Mundo de Coisas Minhas

Archive for janeiro 2012

Não, não, eu não esqueci do desafio. E essa é a penúltima semana, então já dá pra sentir o bafo quente do prazo final na nuca e um desespero básico. Pois é, essa história de escrever um livro inteiro em pouco mais de um mês tem muito de diversão, mas não é fácil. E agora na reta final fica uma ansiedade enorme porque ainda tenho um trabalhinho bom pela frente!

Nas últimas semanas postei algumas informações sobre o livro: protagonista & linhas gerais, uma cena emblemática, a sinopse oficial e como a história surgiu. Agora queria falar um pouco sobre meu processo de escrita, como é que faço quando sento pra escrever. Essa é uma pergunta muito comum que me fazem e achei que ela merecia um post.

Bem, vamos lá. Uma coisa importante pra mim é que só começo escrever alguma coisa se a idéia estiver bem clara na minha cabeça. Por exemplo, se tenho uma idéia sobre alguma história eu deixo que ela “amadureça”  durante um tempo. Isso por uma razão prática: tenho muitas idéia ao longo do dia, mas muitas delas vão embora depois de algumas horas. Se uma idéia é persistante o suficiente para ficar vários e vários dias, começo a pensar em detalhes. Personagens, cenários, nomes, acontecimentos importantes. Passado essa fase eu sento pra escrever uma cena, um começo. Aí é que vejo que tipo de linguagem vou usar, que tipo de narrador a história precisa e etc.

Se gosto do rumo que a história está tomando, faço o planejamento geral que consiste na divisão de capítulos e o que vai acontecer na história mais importante. Isso ajuda a saber para onde estou indo e que tipo de informação devo disponibilizar em cada parte. Normalmente tenho um caderno em que anoto fatos importantes que não posso esquecer, bem como esquemas de hierarquias, lugares, cenários, datas…

Aí começa o processo de “encher” as lacunas. Muita coisa aparece nessa hora, alguns detalhes, mas se engana quem pensa que escrever é uma inspiração que vem do nada e de repente você terminou dez páginas. Escrever é trabalho duro, dá dor de cabeça, dor nas costas, dor no olho… É um esquema de tentativa e erro. Você escreve um pedaço, revisa, escolhe outra palavra, muda, às vezes até deleta tudo… Mas o importante é que se continue escrevendo.

Gosto de escrever quando não tem ninguém por perto, de preferência à noite que é quando me concentro mais. Escrevo no Word mesmo e recentemente, por sugestão da Kakazinha (ela mesma, a companheira desse desafio!), uso o formato de página A5 que dá  a impressão de que estou rendendo mais. Quando sento pra escrever, sempre releio o capítulo anterior para me habituar ao clima da história, nível de tensão e tipo de linguagem necessária. Paro de escrever se sinto que estou muito cansada ou impaciente. Nessas horas, a escrita cai de qualidade e a gente não rende nada.

Quanto aos rendimentos, semana passada escrevi 4523 correspondentes ao capítulo 12 que chamei de “O Som do Velho Mundo” e às duas partes do “Interlúdio” que são fragmentos entre os capítulos. Acabei não escrevendo mais porque viajei no sábado e só voltei ontem. Minha idéia era levar o computador e escrever lá, mas como contei pra vocês no último post, ele simplesmente morreu e tive que mandá-lo pra assistência técnica.

O livro tem 16 capítulos, então como vocês podem ver, faltam quatro. *bate a cabeça no monitor* A parte ruim é que vou ter que escrever loucamente numa média de 8.3 páginas por dia para conseguir terminar na terça-feira 31 de janeiro (e já aviso que vale até a meia noite, hein? hahahaha) A parte boa é que desses quatro capítulos, somente um é difícil (o 16, por causa do drama), os outros são mais tranquilos.

Até agora são 187 páginas. Puxa vida.

Minha vida no solitário Word...

Será que vou conseguir?

Não deixem de conferir também o trabalho da Karen no blog Eu, Papel e Palavras.

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Pois é, já estou na quarta semana do meu segundo desafio literário. Vocês podem acompanhar o progresso das semanas anteriores aqui, aqui e aqui. Lembrando que é uma proposta que divido com a Karen, do blog Eu, Papel e Palavras.

Escrever um livro em pouco mais de um mês é uma experiência cheia de altos e baixos. Há dias de produção intensa e outros de pura letargia. Às vezes a escrita vem fácil, quase escorregando, outras vezes vem dura, exige muita lapidação. No entanto, o resultado é sempre positivo. O que não significa que fico sempre satisfeita com meu trabalho, mas me sinto feliz de estar trabalhando. É realmente o que eu amo fazer. E isso é uma coisa muito motivante.

Mas vamos ser realistas. Semana passada foi o caos. Estava extremamente cansada, tive uma crise alérgica e depois meu computador foi pro espaço. Frustração total. (Ah, e antes que alguém pergunte, meus arquivos estãos sãos e salvos em milhões de backups espalhados vida afora. Nesse sentido não fui comprometida.) Ao todo foram 2851 palavras que correspondem ao capítulo 11, que tem um título provisório de “O Caminho dos Túneis”, e ao comecinho do capítulo 12 que ainda não tem nome. Já mencionei que sou péssima com títulos?

Mas levo jeito para nomes de personagens e lugares. rs

Já falei pra vocês um pouco da protagonista, já coloquei uma cena e até a sinopse oficial. Agora decidi que vou contar pra vocês como é que eu tive a idéia pra essa ficção científica distópica.

Na verdade a minha idéia inicial era criar uma história para adolescentes cuja protagonista fosse uma adolescente. A proposta era fazer uma história inteligente sobre uma menina de 15 anos. Algo que fosse YA (Young Adult, mas eu nem sabia que esse termo existia na época), mas que tivesse questionamentos profundos. Um troço sério. O tema do livro sempre foi a pergunta O que é identidade?

Claro que falhei totalmente nessa proposta. hahahaha Quer dizer, eu lembro de contar a idéia pra minha irmã e ela dizer: “Mas isso não é um livro adolescente não, isso é perturbador! Mas é uma história muito boa”. A segunda pessoa a quem contei essa história foi para meu namorado. Ele ouviu pacientemente e foi a primeira pessoa que ouviu o enredo geral todo, até o final. Quando terminei, ele disse: “Isso é muito doido e não é uma história adolescente. Mas é bem legal”. Acho que ainda é um YA, mas não para o público alvo que pensei no início.

Me sentei para escrever e escrevi os quatro primeiros capítulos em uns dois dias. Quando terminei, mandei pra Amanda, do blog The Pavania, e eu até hoje me lembro dela dizendo que eu sou incapaz de diferenciar “a” de “há”. E sou mesmo. hahahaahaha

A Amanda me fez pensar em alguns questionamentos interessantes a respeito da história, principalmente em relação à protagonista, a garota de 15 anos Andrella. A idéia é que a personalidade dela fosse desenvolvida aos poucos, mas aí eu esbarrecei em um problema óbvio: como fazer a primeira parte do livro, a que ela aparentemente não é uma protagonista forte, interessante?

Foi aí que parei de escrever. Fiquei tipo uns dois anos (putz, dois é MUITO tempo) sem pegar nessa idéia, mas sabendo que ela existia.  Foi em abril desse ano, durante a recuperação da fadada cirurgia de apêndice que voltei a escrever essa trama. E aí encontrei saída para os problemas de antes e continuei desenvolvendo a história. Trabalhei nela durante o Desafio Literário 1 e resolvi continuar neste agora. Então é isso.

Minha perspectiva até o fim de semana (porque vamos por partes, né?) é de terminar o capítulo 12 e o Interlúdio. O projeto é de 16 capítulos. Será que vai dar até dia 31 de janeiro???? *modo desespero ativado*

E tudo não fica mais glamouroso numa máquina de escrever? Acho que ninguém liga muito pra um computador velho e pra uma escritora de pijama...

Ah, e não posso deixar de dizer o quanto fiquei feliz hoje ao saber que a Karen, minha companheira de papel, conseguiu terminar o livro dela duas semanas antes do prazo final! Eu mal posso esperar para ler essa belezinha, que vai dar um baita livro de terror. Não deixem de conferir as novidades no blog dela.

Vocês já sabem que eu e a Karen do Eu, Papel e Palavras estamos numa empreitada de escrever um livro até 31 de janeiro. Sabem também que estou escrevendo ficção científica.

E também sabem que a coisa tá feia, mas que está caminhando bem e que eu estou escrevendo de madrugada (pessoas que acompanham meu Twitter já devem ter percebido). Já postei aqui um pouco sobre a protagonista e trama e coloquei uma cena emblemática do livro. Agora é hora da sinopse oficial!

Então vamos lá:

Em Metrópole não há poluição. Em Metrópole não há pobreza. Em Metrópole não há crimes. Metrópole é um lugar seguro. Metrópole é o último refúgio.

Numa cidade onde a excelência intelectual governa a vida dos cidadãos, qualquer falha é sinal de fraqueza. Quando Andrella descobre que é um fracasso e que seu tio está desaparecido depois de um crime que não acontece há mais de 20 anos, ela se vê compelida numa trama envolta em poluição, pobreza e crime.

Andrella sempre soube que as coisas são diferentes do que aparentam ser – ensinavam isso na escola. O que ela não sabia, e sequer poderia imaginar, era o quanto.

*música dramática no fundo*

Quanto à escrita em si, desde a semana passada foram 5.004 palavras. Um pouco menos que na última leva, mas realmente foi um processo mais difícil que dá última vez. Escrever é muito mais trabalho duro que inspiração do além, mas senti que estava mais cansada e com mais sono, o que me comprometeu minha performance. E tem horas que não vale a pena inistir demais. É melhor deixar do que jeito que tá e ir dormir.

Outra coisa que aconteceu foi uma reescrita. Eu contei pra vocês da última vez que estava escrevendo um “Intervalo”, uma espécie de capítulo entre os capítulos. O problema é que eu escrevia e escrevia, mas sentia que não estava funcionando. Quando terminei, não gostei e não achei que estava dentro do “clima” da história e que não estava ajudando muito a trama. Tomei coragem e apaguei tudo (quase 900 palavras) e fui pensar numa outra solução. Consegui achar outra saída e isso meio que me “destravou” pro resto da história que ainda andava meio “bloqueada”.

Agora estou no capítulo 11 que é um capítulo de muitas descobertas e em que alguns personagens legais vão aparecer! Espero chegar até o próximo “Intervalo” até semana que vem.

A vida no solitário Word...

Obrigada pelo apoio, pessoal. Vocês são ótimos!

E mais uma semana do desafio maluco que eu e a Karen, do Eu, Papel e Palavras, nos enfiamos. A meta é terminar um livro até dia 31 de janeiro. Será que dá tempo antes que a gente pire de vez?

Não vou mentir pra vocês pessoal, está sendo difícil. Mas ao mesmo tempo muito positivo, pois estou aprendendo a respeitar meu rítmo e a criar o hábito de escrever todo dia. Desde semena passada, estou escrevendo de madrugada (que é uma hora boa por conta do silêncio e da ausência de distrações virtuais ou não) e escrevi todos os dias (exceto ontem, que foi ano novo).

Foram ao todo 5.427 palavras escritas entre segunda e sexta-feira e agora estou escrevendo o que eu chamo de “Intervalo”, que são escritos entre um capítulo e outro. Quando terminar, vou pro capítulo 10.

Semana passada postei pra vocês como é a história e sua protagonista, hoje vou postar um trecho que acho bem emblemático. Inclusive, arrisco dizer que é minha cena favorita do livro, que acontece na primeira parte.

– Está bem, está bem – murmurou Andrella suando frio de tanto medo. Não sabia como uma arma poderia machucar alguém sendo um pedaço de metal, mas achava que não seria muito bom descobrir.

– Ótimo – falou a mulher – então vamos começar. Você é Andrella apud Gabriela-Armed? – a garota não pôde deixar de notar um certo cinismo na voz da outra – responda!

– Sim – respondeu ela, tremendo – sou eu.

– Você mora com Argorio apud Luna-Stenka?

– S-sim.

– Quantos anos você tem?

– Q-quinze anos – gemeu a garota.

– Ótimo – exclamou a mulher baixando a arma – venha comigo se quiser viver.

Faltam 6 capítulos. Tem muita coisa pra acontecer ainda! Diria que escrevi dois terços do livro. Mas estou empolgada. Essa semana vai ter mais uma maratona de escrita da madrugada.

Ao infinito e além!!!

Ou pelo menos até 31 de janeiro…

30 dias to go…


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