Mundo de Coisas Minhas

Discografia e História: The Runaways PARTE 4: Live in Japan

Posted on: dezembro 4, 2011

E finalmente mais um post da sequência que conta a história e a discografia da banda estado-unidense The Runaways e nada mais apropriado do que voltar essa coluna com a parte mais memóravel da história da banda que é a turnê japonesa de 1977.

Lembrando que esse post é parte do projeto Born to Be a Runaways Fan e que as fontes que eu uso para contar essa história são depoimentos ligados às integrantes da banda. Para conferir o que aconteceu nos anos anteriores da banda, clique aqui, e dê uma checada na bibliografia!

Depois da gravação de Queens of Noise, a Mercury Records, então gravadora das Runaways, investiu pesado em marketing para o novo álbum e para a nova turnê. A campanha englobava a confecção de camisetas, outdoors pela cidade e uma nova turnê nacional que dessa vez foi feita de avião e não num carro apertado, o que demonstrava um aumento da popularidade e do arrendamento da banda, o que não significava, é claro, que as garotas estivessem recebendo algum dinheiro.

Cherie Currie em sua biografia conta que bandas como Cheap Trick e Tom Petty abriram shows das Runaways nessa turnê e que as rádios tocavam suas músicas. Mas Cherie conta ainda que essa foi uma época tensa entre as membros e que havia situações difíceis como lavar a roupar no banheiro do hotel, coisa que Lita ensinou. Antes disso, elas todas estavam vestindo a mesma camiseta suada  e nojenta e jeans sujos todas as noites.

Foi nessa turnê que a banda tocou mais uma vez no CBGB´s, a lendária casa de shows em Nova York. A primeira vez foi em agosto de 1976, e tem umas fotos bem legais dessa época aqui.

Logo depois da turnê nacional, surgiu a possibilidade de se fazer uma turnê no Japão. A banda liderava a importação de discos por lá, ficando atrás só dos Beatles e do Led Zeppelin para se ter uma idéia. “Cherry Bomb” foi hit nas rádios japoneses e a idéia de uma turnê de dois meses no verão de 1977 pareceu uma grande oportunidade para os produtores da banda e para a Mercury Records.

Mas ninguém esperava por isso.

Estrelas no Japão

O enorme sucesso da banda no Japão até hoje é motivo de especulação por parte de fãs e das próprias integrantes da banda, que, acostumadas aos maus tratos e humilhações nos Estados Unidos, foram surpreendidas com o tratamento de estrelas internacionais em Tóquio. Sobre a surpresa e a fama que foi a estadia japonesa, Joan Jett disse:

Nós éramos grandes, como os Beatles.Tudo foi muito inesprado. Ninguém nos disse que éramos bem consideradas lá. Nós passamos por um monte de merda nos Estados Unidos e um monte de merda na Inglaterra também. Apesar de que eles eram um pouquinho mais receptivios e um pouquinho mais compreensivos na Inglaterra, mas mesmo assim passamos um monte de merda. Mas quando chegamos ao Japão, era literalmente como se fôssemos os Beatles, mas eram as garotas que eram os fãs. Nos EUA e na Europa, a maioria era caras gritando “Tirem a roupa!”. No Japão, onde mulheres são realmente consideradas cidadãos de segunda classe, milhares de garotas estavam nos seguindo pela rua com escovas de cabelo dizendo “Escove seu cabelo”. Elas não queriam ser rudes e rancar seu cabelo, então elas te davam uma escova de modo que você poderia pentear o cabelo.

http://www.juicemagazine.com/JOANJETT.html

Pegar fios de cabelo como souvenir e serem perseguidas pela rua foram somados a presentes no hotel, flores nos quarto de hotéis cinco estrelas, jóias e quimonos de seda. Os shows eram lotados com uma plateía fanática e fiel que ficava em fila para ver suas ídolas ao vivo. O resultado foi um estouro nas rádios do Japão, a gravação de vídeos, entrevistas e performances na TV japonesa. São esses os primeiros vídeos que temos de The Runaways tocando ao vivo.

Vídeo produzido com a banda. O som é playback:

Vídeo do show ao vivo na TV:

É difícil entender o sucesso da banda no Japão, principalmente ao se pensar que a base de fãs era toda composta por mulheres, que tradicionalmente são reprimidas na sociedade japonesa. Entender porquê rock ´n´ roll nervoso com letras que falavam explicitamente sobre sexo cantadas por adolescentes em roupas insinuantes foi bem aceito pelos japoneses é um mistério pra mim. (Alguém por favor tem uma teoria interessante?) Imagino que o fato de The Runaways ser uma banda bem visual possa ter chamado a atenção dos japoneses e também as mulheres podem ter visto nessas garotas um espelho para seus próprios desejos de rebeldia. The Runaways, inclusive, inspirou a criação de uma banda de rock japonesa só com garotas, as GIRLS.

Cherie Currie: no centro da banda

A briga para ser o centro das atenções era uma das estratégias utilizadas por Kim Fowley e Scott Anderson a fim de fazer com que a banda ficasse sob o controle deles. Se bem que antes da turnê japonesa, Scott Anderson já tinha deixado de ser o gerente da banda e sua saída não é bem explicada. Cherie diz em sua biografia que provavelmente ele pediu um aumento e Kim Fowley negou. Mas a estratégia de segregação de Fowley continuava.

Cherie, por ser a vocalista, tinha mais atenção da mídia. Seu visual produzido e  o escândalo do corpete também ajudava em fazer dela o centro visual da banda. Mas isso não era visto com bom olhos pelas outras integrantes. Jackie, no documentário Edgeplay, diz que Cherie nas Runaways era a pessoa mais egoísta que já conhecera. Em sua biografia, Cherie diz que Jackie era insuportável porque sempre reclamava de tudo e condenava o abuso de álcool e drogas por parte das outras quatro. Mas é estranho porque Jackie afirma em seu blog que ela e Cherie normalmente se davam bem e na primeira versão da biografia de Cherie, “Neon Angel: The Cherie Currie Story” ela diz que Jackie era a pessoa mais sã e legal da época. Vai saber qual era verdade. Cherie é descrita sempre como uma drama queen mor que muda a versão dos fatos dependendo da época.

Cherie e Lita na turnê de 1976. Tensão eterna...

Mas parece ser verdade que ela se dava bem com Joan e com Sandy de maneira mais geral. Inclusive, em Edgeplay Cherie confessa que teve relações sexuais com as duas, mas que nunca foi nada sério, uma vez que só estavam “experimentado” com a questão da bissexualidade que ganhou destaque na época. Sandy não comentou nada sobre o fato, mas é verdade que a amizade entre Cherie e Sandy permaneceu após o fim das Runaways. Quanto a Joan, apesar de elas terem se afastado, a cena de sexo entre as duas está presente no filme The Runaways que foi produzido por Joan, então imagino que haja alguma verdade aí sim.

Mas uma coisa parece quase certa: Cherie não se dava bem com Lita. Em todas as versões, de todas as membros da banda, há relatos de brigas sérias entre Cherie e Lita que beiravam a agressão física. Em sua biografia, Cherie diz que normalmente era Sandy (a mais forte fisicamente da banda) que apartava as duas. E não era só uma questão de desagrado pessoal, Lita e Cherie eram diferentes em relação a quase tudo. Enquanto Cherie apreciava músicas mais melódias, Lita pendia pro heavy metal. Lita criticava os vocais de Cherie e suas composições e tinha muito ciúme da atenção recebida por ela. Isso porque, tecnicamente, Lita também recebia muita atenção devido a sua posição de destaque como guitarrista solo.

Foto do suposto "livreto da turnê" com as fotos sensuais de Cherie...

Mas a atenção delegada a Cherie na mídia japonesa (repare que ela é quem descaradamente mais aparece em TODOS os vídeos) explodiu com a banda toda quando, ao chegarem no quarto de hotel, a banda encontrou um livreto da turnê das Runaways contendo quase que exclusivamente fotos de Cherie. E pior, fotos sensuais de Cherie que foram tiradas antes que  banda fosse para o Japão e sem o conhecimento de ninguém.

Cherie, obviamente, disse que não sabia que as fotos teriam conotações tão sensuais (ahãm) e que pensou que todas da banda teriam suas foto solo. Mas a situação não ficou bem com o resto da banda, que achava que Cherie estava indo justamente na direção do que ninguém queria que era de posar de garota sexy para chamar a atenção. Na cabeça de Joan e Sandy, principalmente, aquilo era o que a banda menos precisava se quisesse ser levada a sério. A imprensa estado-unidense, principalmente, ainda colocava as Runaways como uma banda montada e projetada por Kim Fowley que não tinha talento nem vontade própria.

O clima ficou tenso, mas o glamour da turnê japonesa dispersou as más vibrações. E quanto a Cherie ela diz em sua autobiografia que começou um relacionamento com um cantor latino famoso da época que também estava em turnê no Japão (alguém sabe quem é?) e que eles chegaram a ficar noivas, mas a família dele proibiu o relacionamento.

Esse vídeo abaixo é composto de trechos de performances ao vivo da banda e uma breve entrevista com as integrantes. Interessante reparar a personalidade delas a cada comentário:

A turnê no Japão fez tanto sucesso que a banda gravou um álbum ao vivo que é a compilação de músicas de 7 shows diferentes mais tarde masterizadas e retocadas em estúdio. Live in Japan é considerado melhor álbum da banda e capta com muita precisão do que The Runaways é feito: energia pura.

Título: Live in Japan

Lançamento: 1977

Gravadora: Mercury Records/ Polygram

Produção: Kent J. Smythe e The Runaways

1. Queens of Noise (Bizeau): versão incrivelmente superior à de estúdio com Cherie cantando o primeiro verso e Joan e Jackie o segundo. Ao vivo a música ganhou mais força nas guitarras e mais energia. É essa a forma que se tornou mais conhecida entre os fãs e virou um clássico da banda.

2. California Paradise (Fowley/Jett/Krome/West): essa versão é tocada de forma mais rápida e com mais intensidade. A bateria de Sandy West está bem melhor do que na versão de estúdio, assim como como as guitarras de Joan e Lita, que ganharam mais destaque. E solo de Joan ao vivo, raridade!

3. All Right You Guys (Danielle Fay/Bob Willingham): essa música só possui essa versão e nunca foi gravada em estúdio. Gosto particularmente do baixo de Jackie na faixa e do modo que ele acompanha as guitarras. Um das melhores linhas de baixo de The Runaways, com certeza.

4. Wild Thing (Chip Taylor): com certeza o melhor de Sandy West, não só na bateria, mas nos vocais também. Destaque para o back de Joan (já perceberam como ela é uma ótima back?) e para as pegadas de guitarra. Essa música tem uma versão tocada por ninguém menos que Jimi Hendrix, então dizer que essa versão é sensacional não é qualquer coisa não.

5. Gettin´Hot (Fox/Ford): é uma música um tanto louca, que mexe bem com o lado mais pesado de Lita Ford. As guitarras são muito boas e só recentemente tivemos acesso à letra oficial da música, que está no blog de Jackie Fox, o Jackiefox.net. Os vocais de Cherie são muito bons também e bem intensos. O back fica por conta de Jackie. Essa música também não tem versão de estúdio.

6. Rock ´N´Roll (Lou Reed): Apesar de Joan ter gravado o vocal da versão de estúdio, foi Cherie quem sempre cantou a faixa ao vivo. No album ao vivo não foi diferente e devo dizer que a música fica melhor com Cherie cantando, fica mais enérgica, na minha opinião. Também é bacana ouvir Joan tentando levantar a galera. Um pouco imatura a iniciativa dela, mas ainda assim bem legal.

7. You Drive Me Wild (Jett): Joan interpreta essa música como ninguém e ao vivo a faixa ganha um balanço diferente do que teve na versão de estúdio, bem como um solo de guitarra. Os clássicos gemidos de Joan ficaram bem mais reais também.

8. Neon Angels on the Road to Ruin (Ford/Fowley/Fox): Se essa música já tinha um viés heavy metal na versão de estúdio, na versão ao vivo a influência é inegável. Lita arrasa na guitarra, principalmente no solo poderoso, e nos riffs super intensos. Cherie também não faz feio na música que talvez seja a mais difícil de cantar de todo o setlist das Runaways.

9. I Wanna Be Where the Boys Are (Fowley/Ronnie Lee): a letra dessa música ilustra muito bem o espírito da banda e Joan faz um vocal impecável acompanhado por um back de Lita (o primeiro oficialmente dela na banda). Mais uma música que nunca teve versão de estúdio, mas que sempre aparecia nas apresentações ao vivo.

10. Cherry Bomb (Fowley/Jett): com certeza o maior clássico as Runaways em sua melhor forma. Em apenas 2:12 Cherie consegue criar uma atmosfera super intensa. O coro de “Cherry Bomb!” feito por todas as Runaways também é bastante emblemático. O solo de Lita é inesquecível também.

11. American Nights (Anthony/Fowley): Considero essa a melhor faixa do álbum. Simplesmente porque traz o melhor de todas as integrantes de uma vez: vocais intensos, bateria ritmada, guitarras super sincronizadas, baixo marcante. E é impossível deixar passar a participação de Joan cantando no back e dando aqueles gritinhos de “aw” que se tornariam sua marca registrada.

12. C´mon (Jett): Faixa comum de ser tocada nos shows ao vivo, mas que ficou de fora da versão final de Queens of Noise. Cherie conta em sua biografia que quando foi retocar os vocais no estúdio, Lita lhe fez o primeiro elogio dizendo que seus vocais tinham ficado muito bons e que ela [Lita] tinha gostado.

A foto completa da capa e contracapa do álbum "Live in Japan"

A turnê seria encerrada com um grande show no Tokio Music Festival, ainda em junho de 1977, mas um acontecimento inesperado tornaria esse show inesquecível. E não por uma razão boa.

O baixo de Jackie Fox

Jackie tinha um baixo raro, um Thunderbird branco. De acordo com Cherie e a própria Jackie, ele fora um investimento da família de Jackie e esta tnha um carinho especial com a peça. Ela sempre pedia que os hodies tomassem cuidado com ele. Em Edgeplay, Jackie afirma que depois de uma passagem de som, recebeu a notícia de que seu baixo tinha caído do suporte e quebrado de um modo que não havia possibilidade de conserto. Mas ninguém sabia lhe explicar direito o que acontecera.

Cherie conta uma história bem diferente em sua biografia (inclusive com uma parte dramática em que Jackie a acusa de ter chutado o baixo de propósito), mas a versão dela bate com a de Jackie no seguinte ponto: o descaso e abuso de Kent Smythe.

Smythe era o único remanescente da equipe estado-unidense da banda na turnê no Japão (uma equipe japonesa havia sido contratada) e vivia às voltas com drogas. No Japão, onde conseguir drogas era um problema, Smythe andava sempre bêbado. Sua atitude era péssima para com a banda e as humilhações era constantes, mas as Runaways concordam que ele pegava mais pesado com Jackie.

Jackie fala abertamente sobre o assunto em Edgeplay e essa é uma das partes mais emocionantes do documentário. A ex-baixista narra, aos prantos, como se sentiu abandonada pela equipe da banda que sequer mostrou preocupação com o fato de seu baixo ter quebrado. Ela ainda conta que aquele foi o ápice de um desgaste emocional que já vinha aparecendo desde o início da banda: os abusos de Kim Fowley, a falta de dinheiro, o descaso da equipe, as acusações da imprensa, as brigas internas da banda.

Ela diz que já tinha pensado outras vezes em deixar a banda, mas que sempre ficava indecisava com o pensamento “E se essa banda realmente ficar famosa? Como vou ficar?”. E era isso que a segurava como uma Ruanway. Mas Jackie, reconhecida pelas outras integrantes como uma pessoa extremamente sensível, não usava drogas e ela disse em seu blog que o fato de estar sempre “limpa” tornava as coisas mais difíceis de lidar.

Sandy West, também em Edgeplay, diz que Jackie estava pressionada com a possibilidade de tocar no Tokio Music Festival e que não aguentou a pressão de estar numa banda no auge do sucesso. Mas pelo depoimento de Jackie, é possível perceber que a coisa era mais grave. Cherie conta (numa versão endossada por Jackie) que a colega estava arrasada com o problema do baixo e que se isolou. Cherie ficou preocupada e tentou ligar para o quarto de Jackie no hotel, mas não conseguiu falar com ela. Resolveu então ir lá pessoalmente, apenas para encontrar Kent Smythe bloqueando a porta. Cherie diz que teve que agredi-lo a fim de conseguir ir ver Jackie que estava completamente transtornada, chorando histérica, com uma garrafa de vidro quebrado os braços completamente ensaguentados.

A tentativa de suicídio fica implícita. Não fica claro o que aconteceu entre Jackie e Smythe. Jackie diz que foi o máximo que conseguia aguentar e deixou a banda no dia seguinte. Ela ainda acusa os produtores de descaso, pois teve que pegar um ônibus até o aeroporto, já que ninguém se prontificou a levá-la. Jackie termina se depoimento dizendo que foi a coisa mais corajosa que já fez em toda sua vida e que não se arrepende.

Jackie Fox, no entanto, teria seu nome para sempre marcado na história do rock ´n´roll como a baixista da formação clássica de The Runaways.

The Runaways sem Jackie Fox

A banda foi informada da saída de Jackie, uma vez que a própria já tinha ido, e teve que lidar com o fato de que seu maior show, o que aconteceria no Tokyo Music Festival, teria que ser feito sem Jackie.

Joan assumiu o baixo e é impressioante a falta que a guitarra base de Joan faz na música. Dêem uma conferida no vídeo da banda tocando sem Jackie:

Impossível não dizer que os ânimos não foram afetados.

Apesar de seu fim dramático, a turnê no Japão mostra The Runaways no seu auge e vários vídeos dessa época podem ser encontrados no Youtube. Vou postar os vídeos que posseum qualidade melhor:

Bibliografia adicional desse post

Datas das Turnês de The Runaways no Internet Archive

Essa foto foi uma das oficiais na turnê do Japão

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12 Respostas to "Discografia e História: The Runaways PARTE 4: Live in Japan"

Amo esses posts sobre The runaways, para mim é uma oportunidade de saber mais sobre essa banda maravilhosa, realmente por que eu acho difícil de encontrar informações de qualidade em portugues, e você escreve maravilhosamente bem sobre a banda.

Realmente, é muito difícil achar coisas sobre as Runaways em português. A maioria dos sites tem informações muito resumidas ou baseadas somente no filme, que a gente sabe que não contam a versão “de verdade”. O problema é que escrever esses posts dá trabalho (tenho que consultar muita coisa), mas acho que compensa no fim. Que bom que você gostou!!!

PORRA!

Era o caso de Jackie meter o baixo na cabeça do bosta de roadie drogado e esmagar os miolos dele.

Depois era só leiloar o instrumento e comprar um baixo novo.

Foda.

hahaha

Coitada da Jackie. Eu imagino que deve ter sido muito punk pra ela na época. Muita pressão.

Nossa, estou muito, mais muito feliz mesmo por ter encontrado uma fonte de informações como essa!
Realmente eu fiquei impressionada com os fatos sobre elas que eu nem imaginava.
Acho que como muitos outros fãs de Runaways aqui no Brasil, eu também conheci a banda pelo filme, pois pelo incrível que pareça, eu ouvia Joan desde pequena, mas não tinha conhecimento sobre as Runaways, até assistir o filme.
Mas acho que a história contada no filme, não me deixou muito convencida. Não entendi também por que a Jackie não aparece no filme. E tenho a impressão de que algumas coisas que acontecem no filme são fictícias. Então, fico satisfeita em encontrar esses documentários aqui. Pois os conteúdos biográficos das Runaways em português, a maioria é baseada apenas no filme.
Pois deve ser um trabalho muito difícil em trazer todas essas informações pra cá. Pois maior parte do conteúdo das Runaways na internet esta em Inglês. Então admiro essa grande força de vontade!
Essa sequência sobre a história da banda continua não é?
Mas enfim, muito obrigado!! Parabéns!! (:

Isabele,
Que bom que você ter gostado da série de posts! Dá um trabalhão conseguir compilar toda essa informação, mas vale muito a pena. Principalmente quando leio um comentário como este. Sim, os posts vão continuar, esse é um projeto que eu gosto muito.
Em relação ao filme The Runaways, realmente, a maioria das coisas que aparecem lá são fictícias. Eu sinceramente não entendi porque mudram tanto a história, uma vez que a história verdadeira já é emocionante o suficiente.
Espero te ver mais por aqui!!!

Então, acho que você disse algo assim em um outro post, que no Edgeplay a Joan se recusou em mostrar a “verdade” mas produziu uma ficção, que no caso é o filme The Runaways. Realmente isso é muito estranho!
Mas que bom que os posts vão continuar, estou adorando, e como já disse, admiro muito esse seu trabalho.
Pode ter certeza que eu estarei sempre aqui visitando o site, vendo as atualizações. Eu gostei, realmente!! Serei uma fiel seguidora (:

O caso é o seguinte: o filme “The Runaways” foi produzido por Joan Jett — que ODEIA Lita Ford (pelas divergências musicais que provocaram o fim da banda) e BOICOTOU o documentário “Edgeplay” — que foi produzido por Jackie Fox e Vicky Blue — que BOICOTARAM o filme como vingança, gerando um processo judicial movido por JJ contra Jackie Fox — aliás, a advogada de artistas Jacqueline Füchs — que venceu nos tribunais facilmente, é claro. Como dizem os japoneses: “Compricado, nô?”

Essa história é um samba. hahahaha Eu não sei se a Joan odeia a Lita pessoalmente, eu acho que o Kenny Laguna odeia. hahahaha Mas foi sacanagem a Joan não ter participado de Edgeplay, principalmente porque Vicki disse que a chamou várias vezes e que antes de lançar o filme foi lá mostrar pra ela e tudo. Vicki diz que Joan adorou e se emocionou mas que depois de uma conversinha com Laguna, magicamente mudou de opinião. Aí quando ela quis fazer o filme The Runaways foi essa confusão de processos… E tudo pra fazer um filme bem ruim, né?

Bota complicado nisso.

Nossa, ameei! =D
Estou ansiosa para as próximas postagem sobre as Runaways.
Quando sai?
meus parabéns.

Oi Gabi, estou preparando uma postagem pra essa semana mesmo sobre a saída da Cherie.
Espero te ver por aqui. 🙂

[…] E nada melhor do que passar o Carnaval com um pouquinho de bom e velho rock and roll, não? Então vamos pra sequência da história da banda estado-unidense The Runaways. E esse post vai abordar o conturbado período que se seguiu à turnê japonesa de 1977. […]

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