Mundo de Coisas Minhas

Archive for março 2012

E para comemorar a estreia do filme Jogos Vorazes, nada melhor do que postar uma música baseada na série, né?

“Catching Fire” é uma música inspirada nesse série que, como você sabem, é minha segunda favorita ever. Foi a primeira música inspirada em Jogos Vorazes que fiz, isso em dezembro. Por que não compartilhei antes? Bem, é que como vocês vão ver, ela exigiu um pouquinho  mais na produção.

Isso porque ao invés do clássico violão e voz, essa música tem todos os instrumentos! O arranjo todo foi feito pelo meu paizão, Eugênio Sá, que também mixou e masterizou a música. E eu ainda me atrevi a fazer um vídeo em que eu apareço!

Catching Fire

What about the things you have

What about your family

What about these games

What´s your strategy?

What about the plans you´ve made

What about the things you care

What about the ones you love

When you´re not there? (´cause you wont´t be there)

It´s catching fire now

this isn´t a dream

For the world´s reaction now it´s not what it seems

It´s all on fire now

this is out of control

For the ones watching now just let it go

What about your plans

What about your hopes

What about the things that you have been burying in the dark of your soul (´cause dark is the soul)

Espero que vocês gostem. Não deixem de comentar e de se inscreverem no canal no Youtube.

Para mais músicas inspiradas em Jogos Vorazes veja “Hijacked” e “The Girl on Fire“.

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Já pararam pra pensar a relação que a música que você ouve tem com a sua vida? Pois bem, foi pensando nisso que resolvi inaugurar essa coluna aqui no blog que se chama “A Música e a Vida”. Eu penso em um ano da minha vida e na banda/artista que mais ouvi naquela época, escuto o álbum de novo e escrevo um post aqui no blog.

2007 foi um ano pavoroso na minha vida. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, não sabia o que fazer, tava perdida e mega emotiva, briguei com amigos, me sentia sozinha, perdidade e todo esse mi mi mi. Enfim. Aí eu fui ouvir Smashing Pumpkins, que era uma banda que falava sobre tudo isso de uma forma deprê e super fossa. Claro que eu adorei.

Meu álbum favorito se tornou na hora Mellan Collie & the Infinite Sadness e eu escutava direto. Todo dia. O que mais me chamava atenção na época eram as letras intensas e meio loucas somadas àquela interpretação sofrida do Billy Corgan. Eu ainda consigo me ver deitada na cama ouvindo “Porcelina of the Vast Oceans” ou “In the Arms of Sleep”.

Essa semana ouvi o álbum de novo e posso dizer que apesar de várias sensações de cinco anos atrás terem voltado, hoje tenho uma visão completamente diferente do álbum. Comecei a gostar das músicas com pegada mais pesada que antes eu não gostava (como a faixa “Bodies”) e passei a prestar mais atenção na composição da música como um todo, principalmente as composições da guitarra que são extremamente bem feitas! Mas uma coisa não mudou: esse ainda é um dos melhores álbuns que já ouvi e ainda me emociona muito!

Os primeiros anos

Quem é Smashing Pumpkins?: É uma banda de Chicago que fez grande sucesso nos anos 90, sendo considerada uma das melhores bandas dessa década. A banda começou com Billy Corgan (vocalista e guitarrista), que em 1988 já tinha esse nome de banda na cabeça. Ele conheceu James Iha (guitarrista) numa loja em que trabalhava e os dois formaram o Pumpkins. Mais tarde, D´arcy Wretsky se juntaria à banda como baixista e depois Jimmy Chamberlain na bateria.

O Smashing Pumpkins é considerado uma banda de rock alternativo, mas incorpora elementos de hard rock e heavy metal bem como música eletrônica. O primeiro álbum da banda foi Gish (1991) seguido de Siamese Dream (1993) para depois lançar seu clássico álbum duplo, assunto desse post, Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995). Mais tarde veio Adore (1998) e o controverso Machina/The Machines of God (2000) que também teve uma versão de extras com Machina/The Friends and Enemies of Modern Music.

1998: a nova fase não vendeu muito

Em 2000, o Smashing Pumpkins acabou por conta de problemas internos e da baixa vendagem dos álbums mais recentes depois do fenômeno dos primeiros anos. Mas em 2007 (ironicamente o ano em que comecei a ouvir a banda), Billy Corgan voltou com os Pumpkins ao lado de Jimmy Chamberlain e lançou o álbum Zeitgeist. Em 2009, Chamberlain saiu da banda e Billy Corgan ficou sozinho como membro remanescente do Smashing Pumpkins ao lado de uma nova formação.

Título: Mellon Collie & the Infinite Sadness

Produção: Alan Moulder, Billy Corgan e Flood

Ano: 1995

Gravadora: Virgin

Disco 1: Dawn to Dusk

1. “Mellon Collie and the Infinite Sadness” 2:52
2. “Tonight, Tonight” 4:14
3. “Jellybelly” 3:01
4. “Zero” 2:41
5. “Here Is No Why” 3:45
6. “Bullet with Butterfly Wings” 4:18
7. “To Forgive” 4:17
8. “Fuck You (An Ode to No One)” 4:51
9. “Love” 4:21
10. “Cupid de Locke” 2:50
11. “Galapogos” 4:47
12. “Muzzle” 3:44
13. “Porcelina of the Vast Oceans” 9:21
14. “Take Me Down”

Disco 2: Twilight to Starlight

1. “Where Boys Fear to Tread” 4:22
2. “Bodies” 4:12
3. “Thirty-Three” 4:10
4. “In the Arms of Sleep” 4:12
5. “1979” 4:25
6. “Tales of a Scorched Earth” 3:46
7. “Thru the Eyes of Ruby” 7:38
8. “Stumbleine” 2:54
9. “X.Y.U.” 7:07
10. “We Only Come Out at Night” 4:05
11. “Beautiful” 4:18
12. “Lily (My One and Only)” 3:31
13. “By Starlight” 4:48
14. “Farewell and Goodnight” 4:22

 A ideia das duas partes de Mellon Collie é que uma parte representa o dia e a outra a noite. O álbum apresenta músicas de vários estilos: baladas, hard rock, heavy metal, rock alternativo e experimental. Todas as músicas, exceto ‘Take me Down” e “Farewell and Goodnight”, foram compostas por Billy Corgan. As outras duas foram feitas por James Iha.

Curiosidades:

  • Originalmente, o álbum teria 57 faixas que foram cortadas para as 28 que atualmente existem;
  • Courtney Love (viúva do Kurt Cobain) alega que Billy Corgan escreveu todas essas músicas pra ela;
  • A faixa “Thru the Eyes of Ruby” tem 70 guitarras gravadas;
  • Billy Corgan disse à impressa da época que esse era “O The Wall da Geração X”. Lembrando que The Wall é aquele clássico do Pink Floyd.

Favoritas: difícil escolher, mas eu diria “Tonight, Tonight”, “Galapagos”, “Porcelina of the Vast Oceans”, “Thirty-Three”, “In the Arms of Sleep” e “By Starlight”. Nussa! mas é isso que dá um álbum com 28 faixas!

 A declaração do Billy Corgan sobre o álbum representa bem o que senti em relação a ele cinco anos atrás:

Eu estava dizendo adeus a mim mesmo através do espelho retrovisor, arrematando o nó da minha adolescência e colocando-a embaixo da cama.

Depressivo, onírico, intenso, surreal. Esse é Mellon Collie & the Infinite Sadness e meu ano de 2007! E vocês, o que estavam ouvindo nesse ano?


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