Mundo de Coisas Minhas

Archive for abril 2011

Quando penso que nada mais no mundo pode me assustar, acontece uma coisa que abala toda a minha já precária estrutura. Depois de descobrir que Plutão não é mais um planeta, hoje me deparo com esse vídeo aí abaixo que até agora eu não consigo explicar: Joan Jett no programa da Oprah cantando com Miley Cyrus!!!!!!!!!!!

COMO ASSIM? WHAT THE HELL?

Resumindo a mini-apresentação do vídeo pra quem não sabe inglês, Joan Jett é a rocker queen de todos os tempos.  Facilmente identificada pelo cabelo super preto curto, os olhos marcados, a guitarra três acordes nervosa e a voz cortada, sempre no limite. Famosa pelo hit #1 “I love rock and roll” e por ser, bem, por ser a mulher mais autêntica e famosa do rock. Depois de Suzi Quatro, é a grande abridora de portas das mulheres do rock, um mundo assustadoramente e paradoxalmente machista. Aos 52 anos, Jett ainda faz shows e levanta multidões.

Já Miley Cyrus, bem… Miley Cyrus é filha de produtor e músico famoso e começou sua carreira no Disney Channel ficando famosa por fazer o papel de ninguém mais ninguém menos que… Hannah Montana. Recentemente Miley entrou numa empreitada para ser considerada “adulta” e se desvincular da imagem infantil do seriado. Para isso ela tentou cantar música country (que não colou), depois apelou para o sexy approach (que não pegou) e recentemente para o rock (que não rolou). No último rock em Rio ela fez três covers de músicas de Jett. E ela errou a letra das três. Sinceramente, duvido que ela seja “Jett´s biggest fan”. Fala sério.

Como é que essas duas podem estar cantando juntas? Eu juro que não consigo entender. Joan, você finalmente caducou ou a Oprah é tão influente assim? Sinceramente, tô chocada. Sem palavras.

Assistir as duas juntas é no mínimo bizarro. Miley fica parada igual uma estátua no palco, baixando a cabeça, tentando fazer uma pose rocker.  E o right and fro é tão duro que parece que ela vai vomitar. Observem especialmente 1:30. Dizer que a voz dela não cai bem pra rock é desnecessário. Não que ela não cante bem, Miley é afinada, mas pra cantar “I don´t give a damn to my bad reputation” a pessoa precisa demonstrar algum sentimento, no mínimo uma revoltinha leve. A roupa preta não convenceu também nem o cabelo super produzido que ela parecia estar bem receosa em balançar. Já Joan está com uma cara estranha e fica se esquivando de Miley. Ela até que tentou se aproximar da garota pra fazer uma fita, mas depois de quase levar uma cabeçada, desistiu (2:45). A apresentação não teve clima algum, as duas mal chegavam perto uma da outra e vale lembrar o olhar entediado de Joan em 2:55. A pegada clássica guitarrista com vocalista do rock não rolou, e mesmo com Miley tentando algumas investidas, Joan fingiu que não viu (3:25).

Miley se saiu melhor com “I hate myself for loving you”, talvez por ser uma música mais melódica. Nessa hora Joan até chegou perto dela. rs  A pior foi “Cherry Bomb”. Gente, “Cherry Bomb” exige força pra cantar, é um grito de guerra. Não é a toa que a música se chama  Cherry Bomb não Cherry Pie.

A veterana arranca os maiores aplausos da platéia e não é por menos. A mulher tem 35 anos de rock e mesmo que essa performance tenha sido meio morta, ainda foi legal. Já Miley… tadinha. Tentou forçar a voz, tentou balançar a cabeça, tentou de tudo. Mas ficou parecendo um esfregão, virando a cabeça de um lado pro outro.

A entrevista da Oprah no final foi sem sal. E alguém reparou que Joan e Miley não se abraçaram depois? Nem sequer vibraram? Que climão, hein? Mas pelo menos o vídeo vale por mais uma das frases de impacto de Joan “pushing back the pushing back” e pelo sorriso em 6:36.

Sinceramente, não entendi quais foram as forças do universo que conspiraram para essas duas estarem no mesmo palco, mas não quero ver essas forças em ação tão cedo.  Qual vai ser a próxima? J.K.Rowling e Stephanie Meyer num livro de contos?

*arrepios*

Antes tivesse colocado a Joan com a Avril Lavigne, que por sinal tem um cover muito bom de Bad Reputation. E eu to falando sério.

Vai aí o vídeo original de Bad Reputation.

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Esse mês o Mundo de Coisas Minhas completa um ano de existência e entra para o hall do blog mais duradouro que já fiz. Inclusive entra para as estatística dos blogs bem sucedidos, ou seja, aqueles que atravessaram o primeiro aninho. Para comemorar essa data feliz, eu tinha posts super bacanas planejados. Foi então que ao meio dia do dia 3 de abril começo a sentir uma dor esquisita no estômago. E ela vai piorando, e piorando, e piorando… até que sou levada praticamente carregada pro hospital e fico lá esperando umas três horas até que eles me dizem: “Então, moça, é o seu apêndice”.

O apêndice é uma coisinha teimosa que a evolução vem tentando tirar já faz um tempo, mas não consegue.

O apêndice é um tubo vermiforme que parte da primeira parte do intestino grosso e que se situa na região  inferior direita do abdômen.
Os seres humanos e os macacos são os únicos seres vivos que possuem apêndice. Não se sabe ao certo qual função exerce. Porém, sabemos que ele possui grande quantidade de tecido linfóide, importante para atuar como defesa contra infecções locais.

Por motivos ainda pouco conhecidos, o apêndice pode infeccionar, principalmente nas crianças, adolescentes e adultos jovens. Este quadro infeccioso é conhecido como apendicite. Os sintomas são: dores e câimbras na região situada entre o lado direito da bacia e umbigo, febre, náuseas, vômitos, constipação intestinal e diarréia.

http://www.todabiologia.com

Bem, eles não dizem que dói feito o diabo!!!! Além disso, os médicos não estão nem aí. Começam a te cutucar pergutando “Tá doendo aqui?” aí você diz “tá”, aí eles apertam mais e dizem “E agora?”, aí você diz “tá muito” e eles apertam mais: “E agora?” e você, morrendo, grita: “P*** M****” e os médicos sorriem: “Você tá com suspeita de apêndice”.

Além disso tem o papo da “cirurgia muito simples” que só vai tirar o seu apêndice através de uma sonda com vídeo e sei lá o quê pelo seu umbigo. ho ho. “A cicatriz é tão pequena que você ainda vai poder usar biquini”. Eu fiquei olhando pro residente com uma cara de “Pelo amor de Deus, me dá um remédio pra dor que eu já estou aqui a três horas!!!!!!!!!!!” mas ele estava mais preocupado com minhas idas ao clube. Médicos são muito estranhos.

E eu me vi dois dias no hospial, morrendo de fome (por que temos que fazer jejum?????????????? Eu só queria um pedaço de pão, pelamor!), dormindo o tempo todo e falando coisas incoerentes depois da anestesia. Anestesia geral é uma coisa muito estranha. Na verdade o bloco cirúrgico é um lugar estranho. Os médicos fazendo piada, falando de futebol, o anestesista reclamando que tinha saído de casa, que saco!, pra uma cirurgia de emergência. E eu lá (com um enfermeiro estranho me amarrando na maca) com aquela cara de “E eu, galera? Foi mal mas eu to morrendo aqui”. Mas aí num instante você está examinando as lâmpadas da mesa de cirurgia se lembrando de todos os episódios de House que deram errado e ao mesmo tempo rezando que nem doido, e as luzes começam a ficar estranhas e você pensa: “Que porcaria, tô drogada” e num segundo depois você acorda com uma lezeira infernal com o umbigo doendo que nem o diabo e dizendo “Eu te amo” pra todos os seus familiares. Surreal.

15 dias de atestado médico. E não, não foi legal. Na primeira semana não conseguia ficar sentada mais de 10 minutos, só dormia de barriga pra cima. Que pooooooooooorre. E quando chega o sábado seguinte tenho que mudar de casa e como tudo ruim só pode piorar, não tinha internet pra onde eu me mudei! *tiro na cabeça* Justo no momento em que eu já conseguia ficar na frente do computador… e eu ficava olhando aquela barrinha de conexão perto do relógio… Sem conexão.

“Meu mundo caiu…”

Ficar sem internet é uma coisa chocante. Sei lá. Ficar sem olhar e-mail (e se alguma coisa importante chegou?), sem postar no blog (mesmo tendo 394839483 milhões de idéias) e o 30 Day Challenge Song no Facebook??????? Aaaaaaaaaah! E olha que eu já passei da minha fase tenho-15-anos-fico-sete-horas-direto-todo-dia-online, praticamente não entro no MSN. Como não tenho muita paciência pra jornal na TV, não sabia o que tava rolando no mundo. Que sensação de ansiedade.

Mas… (tudo tem um mas) o tempo online foi gasto num número absurdo de outras atividades o que me fez ficar bem assustada:

  • li quatro livros (!!!)
  • escrevi mais de 10 páginas de uma história que tava parada tinha séculos
  • voltei a tocar violão
  • aprendi a tocar 6 músicas no violão pegando de ouvido
  • compus uma música
  • revisei meu livro
  • ouvi todos os albuns das Runaways e aprendi a cantar as letras certas
  • gravei dois videos comigo tocando
  • escrevi 4 resenhas sobre os 4 livros lidos
  • pesquisei coisas em, olha só que coisa, livros!
  • aprendi a mexer nas configurações do meu celular
  • assisti o filme The Runaways com os comentários em audio da Joan Jett (e nada mais hilário que ouvi-la dizer “Eu nunca usei couro preto. Não sei porque eles insistiram nessa de couro preto” rs)

Lembrando que tudo isso foi feito num pós-operatório, ou seja, eu estava debilitada, com dores e tinha que ficar interrompendo as atividades toda hora pra tomar um analgésico e/ou deitar. Imagina o que eu não teria feito se estivesse 100%?????????? Dominação mundial? Brincadeira.

Será que a internet é responsável por um ócio criativo? *pausa dramática*

Mas quando os caras da Net apareceram, meu coração pulou! Não tem jeito, sou dependente de internet. E inclusive é graças a ela que descobri que um cara na Duke University defende que o apêndice é na verdade um reservatório de bactérias positivas que fortalecem o sistema imunológico. E bem, tadinho do meu sistema imunológico, pode ter sofrido uma baixa e tanto.


ENQUETE!

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