Mundo de Coisas Minhas

Archive for dezembro 2011

Seguindo o exemplo do ano passado, estou postando minha Lista de Livros Lidos em 2011. Sim, eu sei que o Skoob faz isso, mas sempre acho legal postar aqui no blog e ter um olhar mais distante do que realmente li esse ano.

Primeiramente, tenho que dizer que por conta da faculdade, acabo lendo muitos textos e livros teóricos. Bem, não os coloquei na lista. Só incluí mesmo romanes, livros de contos completos, peças de teatro, livros de auto-ajuda/saúde s e livros de ensaios completos. E no final, vai minha lista de releituras.

Acho que está na ordem de leitura. Acho.

Ah, os livros que foram resenhados são os links. Só clicar pra ler a resenha, okay?

Romances

  1. Feios, Scott Westerfield
  2. A Conspiração Franciscana, John Sack
  3. Perfeitos, Scott Westerfield
  4. The Tales of Beedle, the Bard, J.K.Rowling
  5. A Caçadora Vol.1: Sorriso de Vampiro, Vivianne Fair
  6. Harry Potter and the Sorcerer´s Stone (Special Anniversary Edition), J.K.Rowling
  7. Coração de Tinta, Cornelia Funke
  8. Guerras do Mundo Emerso Vol.1: A Seita dos Assassinos, Lícia Troisi
  9. Guerras do Mundo Emerso Vol.2: As Duas Guerreiras, Lícia Troisi
  10. Tambores de Angola, Robson Pinheiro por Ângelo Inácio
  11. A Escolha de Elphame, P. C. Cast
  12. As Crônicas de Gelo e Fogo Vol.1: A Guerra dos Tronos, G.R.R. Martin
  13. Neon Angel: A Memoir of a Runaway, Cherie Currie & Tony O´Neill [sem tradução no Brasil]
  14. Academia de Vampiros Vol.1: O Beijo das Sombras, Richelle Mead
  15. As Crônicas de Gelo e Fogo Vol.2: A Fúria dos Reis, G.R.R. Martin
  16. Looking For Alaska, John Green [Quem é você, Alasca?]
  17. The Hunger Games, Suzanne Collins [Jogos Vorazes]
  18. Cathing Fire, Suzanne Collins [Em Chamas]
  19. Mockingjay, Suzanne Collins [A Esperança]
  20. Academia de Vampiros Vol.2: Aura Negra, Richelle Mead
  21. Beautiful Creatures Vol.1: Dezesseis Luas, Kami Garcia & Margaret Stohl
  22. Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins
  23. An Abundance of Katherines, John Green [sem tradução no Brasil]
  24. As Sagas da Terra de Arnes: À Sombra do Cavaleiro Negro, Oberdan Lira

Livros de Contos

Moral Disorder, Margaret Atwood [sem tradução no Brasil]

Peças de Teatro

The Rover, Aphra Behn

Livros sobre saúde

Preservação da Saúde e Controle do Estresse, Michel Echenique Isasa

Livros de Ensaio

  1. Survival: A Thematic Guide to Canadian Literature, Margaret Atwood
  2. Second Words, Margaret Atwood
  3. Negotiating With the Dead: A Writer on Writing, Margaret Atwood

Releituras

  1. Oryx and Crake, Margaret Atwood [Oryx e Crake] Romance
  2. The Year of the Flood, Margaret Atwood [O Ano do Dilúvio] Romance
  3. The School for Scandal, Sheridan [sem tradução oficial] Peça de Teatro
  4. Lord of the Flies, William Golding [O Senhor das Moscas] Romance

Saldo total de livros lidos: 30 livros

Total de releituras: 4 livros

Ano passado foram 32 livros lidos e 13 releituras, mas não considero esse ano um retrocesso de modo algum. Fiquei praticamente 5 meses parada, só lendo livro teórico para escrever meu projeto de seleção pra pós-graduação. Li muita teoria. Quando finalmente terminei de estudar, pude me dedicar a ler o que eu queria, e olhando agora, percebi que li muita coisa que eu quis. Principalmente livro de fantasia/sobrenatural/ficção científica, que é o que realmente gosto.

Percebi também que escrever nos meus dois blogs, esse e o Livros de Fantasia, realmente me animam mais a ler e a organizar meus planos de leitura. Estou muito feliz com minha vida de blogueira séria que agora vai fazer dois anos. Eeeeeeeeeeeeh! Obrigada a todos vocês, meus leitores, pela confiança na hora de indicar livros! Vocês são muito especiais com certeza.

Desejo a vocês um ótimo 2012 com muitos livros e muito tempo para ler os livros que vocês mais querrem ler!

E lá se foi a segunda semana do Desafio Literário 2 que estou fazendo com a Karen, do blog Eu, Papel e Palavras que tem como objetivo terminar um livro até o dia 31 de janeiro.

Parece loucura? Bem, eu tenho certeza que é.

Para vocês terem uma ideia do que estou fazendo, aí vai algumas informações que não contém spoilers:

  • O livro é uma distopia, ou seja, é uma utopia que deu terrivelmente errado. Nela, uma cidade-estado auto-suficiente preza o desenvolvimento intelectual acima de qualquer coisa.
  • A protagonista é uma garota de 15 anos chamada Andrella. Ela mora com um tutor, que ela chama de tio, e vê seu mundo ser inteiramente destruído quando se torna um fracasso, ou seja, alguém que teve uma produtividade mediana na escola. E o pior é que ela nem sabe como isso aconteceu.
  • Essa história se passa num futuro nem tão distante assim e não tem cenário muito certo. A cidade-estado é roadeada por um deserto e pelas ruínas da antiga civilização humana.

Ainda não tenho nome oficial pra essa história, mas durante essa última semana fiz o resumão do que vai acontecer nos próximos capítulos. Atualmente estou no capítulo 8 e provavelmente essa história vai ter 16, ou seja, estou na metade.

Não era pra eu estar tão atrasada assim, mas hoje me deu a louca e resolvi inserir mais três capítulos na história (que originalmente tinha 13). Eu não estava satisfeita com o esqueleto original e agora estou, acho que esses três capítulos vão fazer uma diferença boa no andamento da história.

De escrita, escrita mesmo, fiz só míseras 133 palavras. Mas eu fiz um resumo bem detalhado e fui dando uma “engordada” nele o que achei extremamente positivo, então não estou me sentindo tão inútil assim.

E faltam 5 semanas pro final do desafio que se significa que tenho que escrever m ais ou menos um capítulo e meio por semana. Pelo menos. *desespero*

Já pensaram naquelas punições caso eu não consiga cumprir o desafio? Talvez seja melhor já tê-las prontas…  *limpando o ambiente com um galho de arruda*

Como prometi à Lany no post da enquete, duas músicas sairiam no Natal. Ontem foi “The Balad of Ron and Hermione” e hoje decidi postar “Hijacked”. As músicas “The Boy With the Bread”, “Girl on Fire” e “Hijacked” ficaram empatadas na enquete, então usei o critério da música que fiz primeiro. rs

“Hijacked” é uma música muito dramática e fica bem longe de uma baladinha. Fiz essa música logo depois de ler Mockinjay [A Esperança, no Brasil], que é o terceiro e último livro da série Jogos Vorazes. A música saiu muito rápido, fiz poucos ajustes e poucas mudanças na letra. Curiosamente, eu nunca escrevi a letra nem as notas, ela simplesmente não saía da minha cabeça. A idéia foi mesmo relatar a experiência do personagem Peeta Mellark, um dos principais da série. Quem já leu o livro provavelmente vai entender porque a música é meio “confusa”.

Link para download: http://www.4shared.com/mp3/bNMoZit9/Melissa_de_S_-_Hijacked.html

Hijacked

It´s darker than the dark

It´s pain beyond the pain

It´s about all the things that your parents were afraid but never told you about

Prisoners don´t have a name

Prisoners don´t have a soul

Prisoners / I don´t know / I must remember

Bring the Capitol down

And keep her alive

They don´t own me

Bring it down

Forget who I am

Forget all the tears that I have to cry

And all is colour and glitter

Illusion of the mind

The essence of the nightmares

What is this noise outside?

Who are these people here?

Who I am? What do I do? What I was supposed to be like?

I don´t really know

I don´t really am

All I have I have to remember

So bring the Capitol down

And keep her alive

They don´t own me

Bring her down

Forget who you are

Forget all the tears that you have to cry

And all is colour and glitter

Illusion of the mind

The essence of the nightmares

So bring the Mockingjay down

Don´t let her alive

You´re one of us now

Bring her down

(I love you)

Essa semana posto as outras músicas.

Comentem! 🙂

O resultado da enquete foi por “The Ballad of Ron and Hermione”. Acho que não tinha outro jeito, com tanto amigo R/H…

Bem, eu escrevi essa música em 2007, na mesma época que fiz as outras. Por algum motivo, nunca ficava satisfeita com a versão e decidi engavetar. Mas aí esse ano, no revival de Wizard Rock, decidi desenterrar a coitadinha e gravar uma versão nova e fresca, mas com a mesma letra e os mesmos acordes. Resolvi manter o clima baladinha mesmo, só com voz e violão, não fiz nem segunda voz. Estilo bem cru mesmo. Mas não estou 100% satisfeita, mas tudo bem. hahaha

Fiz essa música pensando no capítulo em que Ron deixa Harry e Hermione em Harry Potter and the Deathly Hallows. A idéia veio quando li que o Harry disse que a Hermione não tinha coragem de falar do assunto, mas que sempre chorava baixinho à noite.

Dedico essa música a todos que foram R/H desde o começo e até o final, principalmente aos companheiros lá no Not As a Last Resort. 🙂

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Link para download: http://www.4shared.com/mp3/VC5EYzhn/Melissa_Hogwarts_-The_Ballad_o.html

The Ballad of Ron and Hermione

I begged you to come back

But you left me alone in the rain

Now it´s just Harry and me

Things are not what they used be

Your place is still here

And Harry misses you

But certainly is not in the way I do

Why don´t you come back and say that you´re sorry?

Why don´t you come back so we can start our story?

You were the first boy who made me cry

But you were the first boy to save my life

Ron, I feel that half of me has gone away with you

I feel that you complete me

In a strange way but you do

Sometimes I think you´re still here

When I close my eyes you´re so near

A guy came from Bulgaria just to show I was a girl

And what I feel for you is so strong I hope you know

And come back

E como prometi à Lany nos comentários do último post, no Natal vai ter mais uma música. Mas vou ter que dar voto de Minerva porque elas ficaram empatadas! há!

Comentem! 🙂

Pessoas, não sei se todos sabem, mas eu de vez em quando faço algumas músicas. Em 2007, ano do lançamento de Harry Potter and the Deathly Hallows [Harry Potter e as Relíquias da Morte], fiz 3 Wizard Rock sobre o livro.

Que raios é Wizard Rock?

Wizard Rock (ou Wrock) são músicas baseadas no universo Harry Potter. A banda mais famosa de Wrock é Harry and the Potters (clique aqui pra ouvir uma música deles) e o lema é o Do It Yourself, ou seja, gravação caseira mesmo. Uma das características do Wrock são as músicas descontraídas, mas é possível encontrar músicas mais sérias também.

As três músicas gravadas naquela época ficaram dando sopa no meu My Space e são:

  • My Sweet Teddy Bear: foi a primeira que fiz e conta a cena do epílogo em que Teddy Lupin vai atrás de Victoire Weasley na estação pra dar um beijo nela. A música é contada do ponto de vista de uma Victoire apaixonada.
  • The Forest Again: Foi praticamente retirada do capítulo “The Forest Again” de HPDH em que Harry caminha lentamente para a morte enquanto pensa em todos aqueles que ficaram pra trás.
  • A Balada do Lobisomem e da Metamorfomaga: Única música em português da lista. É sobre o relacionamento complicado entre Tonks e Lupin. É sobre amores partidos.

Essa semana fiz um canal no Youtube pra organizar minha vida (e apesar da gravata vermelha da foto, eu sou Lufa).

E por que você está contando tudo isso?

Bem,o fato é que desde a malfadada cirurgia de apêndice, voltei a tocar violão. Comecei a fazer uns covers de The Runaways e depois a montar minhas próprias músicas de novo e dentre elas saíram um monte de Wizard Rock! Comecei a gravar e decidi que as músicas agora estão na versão final, prontas pra serem postadas.

E além de Wizard Rock, fiz algumas músicas baseadas na série The Hunger Games [Jogos Vorazes]. Fiquei empolgada e to enchendo o saco de todo mundo no Facebook já faz um mês. Então decidi que esse vai ser um presente de Natal pra mim mesma, postar as músicas no Youtube. Mas qual postar primeiro?

Pois é, decidi pedir ajuda a vocês! Votem na música que vocês querem ouvir!

Aí vão as opções:

The Ballad of Ron and Hermione

Ron vai embora em Deathly Hallows e Hermione fica triste numa baladinha sobre os sentimentos de Hermione.

Rock Like a Wizard

Um hino ao Wizard Rock num punk rock acústico (?)

 The Boy With the Bread

As coisas sobre Peeta Mellark, de Jogos Vorazes

 Girl on Fire

Sobre Katniss Everdeen, a garota em chamas, de Jogos Vorazes

Hijacked

Só um jeito de entender o que aconteceu com Peeta Mellark, de Jogos Vorazes, em Mockingjay

E aí, pessoal? Votem!

O resultado sai na sexta-feira junto com a música escolhida!

Depois das semanas que se seguiram do fim do Desafio Literário de Novembro, percebi que sou uma pessoa motivada a listas. Eu já desconfiava disso, só não levava a sério.

Qual o problema de ser movida a listas? Bem, significa que se eu não tiver uma meta, uma data final, uma deadline, ou seja, um desafio, eu não consigo produzir. E quando eu digo não consigo produzir, eu quero dizer que não consigo produzir. Tudo que escrevi até hoje tinha uma data de entrega (nem que ela fosse criada por mim mesma), então, bem, por que não usar isso a meu favor?

É por isso que criei junto com a Karen do blog Eu, Papel e Palavras o desafio mais louco das nossas vidas: terminar um livro até dia 31 de janeiro.

*trombetas ao fundo*

É uma viagem por mares nunca dantes navegados e nada melhor do que estar bem acompanhado, não? Isso porque a Karen, além de louca por escrita como eu, Sonserina com gana de desafio, é também uma escritora super talentosa (como assim vocês nunca leram nada dela? No blog dela tem contos/crônias/trechos sensacionais!).

E juntas vamos pro nosso novo Desafio Literário!

Escrevendo dia e noite…

Eu queria pensar que vou ficar assim...

Sem desculpas. Até terminar o livro, não importa quantas palavras sejam.

Porque eu sei que vou ficar tipo assim...

 REGRAS:

  1. Terminar de escrever um livro inteiro até o dia 31 de janeiro. Desenvolver todos os capítulos previstos e todas as ações necessárias. Revisão não conta.
  2. O número de palavras não importa, desde que  a obra esteja terminada até 31 de janeiro.
  3. Toda semana colocaremos o parecer nos nossos blogs contando como está o andamento do livro e atiçar um pouquinho a curiosidade de vocês sobre como é a história!

PUNIÇÃO:

Vocês escolhem! Isso mesmo. Vocês, leitores fiéis, escolherão qual a punição melhor pra mim e pra Karen caso a gente não consiga cumprir o desafio. Então usem a caixinha de comentários e dêem a sugestão de vocês que pode variar de tirar uma foto a estranha a cumprir uma tarefa. Faremos uma enquete com as opções no final da semana, então usem a imaginação de vocês para encontrar uma punição (tortura) pra nós duas!

Então vamos lá, dedos alongados, computadores ligados, novo documento do Word aberto, notinhas e post-its em postos, canetas que não funcionam abandonadas e…

Já!!!

Começamos!

Um livro leve, tranquilo, fofo, bonitinho e perfeito para uma leitura de férias. E aí, que tal colocar Anna e o Beijo Francês pra sua lista de livros até o fim do ano?

Esse livro é uma comédia romântica teen e enquanto lia eu ficava pensando “mas isso podia ser um filme e passar na Sessão da Tarde, e eu ia adorar!”. É o tipo de livro que deixa com a coração leve, acreditando no amor e gostando dos clichés, como toda comédia romântica faz. hahahaha Obviamente o livro conta a história de Anna, uma garota que se muda forçadamente para Paris e começa a estudar na School of America. Em meio ao drama de ter que aprender a falar francês e superar seus dramas familiares (o pai dela é tipo um autor de romance de banca e ela o detesta por isso), Anna conhece Étienne St. Clair, um americano/inglês/francês baixinho e super engraçado. Amor à primeira vista, claro. Mas ele tem namorada. Eita.

Só dizendo que esse é o tipo de livro que eu NUNCA compraria. Sério. O título e a capa provavelmente me bloqueariam para sempre. Só comecei a demonstrar interesse porque li essa resenha da Ily no blog Por Essas Páginas em que, além de dizer que o livro era ótimo (eu confio na Ily pra indicar livros porque ela normalmente sabe o que eu gosto ou não), ainda dizia que John Green estava recomendando o livro e, citando diretamente o post da Ily: “porque se você não pode confiar em John Green para indicação de bons livros YA, você não pode confiar em ninguém”.

Minha irmã comprou o livro mês passado e eu resolvi entrar na fila de espera pra ler. E posso dizer que li tudo em um dia. A história, apesar de seus clichés ou talvez  justamente por causa de seus clichés, prendeu minha atenção e eu ficava suspirando por conta da fofura que é Étienne e Anna (Amanda Pavani, se você estiver lendo isso, fique longe desse livro porque eu utilizei a tag “casais fofinhos” para defini-lo!!! hahahaha).

Várias cenas no livro me lembraram de situações da minha própria vida (não vou contaaaaaaaaaaaaar) ou da vida de amigas minhas. E isso contribuiu para que eu gostasse do livro, pois deu aquele tom real, não aquela coisa forçada que provavelmente não acontece com ninguém.

Só reclamo mesmo é da edição da Novo Conceito que foi simplesmente porca! As marcas de diálogos estavam super confusas (ficava difícil entender se a pessoa estava falando, pensando ou se era simplesmente a Anna/narradora descrevendo a ação!) e a tradução/revisão também não foi boa. Algumas vezes termos que eram apresentados em inglês depois voltavam em português e vice-versa. Algumas referências simplesmente não fazem sentido pra quem não entende inglês e nenhuma alternativa foi criada para resolver esse impasse. Num livro que tem um trecho falando explicitamente de aspectos téoricos da tradução, eu achei imperdoável.

De qualquer forma, se você gosta de comédia romântica, leia Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins, nas suas férias.

E finalmente mais um post da sequência que conta a história e a discografia da banda estado-unidense The Runaways e nada mais apropriado do que voltar essa coluna com a parte mais memóravel da história da banda que é a turnê japonesa de 1977.

Lembrando que esse post é parte do projeto Born to Be a Runaways Fan e que as fontes que eu uso para contar essa história são depoimentos ligados às integrantes da banda. Para conferir o que aconteceu nos anos anteriores da banda, clique aqui, e dê uma checada na bibliografia!

Depois da gravação de Queens of Noise, a Mercury Records, então gravadora das Runaways, investiu pesado em marketing para o novo álbum e para a nova turnê. A campanha englobava a confecção de camisetas, outdoors pela cidade e uma nova turnê nacional que dessa vez foi feita de avião e não num carro apertado, o que demonstrava um aumento da popularidade e do arrendamento da banda, o que não significava, é claro, que as garotas estivessem recebendo algum dinheiro.

Cherie Currie em sua biografia conta que bandas como Cheap Trick e Tom Petty abriram shows das Runaways nessa turnê e que as rádios tocavam suas músicas. Mas Cherie conta ainda que essa foi uma época tensa entre as membros e que havia situações difíceis como lavar a roupar no banheiro do hotel, coisa que Lita ensinou. Antes disso, elas todas estavam vestindo a mesma camiseta suada  e nojenta e jeans sujos todas as noites.

Foi nessa turnê que a banda tocou mais uma vez no CBGB´s, a lendária casa de shows em Nova York. A primeira vez foi em agosto de 1976, e tem umas fotos bem legais dessa época aqui.

Logo depois da turnê nacional, surgiu a possibilidade de se fazer uma turnê no Japão. A banda liderava a importação de discos por lá, ficando atrás só dos Beatles e do Led Zeppelin para se ter uma idéia. “Cherry Bomb” foi hit nas rádios japoneses e a idéia de uma turnê de dois meses no verão de 1977 pareceu uma grande oportunidade para os produtores da banda e para a Mercury Records.

Mas ninguém esperava por isso.

Estrelas no Japão

O enorme sucesso da banda no Japão até hoje é motivo de especulação por parte de fãs e das próprias integrantes da banda, que, acostumadas aos maus tratos e humilhações nos Estados Unidos, foram surpreendidas com o tratamento de estrelas internacionais em Tóquio. Sobre a surpresa e a fama que foi a estadia japonesa, Joan Jett disse:

Nós éramos grandes, como os Beatles.Tudo foi muito inesprado. Ninguém nos disse que éramos bem consideradas lá. Nós passamos por um monte de merda nos Estados Unidos e um monte de merda na Inglaterra também. Apesar de que eles eram um pouquinho mais receptivios e um pouquinho mais compreensivos na Inglaterra, mas mesmo assim passamos um monte de merda. Mas quando chegamos ao Japão, era literalmente como se fôssemos os Beatles, mas eram as garotas que eram os fãs. Nos EUA e na Europa, a maioria era caras gritando “Tirem a roupa!”. No Japão, onde mulheres são realmente consideradas cidadãos de segunda classe, milhares de garotas estavam nos seguindo pela rua com escovas de cabelo dizendo “Escove seu cabelo”. Elas não queriam ser rudes e rancar seu cabelo, então elas te davam uma escova de modo que você poderia pentear o cabelo.

http://www.juicemagazine.com/JOANJETT.html

Pegar fios de cabelo como souvenir e serem perseguidas pela rua foram somados a presentes no hotel, flores nos quarto de hotéis cinco estrelas, jóias e quimonos de seda. Os shows eram lotados com uma plateía fanática e fiel que ficava em fila para ver suas ídolas ao vivo. O resultado foi um estouro nas rádios do Japão, a gravação de vídeos, entrevistas e performances na TV japonesa. São esses os primeiros vídeos que temos de The Runaways tocando ao vivo.

Vídeo produzido com a banda. O som é playback:

Vídeo do show ao vivo na TV:

É difícil entender o sucesso da banda no Japão, principalmente ao se pensar que a base de fãs era toda composta por mulheres, que tradicionalmente são reprimidas na sociedade japonesa. Entender porquê rock ´n´ roll nervoso com letras que falavam explicitamente sobre sexo cantadas por adolescentes em roupas insinuantes foi bem aceito pelos japoneses é um mistério pra mim. (Alguém por favor tem uma teoria interessante?) Imagino que o fato de The Runaways ser uma banda bem visual possa ter chamado a atenção dos japoneses e também as mulheres podem ter visto nessas garotas um espelho para seus próprios desejos de rebeldia. The Runaways, inclusive, inspirou a criação de uma banda de rock japonesa só com garotas, as GIRLS.

Cherie Currie: no centro da banda

A briga para ser o centro das atenções era uma das estratégias utilizadas por Kim Fowley e Scott Anderson a fim de fazer com que a banda ficasse sob o controle deles. Se bem que antes da turnê japonesa, Scott Anderson já tinha deixado de ser o gerente da banda e sua saída não é bem explicada. Cherie diz em sua biografia que provavelmente ele pediu um aumento e Kim Fowley negou. Mas a estratégia de segregação de Fowley continuava.

Cherie, por ser a vocalista, tinha mais atenção da mídia. Seu visual produzido e  o escândalo do corpete também ajudava em fazer dela o centro visual da banda. Mas isso não era visto com bom olhos pelas outras integrantes. Jackie, no documentário Edgeplay, diz que Cherie nas Runaways era a pessoa mais egoísta que já conhecera. Em sua biografia, Cherie diz que Jackie era insuportável porque sempre reclamava de tudo e condenava o abuso de álcool e drogas por parte das outras quatro. Mas é estranho porque Jackie afirma em seu blog que ela e Cherie normalmente se davam bem e na primeira versão da biografia de Cherie, “Neon Angel: The Cherie Currie Story” ela diz que Jackie era a pessoa mais sã e legal da época. Vai saber qual era verdade. Cherie é descrita sempre como uma drama queen mor que muda a versão dos fatos dependendo da época.

Cherie e Lita na turnê de 1976. Tensão eterna...

Mas parece ser verdade que ela se dava bem com Joan e com Sandy de maneira mais geral. Inclusive, em Edgeplay Cherie confessa que teve relações sexuais com as duas, mas que nunca foi nada sério, uma vez que só estavam “experimentado” com a questão da bissexualidade que ganhou destaque na época. Sandy não comentou nada sobre o fato, mas é verdade que a amizade entre Cherie e Sandy permaneceu após o fim das Runaways. Quanto a Joan, apesar de elas terem se afastado, a cena de sexo entre as duas está presente no filme The Runaways que foi produzido por Joan, então imagino que haja alguma verdade aí sim.

Mas uma coisa parece quase certa: Cherie não se dava bem com Lita. Em todas as versões, de todas as membros da banda, há relatos de brigas sérias entre Cherie e Lita que beiravam a agressão física. Em sua biografia, Cherie diz que normalmente era Sandy (a mais forte fisicamente da banda) que apartava as duas. E não era só uma questão de desagrado pessoal, Lita e Cherie eram diferentes em relação a quase tudo. Enquanto Cherie apreciava músicas mais melódias, Lita pendia pro heavy metal. Lita criticava os vocais de Cherie e suas composições e tinha muito ciúme da atenção recebida por ela. Isso porque, tecnicamente, Lita também recebia muita atenção devido a sua posição de destaque como guitarrista solo.

Foto do suposto "livreto da turnê" com as fotos sensuais de Cherie...

Mas a atenção delegada a Cherie na mídia japonesa (repare que ela é quem descaradamente mais aparece em TODOS os vídeos) explodiu com a banda toda quando, ao chegarem no quarto de hotel, a banda encontrou um livreto da turnê das Runaways contendo quase que exclusivamente fotos de Cherie. E pior, fotos sensuais de Cherie que foram tiradas antes que  banda fosse para o Japão e sem o conhecimento de ninguém.

Cherie, obviamente, disse que não sabia que as fotos teriam conotações tão sensuais (ahãm) e que pensou que todas da banda teriam suas foto solo. Mas a situação não ficou bem com o resto da banda, que achava que Cherie estava indo justamente na direção do que ninguém queria que era de posar de garota sexy para chamar a atenção. Na cabeça de Joan e Sandy, principalmente, aquilo era o que a banda menos precisava se quisesse ser levada a sério. A imprensa estado-unidense, principalmente, ainda colocava as Runaways como uma banda montada e projetada por Kim Fowley que não tinha talento nem vontade própria.

O clima ficou tenso, mas o glamour da turnê japonesa dispersou as más vibrações. E quanto a Cherie ela diz em sua autobiografia que começou um relacionamento com um cantor latino famoso da época que também estava em turnê no Japão (alguém sabe quem é?) e que eles chegaram a ficar noivas, mas a família dele proibiu o relacionamento.

Esse vídeo abaixo é composto de trechos de performances ao vivo da banda e uma breve entrevista com as integrantes. Interessante reparar a personalidade delas a cada comentário:

A turnê no Japão fez tanto sucesso que a banda gravou um álbum ao vivo que é a compilação de músicas de 7 shows diferentes mais tarde masterizadas e retocadas em estúdio. Live in Japan é considerado melhor álbum da banda e capta com muita precisão do que The Runaways é feito: energia pura.

Título: Live in Japan

Lançamento: 1977

Gravadora: Mercury Records/ Polygram

Produção: Kent J. Smythe e The Runaways

1. Queens of Noise (Bizeau): versão incrivelmente superior à de estúdio com Cherie cantando o primeiro verso e Joan e Jackie o segundo. Ao vivo a música ganhou mais força nas guitarras e mais energia. É essa a forma que se tornou mais conhecida entre os fãs e virou um clássico da banda.

2. California Paradise (Fowley/Jett/Krome/West): essa versão é tocada de forma mais rápida e com mais intensidade. A bateria de Sandy West está bem melhor do que na versão de estúdio, assim como como as guitarras de Joan e Lita, que ganharam mais destaque. E solo de Joan ao vivo, raridade!

3. All Right You Guys (Danielle Fay/Bob Willingham): essa música só possui essa versão e nunca foi gravada em estúdio. Gosto particularmente do baixo de Jackie na faixa e do modo que ele acompanha as guitarras. Um das melhores linhas de baixo de The Runaways, com certeza.

4. Wild Thing (Chip Taylor): com certeza o melhor de Sandy West, não só na bateria, mas nos vocais também. Destaque para o back de Joan (já perceberam como ela é uma ótima back?) e para as pegadas de guitarra. Essa música tem uma versão tocada por ninguém menos que Jimi Hendrix, então dizer que essa versão é sensacional não é qualquer coisa não.

5. Gettin´Hot (Fox/Ford): é uma música um tanto louca, que mexe bem com o lado mais pesado de Lita Ford. As guitarras são muito boas e só recentemente tivemos acesso à letra oficial da música, que está no blog de Jackie Fox, o Jackiefox.net. Os vocais de Cherie são muito bons também e bem intensos. O back fica por conta de Jackie. Essa música também não tem versão de estúdio.

6. Rock ´N´Roll (Lou Reed): Apesar de Joan ter gravado o vocal da versão de estúdio, foi Cherie quem sempre cantou a faixa ao vivo. No album ao vivo não foi diferente e devo dizer que a música fica melhor com Cherie cantando, fica mais enérgica, na minha opinião. Também é bacana ouvir Joan tentando levantar a galera. Um pouco imatura a iniciativa dela, mas ainda assim bem legal.

7. You Drive Me Wild (Jett): Joan interpreta essa música como ninguém e ao vivo a faixa ganha um balanço diferente do que teve na versão de estúdio, bem como um solo de guitarra. Os clássicos gemidos de Joan ficaram bem mais reais também.

8. Neon Angels on the Road to Ruin (Ford/Fowley/Fox): Se essa música já tinha um viés heavy metal na versão de estúdio, na versão ao vivo a influência é inegável. Lita arrasa na guitarra, principalmente no solo poderoso, e nos riffs super intensos. Cherie também não faz feio na música que talvez seja a mais difícil de cantar de todo o setlist das Runaways.

9. I Wanna Be Where the Boys Are (Fowley/Ronnie Lee): a letra dessa música ilustra muito bem o espírito da banda e Joan faz um vocal impecável acompanhado por um back de Lita (o primeiro oficialmente dela na banda). Mais uma música que nunca teve versão de estúdio, mas que sempre aparecia nas apresentações ao vivo.

10. Cherry Bomb (Fowley/Jett): com certeza o maior clássico as Runaways em sua melhor forma. Em apenas 2:12 Cherie consegue criar uma atmosfera super intensa. O coro de “Cherry Bomb!” feito por todas as Runaways também é bastante emblemático. O solo de Lita é inesquecível também.

11. American Nights (Anthony/Fowley): Considero essa a melhor faixa do álbum. Simplesmente porque traz o melhor de todas as integrantes de uma vez: vocais intensos, bateria ritmada, guitarras super sincronizadas, baixo marcante. E é impossível deixar passar a participação de Joan cantando no back e dando aqueles gritinhos de “aw” que se tornariam sua marca registrada.

12. C´mon (Jett): Faixa comum de ser tocada nos shows ao vivo, mas que ficou de fora da versão final de Queens of Noise. Cherie conta em sua biografia que quando foi retocar os vocais no estúdio, Lita lhe fez o primeiro elogio dizendo que seus vocais tinham ficado muito bons e que ela [Lita] tinha gostado.

A foto completa da capa e contracapa do álbum "Live in Japan"

A turnê seria encerrada com um grande show no Tokio Music Festival, ainda em junho de 1977, mas um acontecimento inesperado tornaria esse show inesquecível. E não por uma razão boa.

O baixo de Jackie Fox

Jackie tinha um baixo raro, um Thunderbird branco. De acordo com Cherie e a própria Jackie, ele fora um investimento da família de Jackie e esta tnha um carinho especial com a peça. Ela sempre pedia que os hodies tomassem cuidado com ele. Em Edgeplay, Jackie afirma que depois de uma passagem de som, recebeu a notícia de que seu baixo tinha caído do suporte e quebrado de um modo que não havia possibilidade de conserto. Mas ninguém sabia lhe explicar direito o que acontecera.

Cherie conta uma história bem diferente em sua biografia (inclusive com uma parte dramática em que Jackie a acusa de ter chutado o baixo de propósito), mas a versão dela bate com a de Jackie no seguinte ponto: o descaso e abuso de Kent Smythe.

Smythe era o único remanescente da equipe estado-unidense da banda na turnê no Japão (uma equipe japonesa havia sido contratada) e vivia às voltas com drogas. No Japão, onde conseguir drogas era um problema, Smythe andava sempre bêbado. Sua atitude era péssima para com a banda e as humilhações era constantes, mas as Runaways concordam que ele pegava mais pesado com Jackie.

Jackie fala abertamente sobre o assunto em Edgeplay e essa é uma das partes mais emocionantes do documentário. A ex-baixista narra, aos prantos, como se sentiu abandonada pela equipe da banda que sequer mostrou preocupação com o fato de seu baixo ter quebrado. Ela ainda conta que aquele foi o ápice de um desgaste emocional que já vinha aparecendo desde o início da banda: os abusos de Kim Fowley, a falta de dinheiro, o descaso da equipe, as acusações da imprensa, as brigas internas da banda.

Ela diz que já tinha pensado outras vezes em deixar a banda, mas que sempre ficava indecisava com o pensamento “E se essa banda realmente ficar famosa? Como vou ficar?”. E era isso que a segurava como uma Ruanway. Mas Jackie, reconhecida pelas outras integrantes como uma pessoa extremamente sensível, não usava drogas e ela disse em seu blog que o fato de estar sempre “limpa” tornava as coisas mais difíceis de lidar.

Sandy West, também em Edgeplay, diz que Jackie estava pressionada com a possibilidade de tocar no Tokio Music Festival e que não aguentou a pressão de estar numa banda no auge do sucesso. Mas pelo depoimento de Jackie, é possível perceber que a coisa era mais grave. Cherie conta (numa versão endossada por Jackie) que a colega estava arrasada com o problema do baixo e que se isolou. Cherie ficou preocupada e tentou ligar para o quarto de Jackie no hotel, mas não conseguiu falar com ela. Resolveu então ir lá pessoalmente, apenas para encontrar Kent Smythe bloqueando a porta. Cherie diz que teve que agredi-lo a fim de conseguir ir ver Jackie que estava completamente transtornada, chorando histérica, com uma garrafa de vidro quebrado os braços completamente ensaguentados.

A tentativa de suicídio fica implícita. Não fica claro o que aconteceu entre Jackie e Smythe. Jackie diz que foi o máximo que conseguia aguentar e deixou a banda no dia seguinte. Ela ainda acusa os produtores de descaso, pois teve que pegar um ônibus até o aeroporto, já que ninguém se prontificou a levá-la. Jackie termina se depoimento dizendo que foi a coisa mais corajosa que já fez em toda sua vida e que não se arrepende.

Jackie Fox, no entanto, teria seu nome para sempre marcado na história do rock ´n´roll como a baixista da formação clássica de The Runaways.

The Runaways sem Jackie Fox

A banda foi informada da saída de Jackie, uma vez que a própria já tinha ido, e teve que lidar com o fato de que seu maior show, o que aconteceria no Tokyo Music Festival, teria que ser feito sem Jackie.

Joan assumiu o baixo e é impressioante a falta que a guitarra base de Joan faz na música. Dêem uma conferida no vídeo da banda tocando sem Jackie:

Impossível não dizer que os ânimos não foram afetados.

Apesar de seu fim dramático, a turnê no Japão mostra The Runaways no seu auge e vários vídeos dessa época podem ser encontrados no Youtube. Vou postar os vídeos que posseum qualidade melhor:

Bibliografia adicional desse post

Datas das Turnês de The Runaways no Internet Archive

Essa foto foi uma das oficiais na turnê do Japão

E o desafio literário chega ao fim. Foram três semanas e a proposta insana de escrever 10.000 palavras e tentar criar alguma disciplina. Comecei dia 9 de novembro e tive como data-limite o dia 30 de novembro. E quer saber, foi uma insanidade! hahahaha

Semana passada cheguei à conclusão que estava atrasada. Com pouco mais de 4000 palavras escritas eu tinha uma semana para escrever as quase 6000 restantes!

Nem precisa falar que foi desespero total. E eu tive que arrumar um jeito de cumprir o desafio. Eu PRECISAVA cumprir essa desafio pra provar a mim mesma que sim, é possível continuar escrevendo mesmo em meio à uma vida com trabalho, estudo, amigo, família, namorado, músicas e só sei lá mais o quê que uso como desculpa pra dizer não dá tempo pra escrever.

E a coisa andou assim:

24/11 – Escrevi 937 palavras de FICÇÃO CIENTÍFICA. (perceberam que eu só escrevo isso, né?)

25/11 – Nadinha.

Aí bateu uma sensação e resolvi que no sábado, dia 26, que precisava fazer alguma coisa. E foi aí que meu lado Sonserino entrou em ação.

*Slytherin mode on*

Isso é completamente desprezível. Como é que vocês desejam cozinhar a fama e engarrafar a glória se não conseguem cumprir um desafio mísero? Vão fazer o que agora, ir chorar como os bebês chorões que são?

Slytherin Mel: Pronto, pronto. Cheguei, galera. Vamos colocar ordem nessa porcaria.

Melissa cética: Olha, não dá mais tempo, querida. A gente fez o que podia, mas falhou.

*Melissa feliz chora num cantinho*

Slytherin Mel: O que?????????? Vocês vão aceitar perder assim????????? NO WAY!!!!!!! Nós vamos montar um esquema aqui e ganhar esse desafio. Melissa-cética, você vai dividir o número de palavras que faltam pelo número de dias restantes e vai supervisionar de perto a produção dessa porcaria. Como boas Lufas que são, vocês não vão trapacear, mas eu quero algo de qualidade e digno! Melissa-feliz, você vai dar o incentivo necessário a essa tarefa e controlar o pensamento musical do momento, minha filha, que não é hora disso não! Eu quero que você sinta o calor do deserto das cenas de FICÇÃO CIENTÍFICA, quero que escreva como nunca escreveu. Eu quero sofrimento, drama, dor, desespero, eu quero sentir aquelas duas mulheres andando no deserto como se elas estivessem na minha sala de estar!!!!!!!!!!!!!!

* Melissa-cética e Melissa-feliz vão correndo desesperadas enquanto Slytherin Mel supervisiona o trabalho *

Slytherin Mel: Esses fragmentos do diário estão um lixo, reescreve esse troço, galera!

26/11 – 909 palavras

Melissa Feliz: Poxa, mas rolou a reescrita de um fragmento inteiro…

Melissa Cética: Pára de reclamar, que a doida vai acabar ouvindo.

Slytherin Mel: Eu já ouvi!!!!!!!!!!!!!

27/11 – nope.

28/11 – 1713 de FICÇÃO CIENTÍFICA.

29/11 – 880 palavras de FICÇÃO CIENTÍFICA.

E finalmente chegou dia 30, o último dia. Faltavam ainda 1365 palavras para que o desafio fosse cumprido. E além dele, uma pilha de provas e meu último trabalho de graduação me encaravam.

Slytherin Mel: Poxa galera, eu fiz tudo que podia aí… Que coisa mais sacal. *Slytherin mode off*

Melissa Cética: Eu sabia que a gente não ia conseguir…

Melissa Feliz: Poxa, gente,  não desanima não. Ainda temos *olha no relógio* três horas pra terminar!

Melissa Cética: Uau! *ironia on*

Melissa Feliz: E eu sei exatamente o que a gente precisa.

Melissa Cético: Que o espírito de um falecido escritor de ficção científica baixe aqui? *ironia ainda on*

Melissa Feliz: Não… de uma coisa bem melhor…

Três horas?????? Três horas dá pra fazer muita coisa, gente. Sério. Vamos pensar juntos. É ficção científica. Duas mulheres no deserto. À noite. Huum... O que pode acontecer depois de uma grande cena de ação? Vamos lá! Juntem as cabeças e pensem!

*Hufflepuff monde on*

30/11, quase uma hora da manhã – 1402 palavras de FICÇÃO CIENTÍFICA.

Saldo parcial: 5841 palavras

Saldo total: 10034 palavras!!!!

Desafio cumpridooooooooooooooooooooooooooooooooo!

Yeah oh yeah oh yeaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! *Joan Jett style*

Aham aham aham

uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuh!

*Hufflepuff mode off*

Estou muito feliz de ter cumprido essa desafio. Não só pelo prazer de cumpri-lo (adoro desafios, adoro listas de coisas pra fazer), mas de pensar que avancei muito em FICÇÃO CIENTÍFICA e avancei numa parte difícil da história, um momento daqueles mais denso e até meio paradão, mas que é necessário antes de grandes revelações e acontecimentos. Com certeza fiquei bem mais empolgada com essa história agora e consigo visualizá-la com mais clareza.

Mas fiquei decepcionada porque não consigui ter disciplina para escrever todos os dias. Por isso, apesar de não postar mais resultados aqui, vou me forçar pra manter a meta de 500 palavras por dia. Quero terminar FICÇÃO CIENTÍFICA no mês que vem!

Melissa Cética: E lá vem mais trabalho…

Melissa Feliz: Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh! Vai ser LEGAL! A gente chamar o Cedric e o Snape de novo?

Melissa Cética: Pervertida!

Obrigada  todos que deram apoio e acompanharam esse desafio, espero que vocês possam ler FICÇÃO CIENTÍFICA dentro de alguns meses. Ah, e não deixem de conferir a Ily e a Kakazinha em seus respectivos desafios também.

*saltinhos de alegria*

 


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