Mundo de Coisas Minhas

Archive for março 2011

Então, vamos começar do começo. E esse começo vem de uma idéia antiga para um post complicado sobre essa questão básica de “O que significa ser mulher? O que é expressar feminilidade?”. É o tipo de pergunta que não tem uma resposta pronta, direta. É o tipo de coisa que a gente pode divagar, discutir, pensar junto. Acredito que não possa ser respondido. E isso só daria um post – dando continuidade ao post da Sandy – enorme . Enorme mas talvez que as pessoas não fossem achar interessante porque seria longo e meio repetitivo. O que me leva à questão da verdade, que até comecei a questionar no post sobre o Carnaval, mas que também daria uma discussão longa e repetitiva. Me veio então a idéia de outro post sobre The Runaways que também seria longo e cansativo. A solução? Juntar os três temas numa coisa só.

Estudar crítica feminina abriu a minha cabeça, sério. Sempre tive um grande preconceito contra a crítica literária feminista, grande parte devido a interpretações errôneas e aulas fuleiras sobre literatura americana do século XX. Na minha concepção feminismo era uma coisa ultra radical, meio forçada, idealista, beirando o sem noção. No entanto, pesquisando Margaret Atwood fui forçada a ler crícia feminista e meu primeiro contato foi com Sandra Gilbert e Susan Gubar na edição mais recente da Northon Anthology of Literature by Women [Antologia Northon de Literatura Feminina, em tradução livre], uma tora de dois volumes com mais de duas mil páginas! Confesso que comecei a ler a introdução com o pé atrás, mas logo no primeiro capítulo, sobre os primeiros textos escritos por mulheres na Idade Média, meu mundo mudou. Devorei os textos teóricos numa rapidez incrível. Tomei total consciência de toda a luta das mulheres nos últimos séculos e constatei  com comprovações teóricas o que já tinha percebido intuitivamente ao longo dos anos: que ser mulher é uma construção.

Eu recomendo a todos aqueles que tenham qualquer interesse em estudar construção do imaginário (seja ele de raça, gênero, classe social) a leitura dos textos teóricos dessa antologia e/ou o livro A Madwoman in the Attic, das autoras acima mencionadas. É um panorama muito bem pesquisado e muito bem escrito (ou seja, rende uma leitura prazerosa) que mostra de século em século a construção da sociedade em torno do que é considerado, hoje, uma mulher e consequentemente, o que cabe a ela fazer ou não fazer.

A coisa parece bem óbvia, mas o buraco é mais embaixo. Grande parte do que li, já tinha percebido pelas idas e vindas da vida, mas confesso que fiquei muito mais atenta a questões mais sutis. O discurso sobre a mulher tem sido contestado de uma maneira mais, digamos, universal a pouco mais de um século e algumas construções ficam na nossa cabeça sem que a gente perceba. Por exemplo, a famosa frase “Mas uma mulher fazendo isso.!..” ou aquele comentário maldoso “Se fosse homem, até que vai, mas mulher…”. Claro que temos que tomar cuidado para não cair em radicalismos e sair por aí com a bandeira que mulheres são melhores que homens e que os homens que se explodam. A questão não é superação, é igualdade. O que me leva a The Runaways.

The Runaways é meu novo vício. Sou uma pessoa extremamente passional e quando cismo com uma coisa, não largo. Então nas últimas semanas tenho dedicado meu pouco tempo livre a pesquisar a história da primeira banda de rock só de garotas. Pesquisei em tudo quanto é lugar. Wikipedia, blogs obscuros, Youtube, sites de música, blogs de ex-integrantes da banda, e-books, entrevistas, documentários. E o que encontrei? Bem, resistência. É impressionante. Cinco garotas cantando rock incomoda muita gente, mas cinco garotas cantando rock falando de sexo e festa incomoda muito mais.

Incomoda até os marmanjos que falam de sexo e festa.

Cara, eu gostei MUITO da banda. Gostei do som, gostei da interpretação. Achei forte, mexeu comigo. E é isso que procuro em música, em arte em geral, coisas que mexem comigo, que me fazem sentir alguma coisa. Foi uma banda montada? Foi. Mas foi uma banda fake? Hum não. Na minha opinião o que elas fizeram foi genuíno, chega a ser imaturo em algumas partes, mas foi algo delas. Um modo de se expressar num mundo turbulento que simplesmente aceitava que garotas ficassem em portas de show pra transar com os caras da banda, mas não aceitava que as garotas fossem a banda.

The Runaways nunca foi sucesso nos Estados Unidos, apesar de ter sido uma banda considerada na Europa e uma febre no Japão (com direito a album ao vivo gravado por lá, meu favorito por sinal, Live in Japan). Engraçado o comentário de Jackie Fox, ex-baixista, em seu extinto site: The Runaways era revolucionário demais para o público masculino conservador mas era sexy demais para as feministas radicais o que resultou em uma baixa popularidade nos EUA. A banda era taxada de poser, antro de promiscuidade, transmissora de valores degradantes da sociedade. Ué, mas se você pegar uma letra de música do Led Zeppelin, vai encontrar a mesma coisa. Então qual o problema?

O problema é que mulher transgressora é taxada, primeiramente, de louca. Se o lance de louca não funcionar, vem o o rótulo de lésbica. Se o de lésbica não funcionar, bem, aí não se tem escolha e vem o de prostituta promíscua. Aí não tem jeito, a mulher fica marginalizada, excluída e sofre preconceito sem nem mesmo ter sua voz ouvida. Todo mundo tem direito de não gostar de determinada música, o problema é que a crítica às Runaways sempre pegava no lado “volta pra casa, garotas”.

Nesse sentido, ouvir Joan Jett, aos 16 anos, cantando o trecho abaixo é no mínimo revelador:

Wild in the streets, barely alive
Mama’s always telling me stay inside
Don’t you hang around with those young boys
Soon you’ll be lovin’ them
They’re all night toys

Hot love hear, I got the drive
Neighbours been bugging me I gotta hide
I am the bitch with the hot guitar
I am the air, the sun and stars

I wanna be where the boys are
I wanna fight how the boys fight
I wanna love how the boys love
I wanna be where the boys are

Talvez Kim Fowley, produtor da banda, (figurinha bem questionável) não tenha pensado nas implicações do que estava escrevendo, assim, só pra chocar, mas ao colocar Jett para cantar e interpretar a música, as palavras ganham novo valor. A questão não é ficar com os garotos pra ser uma vadia promíscua e sim ter a oportunidade de fazer as mesmas escolhas que os garotos, de poder dizer que sim ou poder dizer que não.

Obviamente idealizar qualquer coisa na vida pode ser algo muito perigoso (e cegante!). O que nos leva de volta à questão da verdade. Muita informação sobre The Runaways é extremamente contraditória e isso fica evidente no filme Edgeplay, um documentário produzido por Victory Trishler-Blue, ex-baixista da banda. No filme, cinco ex-integrantes [Cherrie Currie (vocalista), Lita Ford (guitarrista solo),  Jackie Fox (baixista até 1977), Vicki Blue (baixista de 77 a 79) e Sandy West (bateirista)] contam sua versão do que realmente aconteceu desde a idealização do grupo em 1975 até o turbulento fim em 1980. É impressionante como a versão dos fatos é contada de uma maneira diferente por cada integrante e o fato de Joan Jett ter se recusado a participar do filme e proibir que suas músicas fossem usadas na trilha é, no mínimo, instigante.

Onde está a verdade? Existe uma verdade? The Runaways foi uma banda revolucionária de garotas cheias de atitude ou foi uma idéia louca de um produtor que explorou tudo o que pode de adolescentes frágeis mas talentosas?

A minha conclusão é de que a verdade, e principalmente, a verdade sobre mulheres sempre é uma mistura das duas coisas. Tudo começa com uma idéia e essa idéia é sugada e apropriada até se tornar uma coisa completamente diferente que apenas apóia o “poder do patriarcado” (odeio usar essa expressão, mas é necessário). Mulheres são sempre vistas como extremos, mas talvez o que seja necessário é ver que somos o meio. Que somos revolucionárias, mas que somos frágeis; que vamos à luta, mas que temos medo; que fazemos muito barulho, mas que queremos paz; que somos simplesmente seres humanos.


Let me tell you what we´ve been doing
Neon angels on the road to ruin


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O video fala por si só:

Então, classificar mulheres em santas ou vadias sempre existiu na história da humanidade. O imaginário construído em torno do corpo feminino sempre prezou essas duas categorias, como se uma mulher fosse um extremo, nunca uma coisa no meio. Aceitar e reafirmar essa idéia é contribuir para um sistema que oprime as mulheres e sua definição como indivíduo. Okay, mas o que isso tem a ver com a Sandy?

Ué, tem tudo a ver com a Sandy. Afinal, durante muitos anos ela foi categorizada no lado Santa/Virgem/Boazinha enquanto outras cantoras, por exemplo, a Wanessa Camargo, era mais pro lado da Demônia/Vadia/Maliciosa. Então a Sandy resolveu que não queria mais ser vista como Santa/Virgem/Boazinha, porque poxa, afinal ela é um ser humano em toda a sua complexidade que não pode ser simplesmente rotulado sem mais nem menos por uma sociedade injusta e preconceituosa. E aí temos toda a batalha de Sandy para mostrar que tinha o seu “outro lado”:

Admito, eu vivo maquiada
Minha vida é mesmo tão sofisticada
Saiba, esse glamour não dura o tempo inteiro
Eu também preciso ir ao banheiro

A princesa também sente,chora,sofre,
Sonha e ouve não
Eu prefiro a verdade a essa discutível perfeição

http://www.vagalume.com.br/sandy-leah/discutivel-perfeicao.html#ixzz1GUZmBAXK

Okay, todo mundo realmente é assim e não tem problema algum em querer mostrar o que você realmente acha que é, se libertar de amarras, de rótulos, de antigos preconceitos. O problema é que, óbvio, ninguém comprou essa (a música é bem ruim, né? Sorry XD). Não que não tenham comprado porque é mentira, mas porque a sociedade, como eu disse antes, está acostumada em dividir as mulheres em dois grupos: ou é santa ou é vadia. Não tem a categoria normal!

Ciente de que não estava dando certo, Sandy deixou esse lance pra lá e foi fazer carreira solo, casar, viver a vida. Sumiu por um tempo. Até que agora volta e decide que, bem, já que não tinha dado certo se mostrar normal e ser santa era um saco, então vamos ao lado Devassa!

De um extremo ao outro. Tentar se livrar de um rótulo caindo em outro. É uma estratégia que até funcionou com outras cantoras. Quer dizer, alguém ainda acredita que a Britney Spears foi assim?


“Liberar geral” com o rótulo de devassa surtada libidinosa e, muito questionavelmente, autêntica traz toda uma carga negativa. É engraçado, a sociedade te rotula “okay, ela é devassa” mas depois te escracha por isso. Ou alguém ainda tem dúvidas de por que a mesma Britney virou isso?

Tentar ser normal é algo que simplesmente não é aceito e se alguém tentar, vai receber o rótulo de esquisitona, potencialmente sapata, por insistir nessa idéia absurda é ser você mesmo.

Frequentemente taxada de chata por conta dos aaaaaaaaaaaah oooooooooooh uuuuuuuuuuuh em suas músicas.

"Que cabelo é esse? Como assim?" Dolores O´riardan, da banda irlandesa ´The Cranberries´ inspira suspeitas na sociedade em geral.

Luiza Possi, apesar de talentosa, não consegue engrenar a carreira porque simplesmente é normal demais. Muita audácia!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bjork inspira medo em geral. Um seleto grupo de fanáticos a adora, mas who cares???? Ela é autêntica demais!!

 

 

 

 

 

 

Essa questão toda é muito complicada e a grande maioria das mulheres talvez não consiga ter força o suficiente para bater o pé e sair fora da dicotomia santa/demônia. E não vamos culpá-las, pois é uma decisão difícil e que envolve muito preconceito.

Agora, voltando à Sandy. O assunto tem sido debatido imensamente, com gente defendendo e atacando a moça. A coisa chegou a tal ponto que programas de rádio têm feito uma espécie de bate-papo com seus ouvintes masculinos com a seguinte pergunta: “Você prefere a santinha ou a devassa?” A resposta, obviamente, é a mesma batida de sempre: “Se for pra pegar, a devassa; mas se for pra casar, a santinha”. Como se não existesse alguma coisa no meio. Mas enfim, não é objetivo desse post discutir isso.

Qual meu problema com a Sandy devassa? Simplesmente porque não combina! É forçado, é artificial, é não-natural, é ensaiado, é moldado, é ridículo. I´m sorry, Sandy, mas você não nasceu pra pole dance nem pra danças sensuais. Simplesmente não combina com você, aceite isso!!!! Eu também não consigo cair nesse esteriótipo, pra mim não cola. Vamos viver com o que somos? Poxa, a Sandy é carismática, não é devassa. Reveja o video lá de cima e veja como a coisa tá simplesmente fora. E isso não porque acho que ela é santa, mas porque acho que ela é normal, que não entra no perfil feme fatale. Além disso:

Poxa, por que você faz propaganda de um produto que não gosta? Pra que você precisa fazer essa propaganda, Sandy? Você tem dinheiro, tem uma carreira, tem investimentos. E ainda mais de bebida alcoolica, que é uma indústria absurda, que engana e seduz as pessoas. Por que? Só pra querer sair do perfil santinha? Se você queria tanto assim, por que não tentou ser uma mulher de verdade? Por que querer ser ela?

 

Se você pode ser simplesmente você?

Esse é um post sobre o filme. Se você estiver interessado na história da banda, clique aqui.

Os comentários em vermelho foram feitos depois que pesquisei melhor sobre a banda.

The Runaways é a celebrada primeira banda de rock formada só por garotas da década de 70.  Se você acha que não conhece, digita no youtube “Cherry Bomb” e vai perceber que sim, você já ouviu isso em algum lugar. Até porque a líder da banda era ninguém menos que Joan Jett (de “I love Rock and Roll”). Ano passado, a história desse bando de meninas de 15 anos (sim, 15 anos!) rebeldes e surtadas virou filme estrelando Kristen Stewart e Dakota Fanning, como Joan Jett e Cherrie Currie, respectivamente.

A premissa do filme é boa no início. Imagine o ano de 1975 com todo o punk rock, glam rock, caras vestidos de mulher, curtição, início da disco music. Agora imagine uma menina de 15 anos que quer ser roqueira. Imagine que essa menina veste roupas de homem, anda como homem, fala como homem, até faz xixi como homem! Agora imagina que essa menina fica de fora das bandas de rock simplesmente porque é menina. Porque com toda liberação sexual dos anos 60, mulheres no rock ainda era tabu. Simplesmente porque mulher é groupie, não é da banda.

Essa menina é Joan Jett. Que foi uma pioneira no sentido de querer ser guitarrista de uma banda de punk rock só de meninas. Ao conhecer Sandy West, baterista, as duas dão o pontapé inicial para o que seria uma verdadeira revolução musical. The Runaways era um fenômeno não só pela qualidade musical, mas porque quebrava todas as regras. Até as regras de quem quebrava as regras.

O filme captura bem o início de tudo e toda a transgressão envolvida quando elas tocavam. Era realmente se liberar. Surtar. Falar o que não podia ser dito. Ser mullher de um jeito agressivo, revoltado, beirando o violento. A atuação de Kristen Stewart (sim, a de Crepúsculo, minha gente) é sensacional. Ela É Joan Jett. Não tem condição! Não dá pra saber a diferença entre as duas. Juro que não pensei que a moça tivesse tanto talento.

No entanto, o filme se perde. As outras integrantes do Runaways não têm destaque algum e o drama pessoal de Cherrie Currie parece idiota pois o espectador não consegue sentir o que estava pesando para ela. A tensão entre a banda praticamente não aparece, fica parecendo que Cherrie é uma chata que quer ir embora no meio de toda diversão. Mas também, é complicado dizer, pois o roteiro do filme é baseado nos relatos de Cherrie Currie mas produzido por Joan Jett. Ou seja, duas visões completamente opostas sobre o que de fato aconteceu!

Jackie Fox (baixista) não autorizou que sua vida fosse retratada no filme. Então o papel de baixista ficou a cargo de uma personagem fictícia chamada Robin. Além disso a saída de Cherrie Currie se deu durante uma sessão de fotos, não uma gravação, por conta de uma briga séria com Lita Ford (guitarrista). Quem tiver interesse em saber mais dessa história, assista o filme Edgeplay – Um filme sobre The Runaways.

A cronologia do filme também é confusa. A passagem dos anos não é mostrada e nunca se tem certeza de quando e em que ordem as coisas estão acontecendo. Na minha opinião, para dar mais peso à trama, poderiam ter sido mostradas as duras críticas que a banda recebeu dentro do próprio meio do rock, predominantemente masculino e surpreendemente machista.

O ponto alto são as cenas de performance no palco. É aí que é capturada toda a essência do The Runaways, com toda aquela força de arrebentar. A preparação de Kristen nesse quesito foi boa: ela fez aulas de guitarra e realmente aprendeu a tocar as músicas. Já Dakota Fanning teve aulas de canto e performance e mandou bem de diva transgressora. Só achei que não ficou claro no filme que Marie era sua irmã gêmea. Teria dado mais impacto se fosse a mesma atriz.

O filme até que captou bem a essência das garotas...

No geral, é um bom filme que vale a pena ser visto, apesar de seus deslizes. Com um roteiro mais fechado e menos difuso, poderia ter sido um grande filme fazendo jus às atrizes principais e à história da banda.

Se você não esteve dando voltas em Marte nos últimos dias, provavelmente já deve ter se deparado com esse video na internet:

E também deve saber que a coisa toda deu a maior polêmica.

Eu fico me perguntando porquê. Sério. Por que é tão difícil aceitar que o Carnaval brasileiro não é uma festa popular, que não é uma festa da paz, que não é uma festa da inclusão, que não mostra o melhor lado do nosso país? Por que milhares de internautas se dão ao trabalho de encher a net com xingamentos e críticas à jornalista, sendo que o que ela falou é verdade?

Ou vai me dizer que nunca ouviu falar da violência que rola na área da pipoca, fora da faixa de segurança dos trios elétricos? Ou do lixo acumulado na rua? Ou dos casos de extrema violência (incluindo assassinatos e estupros) sem motivo algum?

A idéia de que tudo é permitido no Carnaval mata. Isso mesmo. O problema é que colocar um monte de gente pulando num espaço curto, bebendo à vontade e gritando é quase um convite à falta de controle. A psicologia das massas funciona que é uma beleza. É só alguém gritar “Bate nele!” que todo mundo começa a bater e nem sabe porque está batendo. O tipo de coisa que acontece com torcidas organizadas de futebol. E o rastro de violência vai atrás.

Não, nem tudo é permitido. Nem mesmo no Carnaval. A sociedade precisa de limites porque nem todo mundo tem a mão na consciência. Então, pessoal, vamos assumir: Carnaval não é a melhor coisa do mundo. Carnaval dá dinheiro. Por que vocês acham que as grandes emissoras de TV simplesmente ignoram o lado podre do Carnaval? Porque elas ganham dinheiro em cima disso! E não é pouco não. Toda essa fantasia em torno da festa foi financiada pela mídia, que pouco se lixa se as pessoas estão se matando ou não. Desde que estejam consumindo, tudo okay.

Então antes de sair por aí defendendo a coisa com unhas e dentes, vamos refletir sobre o assunto. Vamos assumir essa verdade sobre o Carnaval e tentar construir um modo de vida mais consciente.

 

 

 


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