue, mas isso tinha um preço: o vampiro que fazia isso perderia metade de seus poderes. Bella pergunta o que aconteceria se um humano bebesse o sangue de um vampiro e Jasper diz: “De acordo com a lenda, se um humano beber o sangue de um vampiro, ele se transformará em um vampiro também”. Mas Jasper acrescenta que nunca ouviu casos de que isso tenha acontecido e que era possivelmente só uma lenda.

Mas Bella, claro, começa a estudar essa possibilidade. Edward percebe que ela está estranha, mas Bella nega as investidas dele. O casamento se aproxima e Bella começa a entrar em desespero porque tem que se decidir. Começa a ter pesadelos com a chama negra. Após um pesadelo especialmente horrível, Bella acorda e vê que Edward está velando seu sono (o psicótico, affe) e começa a implorar para que ele a transforme em vampira. Quando ele começa a dizer que não, Bella diz: “Você não entende, se você não fizer isso, eles vão me matar!!!”.

E ela conta toda a história das cartas e encontros estranhos. Edward inicialmente fica doido de raiva, mas depois canaliza sua raiva para protegê-la. Ele diz que não vai transformá-la e que ao invés disso, travará guerra aos Volturi. Bella conta da chama negra e Edward fica mais preocupado, mas diz que o casamento estava suspenso e que agora era hora da guerra.

No entanto, antes que Edward organize sua guerra, acontecimentos estranhos começam a ser reportados na polícia. Desaparecimentos, sequestros, assassinatos. Os Cullen e os lobisomens suspeitam que são vampiros. Durante uma investigação, o pai de Bella é morto. Ela fica transtornada e decide que aquilo tem que parar. Os lobisomens fazem uma aliança com os Cullen a fim de combater um inimigo comum. A notícia se espalha pelo submundo. Vampiros de vários lugares do mundo chegam a fim de se juntar aos Cullen, que descobrim, enfim, que não eram o único clã de vampiros que viviam pacificamente com os humanos. Que haviam muitos outros.

Bella conhece então pessoalmente outros humanos que viviam com os vampiros, inclusive, humanos casados com vampiros. Ela fica surpresa com o caso de uma mulher de 45 anos que vivia a mais de vinte com um vampiro. A luta dos Cullen então passa a ser ideológica: aquela era uma guerra para coexistência pacífica entre vampiros e humanos, pelo direito de vampiros e humanos poderem viver juntos!

A luta estoura, finalmente, e Bella se vê na posição de não poder fazer muita coisa. Durante a luta, Emmet é morto e Rosalie culpa Bella pela morte dele. Arrasada, ela resolve se entregar aos Volturi. Entre as baixas, o pai de Edward e alguns amigos lobisomens de Jacob. Bella e Edward se tornam o símbolo do desejo de vampiros e humanos viverem juntos e durante as reuniões antes da luta, os combatentes saúdam os dois e sonham com o casamento deles.

Bella conta a Edward da chama negra e diz que fez um pacto. Se ele não a transformasse ou besse o sangue dele, morreria. Edward diz a ela para não se preocupar, que ele resolveria tudo, no fim. Os dois passam a noite juntos, mas não fica claro se eles transaram ou não. hahaha

A luta segue e chega ao seu final. Bella, claro, se mete no meio. É nessa que um vampiro do exército Volturi a atinge. Depois de bater nela, ele diz: “Mas não vou matá-la. Vou te dar o doce sabor do vampiro”. Apavorada, Bella percebe que ele vai mordê-la. De repente, percebe, em pânico, que a imortalidade tão sonhada estava próxima e não sabe como sentir em relação a isso. O vampiro a morde, o leitor volta ao primeiro livro numa referência clara a quando James a mordera. Deixada com o “veneno” agonizando, Edward a encontra e tenta mais uma vez retirar a substância de seu sangue.

Enquanto tenta fazer isso, é atacado pelo vampiro que mordeu Bella. Os dois lutam durante um tempo. Edward cai no chão por conta de um golpe mal-caráter e o vampiro, completamente fora de si, morde Edward e bebe seu sangue. Bella, agonizando no chão, presencia o que aconteceu, mas não consegue se mexer. Edward começa a ter espasmos. Jacob aparece, mas não consegue matar o vampiro, que foge. Edward chama Jacob. Os dois começam a conversar. E para o horror de Bella, Edward pede que Jacob o mate.

Bella começa a gritar, mas Edward diz que era o único modo. Que não seria um escravo. Bella pede a Jacob que mate o vampiro que mordera Edward, mas este a lembra que não adianta, pois estaria condenado à loucura para sempre, mesmo com a morte do vampiro.

Bella chora e grita e Edward implora a Jacob e diz que já está sentindo sua mente ir embora. Após Edward dizer “Eu te amei mais do que todas coisas do mundo. Eu sinto muito”, Jacob o mata. A cena termina com Bella gritando.

A guerra termina, mas os Cullen sabem que venceram apenas uma batalha e que essa guerra duraria por um bom tempo. Bella se despede de todos e diz que não tem condições de ficar, que um dia voltaria para ajudar, mas que não era agora. Ela vai se despedir de Jacob e na conversa deles fica claro que Bella, apesar de saber que ele fizera o certo e vontade de Edward, não conseguia perdoá-lo. Ela diz que vai embora. Jacob diz que fazia as palavras de Edward as dele.

A cena final mostra Bella contando a história da garota que se apaixonou por um vampiro para um grupo de crianças. Uma garotinha então, perguna: “E eles foram felizes?” e Bella responde: “Sim, muito felizes”. Ela pega suas coisas e começa a caminhar em direção a sua casa. O dia está amanhecendo e ela se deixa olhar para o sol alguns instantes. O livro termina com um pensamento de Bella a respeito de Edward, dizendo que ele nunca devia ter se preocupado tanto com sua alma, pois ela podia sentí-la, e que ela estava ali, naquele exato momento. Observando-a por entre as árvores.

O leitor fica em dúvida se Bella se tornou uma vampira ou se Edward conseguiu salvá-la.

E aí? Gostaram do meu final aternativo? Modéstia à parte, eu achei que ficou legal. hahahaha

Será que essas palavras (foram mais de mil), contam pro meu desafio? Quer dizer, isso é uma fanfic, né? enfim… Comentem, pessoas.

Outro dia estava lendo um post do blog A Melhor das Intenções quando me deparei com o seguinte comentário que me deixou bem, digamos, surpresa. Segue o comecinho do post:

Na sua opinião, o que é machismo?

Reparem que estou perguntando a respeito de sua opinião e não a definição que a sociedade adota para a palavra. Não me considero uma feminista.

Só concordo com elas até o ponto em que determinam que a mulher é dona do próprio corpo e pode fazer dele o que bem entender, inclusive se abster de sexo. Porém discordo da posição exageradamente rígida quanto à mulher como objeto de desejo sexual. Por que em termos de sexo, acredito que grande parte do nosso prazer está em saber o quanto somos desejadas.

WTF????????? Como assim???? Não é feminista? Objeto de desejo sexual?

Dando uma contextualizada a respeito do blog e de sua proposta antes de eu realmente chegar no ponto que eu quero chegar: o blog A Melhor das Intenções foi criado por três twitteiras e tem por objetivo comentar suas diversas experiências amorosas (principalmente as que deram errado) com bom humor e tranquilidade. As três autoras (e também os colunistas “convidados”) falam abertamente sobre sexo e as meninas assumem sem problema nenhum sua liberdade sexual, os parceiros que tiveram, as experiências sexuais vividas. Confesso que não sou uma leitora assídua do blog, então não posso falar de todos os posts, mas de vez em quando dou uma lida e posso dizer que a posição desse post me pegou totalmente desprevenida. E por dois motivos.

Motivo #1: O medo da palavra com “f”

Verdade seja dita: falar feminismo muitas vezes é pior do que falar palavrão. Tem mulher que foge da palavra que nem diabo foge da cruz. Liberal sim. Feminista? Eu? Que isso, tá doido? Eu não tenho nada a ver com isso! Pelamordedeus!!! Inclusive na Marcha das Vadias (não sabe o que é, veja essa carta manifesto aqui rs) muitas das manifestantes que estavam ali para dizer não-é-porque-estou-com-roupa-curta-que-sou-vadia-e-sou-culpada-de-ser-estuprada foram bem rápidas em dizer que não eram feministas e que aquela causa não era feminista.

A sociedade conservadora conseguiu muito bem criar o esteriótipo da feminista machona, mal-amada e sem senso de humor que não é interessante e muito menos sexy. Pior que ser feminista, só ser uma feminista gorda e pobre. Mas a verdade é que feminismo não tem nada a ver com isso e sim com igualdade entre os sexos. E antes que você venha me dizer que os diferentes gêneros têm direitos iguais e que essa balela de feminismo não faz sentido, eu recomendo que você leia esse post que eu fiz sobre alguns dos mitos do feminismo.

Ser feminista não é ruim, na verdade, é querer igualdade, mas é impressionante como a blogueira do A Melhor das Intenções foi rápida em dizer que não era. Como se fosse uma praga.

Tem um artigo muito legal que pode ser lido aqui que expressa porquê algumas mulheres mostram essa insegurança em se assumirem publicamente como feministas.

Motivo #2: ser um objeto de desejo sexual não é nada sexy

Vamos começar do começo. Existe a posição de sujeito e existe a posição de objeto. Se você está com/conhece um cara que te acha super sexy, e vocês fazem sexo, e curtem, e é tudo de bom e você participou e curtiu demais da conta, você está na posição de sujeito. Se você está com um cara que não leva em consideração sua opinião, que está simplesmente interessado no seu corpo e em nada das suas vontades e preferências sexuais e que só leva em conta a vontade dele, você é um objeto.

Tratar uma mulher como um objeto sexual significa que ela é simplesmente um corpo que existe para ser utilizada por um homem e pela vontade dele. Significa que na verdade não faz diferença se aquilo ali é  fulana, ou ciclana, ou uma boneca de plástico. Quando a mulher é um objeto, ela é um objeto e como tal não tem vontade, desejo, opinião, inteligência, lugar na sociedade. Então ser um objeto sexual não é nada sexy. Não tem nada a ver com se sentir desejada. Tem a ver com ser usada e desrespeitada.

A autora do post ainda continua:

Então, quando vejo coisas como Lingerie Day, ou ensaios sensuais bombando na internet, não acho errado, muito menos acho que as gurias em questão são vadias, porque sei como todos aqueles comentários e homens babando fazem bem pro ego.

Nenhuma feminista que eu conheço julgaria alguém que faz Lingerie Day ou ensaio sensual na internet de vadia. Porque isso seria ir contra um dos princípios do próprio feminismo que é o de que as mulheres não devem ser julgadas por sua aparência e que chamar uma mulher de vadia somente por causa da roupa que usa ou do comportamento sexual que exibe é machismo. O que as feministas dizem é que essas mulheres de ensaios sensuais foram objetificadas para atender um fetiche masculino. E foram, não foram? Quer dizer, quem é que criou essa coisa de coelhinha e talz? Quem é que criou a indústria pornográfica e afins? Quais são os maiores beneficiados disso tudo? Bem, não são as mulheres.

A cultura da objetificação e erotização de tudo é danosa à nossa sociedade, e não só às mulheres. Queremos uma expressão da sexualidade livre e não uma lavagem cerebral de que sexo é uma forma de expressar o seu poder sobre o outro, de subjufação. Sexo tem que ser saudável e para ambas as partes! E sim, a mídia é altamente sexista e há várias propaganda que colocam a mulher como objeto como essa aqui, que pode ser muita coisa mas não é sexy.

Quanto ao quesito comentários e homens babando fazem bem pro ego, eu não sei, mas eu acho ofensivo uma vez que todo esse alvoroço vem de tratar a mulher daquela foto como um objeto e nada mais. A mulher ali não é uma pessoa a ser admirada e desejada e sim um recipiente, sim um recipiente. É tosco mas é verdade.

Óbvio que todo mundo quer ser sexy. Todo mundo quer ter uma vida sexual feliz. Homens e mulheres. Mas essa vida sexual feliz depende de respeito e igualdade. Claro que queremos nos sentir bonit@s e desejad@s, mas que isso seja feito numa posição de sujeito e não de objeto. Que a mulher possa escolher, dizer sim e dizer não.

E que o homem também. Porque o texto dessa blogueira faz um questionamento pertinentente que é o de que homens podem ser vítimas de machismo. O machismo é uma grande chaga da sociedade e prejudica todo mundo, homens inclusos. Afinal, todas essas máximas de “homem não chora”, “homem sempre quer sexo”, “homem tem que pegar” criam problemas para muitos homens sim. Realmente, nisso concordo com a autora, ter a sexualidade questionada só porque não quis fazer sexo com alguém é ridículo.

Só gostaria de esclarecer que meu objetivo com esse post não é o de detonar a blogueira, nem de jogar pedra em ninguém. Acho o trabalho das meninas do A Melhor das Intenções, que falam sobre sexo de uma forma desencanada e extrovertida, válido, pois tenta quebrar alguns preconceitos da sexualidade feminina. Só usei o texto dela (que está na internet e eu citei a fonte para não ter problemas e avisei a autora sobre esse meu texto) para mostrar como a mídia conseguiu deturpar alguns conceitos importantes como feminismo e objetificação sexual a ponto de que pessoas bem informadas e críticas acabem por utilizar/acreditar em idéias erradas e deturpadas.

"Você já ouviu falar de objectofilia? É quando você se sente atraído por objetos." "Ah, eu tenho isso." "Mesmo?" "Sim, eu me sinto atraído por mulheres"

Objetificação não é sexy. É falta de respeito.

Para quem se interessa sobre esse debate, tem um link muito bom aqui.

O mundo do rock está em apocalipse. É sério. Os anjos irão descer dos céus com suas espadas flamejantes. Um meteoro está vindo de encontro com a terra. O aquecimento global vai aumentar. Como você preferir.

Depois de Joan Jett cantando com Miley Cyrus no programa da Oprah e Brian May considerando Lady Gaga para ser a vocalista do Queen em sua nova turnê eu pensei que dificilmente veria algo que me arrepiaria os cabelos. Quer dizer, sempre tem alguma coisa pra me deixar assustada, mas juro que não pensei que veria uma coisa tão tosca quanto isso aqui.

Fergie e Heart. Okay. Na hora que vi o título vagando no Youtube não pensei que seria tão horrível. Mas foi. Por que?

Fergie é a vocalista feminina do Black Eyed Peas uma banda de… rap? pop? Enfim. Ela tem 36 anos, mas parece e age como se tivesse 20. Em meio a um bando de músicas super pop e chapadas que canta, de vez em quando ela mostra um pouco de seu talento vocal. Como em Big Girls Don´t Cry, por exemplo.

Não acho que Fergie cante mal, só acho que ela representa várias coisas que eu não concordo. Ela se coloca na posição de mulher-objeto e a própria confessa isso e inclusive já fez músicas sobre o assunto. De uns tempos pra cá (pelo que chequei no Youtube, desde 2008) ela tem apresentado esse cover de “Barracuda”, do Heart, em seus shows, sempre vestindo peças de couro preto e se esfregando no palco. O que sinceramente, não tem nada a ver com a música.

Já o Heart é famoso pelas irmãs Ann (vocal) e Nancy Wilson (guitarra/violão/vocal) que na década de 70 mesclavam folk, metal e hard rock e tiveram em “Barracuda”  um de seus grandes hit.

A banda teve inúmeros integrantes, mas Ann e Nancy permaneceram como uma constante, sempre tocando juntas, apesar da ocasional carreira solo de Ann.

 O Heart está aí na ativa entre indas e vindas desde 1975 e tem no currículo nada menos que 20 hits no top-40 da parada da Billboard!!!! E em 2010 conseguiu voltar para o top-10 com o album Red Velvet Car no topo das paradas!

Primeiro vou dizer que não tenho nada contra covers e acho que cantores pop podem sim fazer bons covers de rock. Meu problema com o cover da Fergie de “Barracuda” é a atitude imbecil dela nesse vídeo. Sim, imbecil. Ela entra no palco no segundo verso se sentindo a rainha do pedaço e sequer chega perto de Ann e Nancy Wilson que ficaram praticamente escondidas no cantinho do palco. Achei uma falta de respeito. Se você está fazendo o cover COM o artista original, o mínimo que você tem que fazer é chegar lá perto e talz e/ou criar uma atmosfera amigável.

Fergie se sente a gostosa o vídeo inteiro: rola no chão, faz careta, se esfrega, mostra seu corpinho maravilhoso pra todo mundo ver com direito até mesmo aos saltos mortais patéticos no final. Tudo para mostrar que ela está em boa forma e a mensagem que ficou foi a de “eu sou uma diva e essas mulheres são velhas e gordas”.

Somente no final da música é que Fergie chega perto das irmãs Wilson num pseudo abraço. E é quando elas cantam juntas que é percepítival a total ausência de personalidade do vocal da Fergie: ela tá cantando igualzinho a Ann Wilson! Com a mesma intonação, só que sem a interpretação revoltada que dá lugar à interpretação to-me-sentindo-toda-toda-e-gostosona.

Ué, mas cantar igual não é o ápice do cover? Bem, é sim, se você é uma banda cover oficial. Mas Fergie não é de nenhuma banda cover, ela é uma cantora profissional e devia sim imprimir sua marca vocal, não ficar treinando junto com o cd a fim de aprender a cantar como se fosse outra pessoa.

Isso fora o erro crasso de interpretar “Barracuda” como uma música sobre ser sexy e gostosa. “Barracuda” é o tipo de música fuck YOU e não fuck ME como sabiamente (que raridade!) disse um comentarista do vídeo noYoutube. É parte da atitude década de 70. Ai ai ai, Fergie. Que feio. Uma coisa é ter sex appeal, outra é virar um objeto sexual pura e simplesmente.

Nessa vídeo Fergie mostrou que tem potência vocal pra aguentar cantar e fazer acrobacias ao mesmo tempo, mas mostrou uma atitude péssima de coleguismo. Porque seu estrelismo de chegar no palco e cantar sozinha deixou Ann Wilson paradona, sem o que fazer. Poxa, tinha que fazer toda aquela exibição? Não bastava homenagear uma música que você gosta junto com uma banda que te inspirou? O objetivo de cantar JUNTO com alguém não é justamente cantar JUNTO?

E não, não estou sendo invejosa. Nem vou responder que vier com esse argumento. Também não sou uma fã fanática do Heart nem estou questionando o talento da Fergie, só estou criticando a atitude pouco amigável dela. Sinceramente? Agora até prefiro a Miley Cyrus… rs

“Barracuda” em sua versão original:

Hoje é aniversário de uma das figuras femininas mais importantes da história do rock: a filadelfiana de nascimento, californiana de música e novaiorquina de sotaque Joan Jett!

Joan Marie Larkin nasceu em um 22 de setembro exatos 53 anos atrás. O nome Joan Jett veio em 1975, pouco antes de ela entrar para a primeira banda de rock formada somente por mulheres, The Runaways. Aos treze anos, pediu uma guitarra de Natal para os pais e ganhou uma! Depois de ter tido uma experiência ruim com um professor que se recusava a ensiná-la a tocar rock (a cena está no filme The Runaways, em que Kristen Stwart interpreta Joan, e é uma das poucas cenas verídicas do filme), comprou um livro de “como aprender a tocar guitarra sozinho” e aprendeu na marra. A primeira música composta por Joan foi “You Drive Me Wild”, gravada pelas Runaways em 1976.

Joan tem um lugar garantido nos 100 maiores guitarristas da história na revista Rolling Stone, ocupando o lugar 87 e sendo parte do seleto número de duas mulheres na lista (a outra é Joni Mitchell). O hit “I Love Rock ´N´ Roll” é considerado pela Billboard a 89ª melhor canção pra se tocar na guitarra de todos os tempos.

Pessoalmente, admiro a Joan por seu discurso coerente no que diz respeito às mulheres no rock e em seu posicionamento firme sobre o assunto. Ela reconhece que rock por mulheres é e será por algum tempo algo considerado ofensivo e visto com muito receio por parte da comunidade masculina. Isso porque, de acordo com Joan, rock and roll tem algo de muito sexual e isso confere um poder que os homens não querem abrir mão. Tanto em sua carreira com as Runaways, quanto em sua carreira com os Blackhearts, Joan sofreu muito preconceito por ser rocker e por ser mulher. Nessa entrevista, ela conta algumas das situações difíceis que enfrentou e como lidou e superou essses problemas.

No entanto, o que me faz gostar da Joan apesar de todas as suas controvérsias (vulgo Kenny Laguna, mas isso é assunto pra outro post) é o fato de que ela nunca usou sua sexualidade e sensualidade para ganhar dinheiro. Obviamente que Joan Jett é uma das mulheres mais bonitas e sensuais que já existiram, mas ela nunca pousou nua e nunca se colocou na posição de objeto. Pelo contrário, Joan expressa sua sexualidade e sensualidade o tempo todo, mas sempre na posição de sujeito, sempre como uma escolha, nunca como imposição. Diferentemente de Lita Ford que virou uma espécie de deusa do sexo pros marmanjos do heavy metal, Joan virou ícone para as mulheres que desejam expressar sua sexualidade sem medo de ser feliz, sem medo de ser taxada de vadia e sem ter como objetivo virar poster de oficina mecânica.

E falando em sexualidade, Joan Jett é uma das celebridades mais discretas quando o assunto é sua vida sexual. Apesar de já ter sido vista com homens e mulheres, Joan não fala nada a respeito de sua orientação sexual. Ela diz que quer que as pessoas foquem em sua música, em seu trabalho e em suas idéias e não no que ela faz entre quatro paredes. Eu respeito muito essa posição e acho que é por aí que a banda toca mesmo. Rumores existem e existirão sempre, mas o que importa é o legado musical e as idéias defendidas e não a fofoca.

E falando em idéias, Joan é militante do PETA e ao contrário do que muita gente pensa, é vegetariana convicta, não bebe, não fuma e não usa drogas desde o final dos anos 70. Cool Joan! Ela ainda é fã de esportes, inclusive, pratica muitos deles, e já fez campanha pela liga feminina de basquete estado-unidense. Nos anos 80, ela foi de ônibus fazer turnê na antiga Alemanha Oriental e diz que foi uma das experiências mais incríveis de sua vida.

Ela continua ainda na ativa fazendo turnês pelos Estados Unidos com sua banda Joan Jett & the Blackhearts.

Não precisa ser necessariamente um fã fanático de Harry Potter para ter se perguntando algum dia em qual casa de Hogwarts você cairia. Qualquer pessoa que tenha visto os filmes fica com essa curiosidade, fato que justifica os milhões de testes online para casas de Hogwarts.

Ah... o brasão de Hogwarts...

Para quem não sabe, Hogwarts é dividida em quatro casas: Grifinória (Gryffindor), Sonserina (Slytherin), Ravenclaw (Corvinal) e Hufflepuff (Lufa-Lufa). Se você não sabe o que é Hogwarts, então talvez ler esse post não faça muito sentido.

A questão é que para os fãs fanáticos (eu incluída), a cerimônia de seleção é importantíssima. Na série Harry Potter, todas as dúvidas são resolvidas quando a Profa. McGonagall chama seu nome, você anda cambaleantemente até um banquinho e enfia um chapéu velho e surrado na cabeça. Depois de algumas deliberações o chapéu grita a casa em que você vai ficar.

Insanamente nós fãs ficamos tão nervosos quanto Harry...

E como não podemos contar com o Chapéu Seletor, nos resta a especulação. Existem muitas teorias sobre o que faria pessoa X ir para a casa Y ou Z, algumas divulgadas pela própria J.K. Rowling. Mas no geral temos um esqueminha de comum acordo que fica assim:

  • Grifinória: casa dos corajosos. Normalmente idealistas que lutam por uma causa até o fim. Tendem a se gabar um tanto e têm um forte senso de justiça.
  • Sonserina: casa dos ambiciosos. Aqueles que fazem de tudo para conseguir o que querem. Sonserinos tendem a se gabar muito de seus feitos e costumam ser perseverantes no que querem.
  • Corvinal: casa daqueles que valorizam a inteligênica. São tidos como excêntricos às vezes e prezam a intelectualidade. Normalmente não lidam bem com falhas.
  • Lufa-Lufa: casa dos esforçados. Lufos são leais até o fim às pessoas de seu círculo e não têm medo de se dedicar para conseguir algo. O problema é que o excesso de cordialidade pode ser visto como ingenuidade por outras pessoas.

A questão é que nossa personalidade tem um pouco de tudo isso e pra maioria das pessoas é difícil decidir o que predomina sem a ajuda de um chapéu mágico.

Minha experiência com as casas de Hogwarts sempre foi marcada por uma incerteza. Como 99% das pessoas que começam a ler Harry Potter, no início eu achava que seria da Grifinória. Afinal, o próprio Harry é de lá e como tudo o que vemos é do ponto de vista dele, a Grifinória é, disparada na frente, a casa mais legal. Quando entrei no fandom (comunidade de fãs) de Harry Potter eu me auto-declarava Grifinória e demorou um tempo até eu perceber que não era uma pessoa super corajosa. Então, bem, eu descartei a Grifinória. Mas se eu não era da Grifa, eu era o quê?

Essa pergunta flutuou na minha cabeça durante uns anos e eu não sabia muito bem como resolver. Foi então que comecei a ter afinidade em relação à Sonserina. Isso porque essa é a casa das pessoas ambiciosas, que correm atrás do que querem. Nessa época de final da adolescência, essa atitude tinha a ver comigo e eu fiquei um tanto feliz de ter aparentemente encontrado meu lugarzinho em Hogwarts.

O problema foi que depois de um tempo a dúvida voltou. No fórum que eu participo (o Not as a Last Resort), via várias pessoas com total certeza da casa que pertenciam e comecei a ficar pensativa: por que eu não tenho essa certeza? De fato eu me identifico com algumas coisas da Sonserina. Sério. É que existem muitos mitos em relação à casa. Na série, a Sonserina é alvo de prenconceitos, principalmente por parte do Ron (que sempre será meu personagem favorito!). É interessante ver como o mito da “casa do mal” vai sendo desconstruído ao longo dos livros, até o final em que alguns alunos da Sonserina (liderados pelo Slughorn) voltam para a Batalha de Hogwarts – detalhe: odiei terem mudado isso no filme! – e até mesmo com Harry dizendo para seu filho que não tinha problema algum em ir pra Sonserina.

Aí veio o Pottermore (para ler sobre o Pottermore, clique aqui) e o teste de Seleção de Casas criado pela própria J.K.Rowling. Tensão. Os fãs ficaram em polvorosa. Seria o ultimato final. E eu fiquei super ansiosa, porque, afinal, seria a minha chance de saber a qual casa eu pertenço.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

No dia que o Pottermore liberou meu acesso ao site, eu pensei: “Okay… se eu não cair na Sonserina, pra qual casa eu iria? Com certeza não Grifinória… Corvinal não tem nada a ver comigo… então… seria Lufa-Lufa, né?”.

E foi Lufa-Lufa.

Eu lembro que o site demorou a carregar o resultado. Depois das 10 perguntas (que não são tão óbvias assim nada, então não tem essa de dar “a resposta da Grifinória” ou “a resposta da Corvinal”), a página ficou amarela. E eu fiquei em choque. hahahaha Sei lá, eu fiquei assim sem saber direito como reagir. Aí, depois de quase um minuto encarando o texugo do brasão, é que eu fui clicar na mensagem de boas vindas. E foi muito legal.

A mensagem na verdade é o discurso do monitor da Lufa-Lufa para os alunos novatos. E começa desmistificando a idéia de que a Lufa é a casa menos inteligente de Hogwarts. Na verdade, Lufos atingem ótimos resultados, só não ficam por aí se vangloriando deles. E foi na hora que li isso que eu disse: “Bem, sou Lufa, afinal”. Daí o texto desenvolve falando o que significa o símbolo do texugo (animal pequeno, mas que quando provocado pode atacar animais maiores que ele), onde fica a sala comunal e como ela é, mais alguns bruxos importantes que eram Lufos. E o mais importantes: os Lufos são dedicados e esforçados.

Imagino que sempre terei um pé na Sonserina, mas me identifiquei com a Lufa. E bem, foi a J.K.Rowling quem disse! Isso tudo parece uma bobagem, mas saber a qual casa de Hogwarts eu pertenço é um alívio! Sério. Inclusive me ajudou a analisar alguns aspectos da minha personalidade. Eu sempre tendo a achar que nunca me esforço, e bem, eu me esforço sim! Me esforço bastante. O problema é que eu nunca acho que é suficiente. *workaholic mor*

Fora que o clima de não-competição na sala comunal da Lufa é bem legal. Eu realmente sou uma pessoa mais colaborativa e não gosto muito de competir. Eu acho que o trabalho de cada um tem seu mérito e que esse mérito depende do contexto. Talvez essa seja, afinal, minha diferença com a Sonserina, cujos membros pensam bem diferente.

E quanto a vocês? Qual é a sua casa em Hogwarts? Como foi que você descobriu que era dessa casa? Foi uma coisa fácil ou difícil de decidir? Não deixem de comentar!


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