Mundo de Coisas Minhas

Archive for abril 2012

Isso mesmo, lendo a nata dos clássicos literários. Fiquei pensando se deveria ou não fazer um post aqui no blog sobre essa peça (quer dizer, é Shakespeare, o que é que eu posso dizer sobre ele?), mas acabei decidindo fazer por causa de um post da Ju do blog Sobre Mim e Meu Mundo em que ela cria o projeto Um Clássico por Mês. Okay, não estou no projeto oficialmente porque não posso me comprometer com desafios literários por conta da faculdade (tenho muitos livros pra ler), mas achei legal mencionar. Inclusive, é uma ideia muito interessante e eu incentivo a participação! Afinal, clássicos são clássicos porque têem algo importante que permanece depois de anos, séculos, não é?

Júlio César (também conhecida como A Tragédia de Júlio César) é uma peça de Shakespeare que tem como tema óbvio o personagem histórico Júlio César, general romano. Uma peça com bastante intriga, sangue e especulações sobre o que é certo ou não fazer em nome do famigerado “bem maior”.

Se você acha que clássicos não trazem uma boa dose de suspense e cenas fortes, está enganado. Em Júlio César, conspiração rola solta e os personagens estão a maior parte do tempo literalmente cobertos de sangue. A trama começa quando o fato de Júlio César estar ganhando muito poder em Roma começa a incomodar. Ele é um militar bem-sucedido, tem um lugar político influente e agora começa a ganhar também um lugar religioso. Um golpe de estado se aproxima? Poderoso demais esse Júlio César.

É pensando nisso que um grupo de conspiradores se organiza liderado por Caius Cassius que tenta convencer Brutus, amigo de César, a apoiá-los. Brutus, obviamente, reluta a princípio, mas começa a ter uma crise de consciência: se César realmente der um golpe de estado, não seria dever dele, Brutus, tentar impedir o fato? Brutos, persuadido por uma série de cartas faltas escritas por Cassius, acaba sendo convencido de que o melhor para Roma seria mesmo matar César pelo “bem maior”. César, afinal, seria um tirano. E é aí que eles se organizam para matar César no Capitólio e depois explicar ao povo porquê fizeram isso. Mas quando Marco Antônio entra na jogada descobrindo o que aconteceu, as coisas não vão sair muito bem como o planejado…

A peça levanta questões muito interessantes. Além desse conflito de consciência de Brutus, temos também a questão da retórica na figura de Marco Antônio: é válido manipular um discurso para seus próprios interesses? Até que ponto um discurso pode manipular a opinião pública? E claro, a questão mor, os fins justificam os meios?

Essa peça já foi contada e recontada milhões e milhões de vezes em filmes e até mesmo no nosso imaginário popular. Acho que não existe ninguém que nunca tenha ouvido a citação clássica de “Até tu, Brutus?”. Mas acho que vale a pena ler o original e entender porque Shakespeare é, afinal, Shakespeare. A peça não é grande, não é difícil de ler (tá, tem uns vocabulários chatos, mas nada que vá matar alguém) e é bem envolvente. Eu li para uma aula do meu curso de mestrado (mas as discussões que tivemos por lá foram outras e envolvem mais complicações que não são o propósito deste blog), mas tive um bom tempo lendo, sabe. Não foi aquele tipo de leitura do “ah, meu Deus, tenho que ler isso pra aula que saaaaaaaaco”.

Recomendadíssimo! E pessoal, vamos ler os clássicos. Eles têm muito a falar sobre o que somos hoje.

Um filme sensível, um tanto dramático e um tanto fofo. Bom para assistir numa tardezinha fria comendo chocolate. Água para Elefantes rende duas horas interessantes nos fazendo pensar um pouco sobre a vida no circo no início do século XX e em como deve ser a relação homem/animal.

Jacob Jankowski (Robert Pattinson) perde tudo de uma hora para outra: sua vaga na universidade no curso de veterinária, seus pais, sua casa. Sem perspectivas, ele sai vagando ao lado do trilho de um trem e acaba entrando num vagão. O trem é na verdade de um circo e Jacob encontra ali uma oportunidade de trabalho como tratador de animais. É lá também que ele conhece Marlena (Reese Witherspoon), a grande estrela do circo e esposa de August, o ganancioso dono do circo que tem alguns problemas de controle de raiva.

Me surpreendi com esse filme. Pensei que seria mais uma história de amor impossível, extra dramática ao estilo Diário de uma Paixão (inclusive o início do filme aponta nessa direção com o velhinho contando sua história), mas o filme foca mais nessa questão dos animais, da convivência difícil no circo, a falta de dinheiro e a condição precária dos trabalhadores. Achei isso muito legal porque deu uma variada. Claro que tem a parte do amor impossível, mas isso não se tornou a única questão mostrada no filme. Inclusive são poucas as cenas entre Jacob e Marlena em que eles realmente demonstram algum tipo de sentimento um com o outro. Foi um diferencial, a meu ver. Inclusive o final também me surpreendeu, mas ainda não estou certa se gostei ou não (não vou contar o final porque é spoiler, mas se você já viu o filme, deixe seu comentário me falando o que achou do final :)).

Eu não diria que esse filme é excelente, acho que é um filme bom. Muito bem feito em termos de fotografia, figurino e maquiagem. Até mesmo a atuação de Robert Pattinson foi boa (sim, gente, ele consegue fazer uma cara que não seja de vômito). Quanto a Reese Whiterspoon, nem é preciso falar, ela é atriz de primeira. Gostei bastante também do Christoph Waltz como o dono do circo. Ele passou a dose necessária de loucura, raiva e melancolia que o personagem pedia. Mas a história não me arrancou do chão não.

Se eu recomendo? Sim. Principalmente se você gosta de filmes românticos e/ou de circo. Mas já digo que não é algo espetacular. É daqueles filmes que você lembra e faz “aaaah” quando alguém menciona, mas só isso.

Água para Elefantes foi baseado no livro homônimo de Sara Gruen que em 2006 ficou na lista dos mais vendidos do New York Times. Não me animei o suficiente para ler o livro, mas caso alguém tenha lido, comentários são bem-vindos a respeito da adaptação!

Pessoal, é com muita alegria que eu anuncio que estarei nessa antologia de contos que tem como tema principal o fim do mundo!

Meu conto se chama “Uma Canção Para o Fim” e explora a ideia de apocalipse numa mistura de fantasia, sobrenatural e, claro, um drama básico.

Dias Contados Vol.3 - Contos sobre o fim do mundo

A ideia desse conto surgiu meio que derivada de uma história que inventei para um romance, uma história maior. No caso o conto narraria coisas que aconteceram antes dessa possível história que um dia, quem sabe, eu irei escrever.

O clima do conto é meio caótico, afinal, é o fim do mundo! A abordagem que escolhi foi narrar tudo do ponto de vista de uma personagem em especial, então as coisas acontecem na cabeça dela. E bem, eu imagino que viver o fim do mundo seja no mínimo uma experiência confusa, então isso refletiu no conto. rs

A parte mais difícill foi mesmo narrar o final do conto, porque eu tinha que colocar várias coisas num espaço pequeno. Confesso que sou mais escritora de romances, em que a gente pode divagar pra sempre, então contos sempre exigem muito de mim porque eu sou uma pessoa bastante prolixa. 🙂 Mas gostei bastante do resultado final.

Agradeço imensamente a três pessoas que me ajudaram muito com esse conto.  Primeiro Karen Alvares e Nívia Fernandes (Nikaaaaaaaari) que me ajudaram coma  primeira versão, dando ideias e sugestões para que o final do conto pudesse sair do melhor jeito possível. Meninas, vocês são as melhores revisoras do mundo! Depois agradeço ao Anderson Borges, amor da vida toda, que leu o conto na sua segunda versão e fez sugestões críticas muito pertinentes, inclusive, melhorando o título. Amor, você é bom demais com títulos! 🙂 Obrigada pelas ideias e por passar segurança!

A publicação é da editora Andross e o lançamento do livro será no dia 9 de junho, em São Paulo, no China Trade Center às 15hrs. Quem for de SP, não deixe de dar uma passadinha lá e se apresentar, porque eu estarei lá!

Quem tiver interesse em adquirir o livro, pode entrar em contato comigo depois do dia do lançamento. Quem quiser saber mais sobre essa antologia, é só clicar aqui.

Estou super feliz, pessoal! 🙂

Confiram o booktrailer pra entrar no clima!

Ah, lembrando que a Andross vai lançar outras antologias com temas diferentes também no dia 9 de junho. Dentre elas, temos:

Todos esses vão ter contribuição da Karen Alvares, a minha companheira de escrita.

E mais uma vez cá estou eu para fazer uma resenha do incrível John Green (para ler outras resenhas de livros dele, clique aqui). The Fault in Our Stars é um livro sensível, engraçado, trágico e provocador. Afinal, é um livro sobre câncer sem ser um livro sobre câncer.

Hazel tem 16 anos e câncer desde os 13. Ela precisa andar com um cilindro de oxigênio pra onde quer que vá, pois não consegue respirar sozinha. Mas ao invés de uma história melodramática sobre uma pobre garotinha com câncer, o livro nos apresenta a história de uma garota comum. Isso mesmo. Hazel vive incertezas, medos, ansiedades e também alegrias de ser, bem, jovem.

Esperei ansiosamente por esse livro (afinal, o meu foi uma das cópias autografadas pelo John Green da primeira edição da Amazon!) e ele não me decepcionou. A vontade que eu tinha era de ler tudo em poucas horas, mas infelizmente não pude porque às vezes a vida é chata e não deixa. blé

Os personagens, como sempre, foram bem envolventes. Além de Hazel, que é a narradora da história, temos Augustus Waters (um outro garoto com câncer que não é um garoto com câncer), Isaac, os pais de Hazel e o escritor Peter Van Houten. Todos eles incrivelmente reais aos olhos do leitor. E mais importante: nenhum deles trata um paciente de câncer como um paciente de câncer. Isso porque uma das coisas mais interessantes que esse livro nos faz pensar é justamente que uma pessoa não pode ser reduzida à doença que tem. Seja essa doença câncer, AIDS, paralisia, etc.

Mas isso não quer dizer que questões sérias relacionadas à doença não são discutidas no livro, porque são. Medo da morte, cegueira, dor, tudo isso é trabalhado de uma forma muito próxima, mas sem se tornar cliché. Inclusive John Green, como sempre, brinca com o cliché criando situações que seriam aparentemente clichés somente para subvertê-las depois.

Outra questão abordada no livro é a do escritor. Até que ponto não criamos para nós uma imagem de um escritor como alguém incrível e sensível, mas que na verdade só é uma pessoa comum, com medos e tudo mais?

The Fault in Our Stars é John Green em sua melhor forma. Uma leitura obrigatória para quem gosta do autor ou simplesmente de livros que te fazem questionar (e se emocionar com) algumas coisas que damos por dadas nesse mundo.

O livro ainda não foi traduzido no Brasil, mas pra quem lê em inglês, vale muito a pena!

O título The Fault on Our Stars foi retirado de uma fala clássica da peça Julius Caesar, de Shakespeare, em que Cassius diz a Brutus que a culpa não está nas estrelas, mas sim em nós mesmos.


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