Mundo de Coisas Minhas

Archive for agosto 2010

Quem é que nunca teve um colega de sala que levantava a mão a cada cinco segundos para dar um maravilhoso exemplo de cinco minutos? Ou já não viu alguém que teve a brilhante idéia de fazer um resumo sobre o que a professora acabou de dizer? Quem nunca conheceu uma criatura que desconhece a falta de bom senso e responde todas as perguntas que o professor faz, inclusive as retóricas?

Esses seres podem ser divididos em três grandes grupos:

Mamãe-diz-que-sou-foda: Esse tipinho não tem o que fazer em casa, então sempre lê os textos, até os suplementares, e fica posando de caxias durante a aula fazendo perguntas difíceis para o professor só para mostrar que é inteligente. Se você tem uma criatura dessas na sua sala, então provavelmente a sua aula é um diálogo eterno entre o professor e esse infeliz. É importante lembrar que esse diálogo não tem necessariamente que fazer conexão com a matéria.

Joãzinho: O Joãozinho quer entender tudo, e por tudo, tudo mesmo. Ele quer os mínimos detalhes. Ele quer escanear tudo. Ele faz até perguntas de vocabulário! Se o professor citou alguma coisa que ele nunca ouviu falar, ai ai ai, cuidado porque Joãozinho vai levantar a mão e perguntar e o professor vai ficar horas e horas explicando. Joãozinho também tem uma tendência a contar histórias pessoais e fazer associações com personagens de novela e primos de segundo grau.

Joselito: Como sempre, presente em todas as categorias. Joselito é aquele cara que está numa aula de Literatura Inglesa do Século XX e começa a falar do ecologismo facista de Avatar. (????) É alguém tão gênio que consegue associar Beatles com Edgar Allan Poe! Joselito também já leu o resumo de vários livros do Nietzche (how do you spell it, for God´s sake!), resenhas de filmes iranianos e comentários dos livros do Paulo Coelho.

Eu e minha amiga Amanda resolvemos colocar a mão na massa pra fazer um blog que só fala de mundos paralelos, coisas inexistentes e realidades impossíveis. Mas se você também acha que tudo isso é estranhamente real e familiar, não se esqueça de dar uma conferida: Livros de Fantasia.

Pelo amor de Deus, que filme ruim. Sério, me senti mal tendo ido à noite no cinema, depois da trabalho, cansada e destruída só pra assistir o roteiro mais fraco em termos de animação de todos os tempos!

Vergonha alheia rules!

Nem parece de longe com os filmes sensacionais que vieram antes com a zuação solta aos contos de fada e aos roteiros de cinema. O filme é ridiculamente previsível e parece um roteiro de sessão da tarde: Shrek, cansado da rotina da vida de casado, faz um pedido para que sua vida volte a ser o que era antes e esse pedido é atendido. Ele então entra numa realidade alternativa em que seus amigos não o conhecem, muito menos Fiona, sua esposa. Shrek então tenta reverter tudo ao reconhecer que tinha a vida perfeita antes e não sabia. Que droga de roteiro é esse? Parece ou não parece Nossa Querida Babá?

O filme não é engraçado. Só ri uma vez. E a moral da história no final é muuuuuuuuuuuito batida e não teve nenhuma inovação (se a gente for pensar, Click tem a mesma idéia batida, mas é inovador) Quem teve a idéia de terminar a série com essa porcaria? Até o personagem Shrek tá chato. Depois de uma hora de filme você começa a olhar no relógio pra ver se tá terminando e isso é um atestado do quão ruim é o filme. Argh.

O aniversário mesmo foi na semana passada, mas é sempre bom refletir sobre as coisas depois de um tempo, pois aí a emoção não é assim tão arrebatadora. o que é só uma desculpa para quem não teve tempo de postar no dia do aniversário .

No dia em que completei 21 invernos (que coisa mais poética! baff) fiz uma coisa que planejo desde os 13 anos que é ouvir a música Twenty-one do The Cranberries! Eu eu fiz! *dancinha feliz* É claro que é uma coisa totalmente sem noção mas bah, quem se importa? Era o meu aniversário!

Outras coisas legais: tive uma aula sobre William Wordsworth na aula de Poesia do Século 19 (uhu! Wordsworth! *olhinhos brilhando*) e uma discussão sobre Romeu e Julieta na aula de Drama em Inglês. Almocei com o namorado, o que normalmente é difícil, e ainda comi pizza à noite com a família!

Apesar de 21 ser um número impressionantemente legal (oras, é 7 X 3, quer coisa mais legal?), ter 21 anos pode ser impressionantemente assustador. Afinal, descobri que tenho um cabelo branco (e bem na franja), dor nas costas quando levanto rápido, minha miopia só aumenta… É uma sensação estranha de que se está ficando velho mas que se ainda é jovem, ao mesmo temo. Não sei explicar direito.

E sabe o que é bizarro? Cada presente que eu ganhei refletiu totalmente as situações novas pelas quais estou passando. Freak.

Perfume Citrus da Boticário. Suuuuuuuuuuuuuper cheiroso! E é do tipo de perfume que eu adoro: cítrico e refrescante. Milagre, porque normalmente eu não curto os perfumes da Boticário.

Carteira. Finalmente uma carteira decente. Ninguém mecere sair por aí com uma carteira de zíper manchada e rasgada. E além do mais, combina com o novo emprego.

Duma Key, Stephen King. Livrooooooooooooooooo! Infelizmente só vou poder ler daqui a 9385935839 anos, mas só de saber que ele está dentro do meu armário me faz uma pessoa mais feliz. Pelo que li da orelha do livro, a questão principal é a memória. huuuuuuuuuum

DVD Trilogia Completa O Senhor dos Anéis – aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! *morre**capota**bate na parede* Eu SEMPRE sonhei com esse box de DVD! Sempre! *olhos brilhando* Tá vendo? Quem acredita sempre alcança. *pessoa que ficou 6 anos esperando esse presente…*

Acho que estou anormalmente animada nesse post. Talvez o efeito do tempo ainda não tenha funcionado… Será que vou fazer 31 nessa falta de noção histérica?

Toy Story é um dos filmes da minha infância. Eu e minha irmã tínhamos uma fita (sim, eu sou da época do VHS) do filme e sabíamos todas as falas de cor. Era uma coisa absurda. A gente assistia o filme no mínimo uma vez por semana, cantávamos as músicas, falávamos juntos com nossos personagens favoritos, essas coisas. Alguns bordões resistiram ao tempo e até hoje a gente fala coisas como “O garra está se mexendo” ou “Buzz Light Year do Comando Estelar, responda Comando Estelar, responda”. Pois é.

Quando Toy Story 3 saiu eu fiquei com um pouco de medo porque eu já não tinha gostado do Toy Story 2 (pra se ter uma noção do tão pouco eu gostei, mal lembro da história do segundo filme, só sei que a Jackie aparece). Então não fui com muita sede ao pote. Com as férias trazendo suas crianças desesperadas ao cinema, Toy Story 3 foi ficando cada vez mais pra fora dos meus planos. Até terça-feira passada quando meus pais, numa idéia meio louca, resolveram me buscar no serviço e me levar pra ver o filme na sessão de nove e tantas.

Nem precisa dizer que chorei na primeira cena só de ouvir a música “Amigo estou aqui…” e rever todas as brincadeiras do Andy com o Woody e o Buzz… Foi como voltar à infância em questão de segundos! E a história do filme é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L! Eu não poderia pensar num roteiro como aquele, tão cheio de aventura, bons personagens e sentimento. Foi o final perfeito para todos os fãs de Toy Story.

SPOILER

Achei a idéia de o Andy estar indo pra faculdade e os brinquedos estarem tristes porque não são mais usados, uma metáfora maravilhosa para crescimento e amadurecimento. Essa coisa de que ao crescer sempre temos que fazer escolhas e deixar coisas pra trás, mas sem esquecer aquilo que nos define.

A mirabolante teia de acontecimentos que faz com que os brinquedos parem na creche é realmente inteligente e faz com que a gente fique preso à história. Sem contar que o vilão é super! (Se bem que eu sabia que aquele bichinho de pelúcia fofinho era bom demais pra ser verdade) As piadinhas, claro, são incríveis como sempre são as piadinhas dos filmes da Pixar. (As melhores são as piadinhas que zoam Toy Story 1)

O conflito dos personagens é muito bem feito, principalmente em relação ao Woody. Acho que é impossível não se identificar com ele, preso ao passado, com medo de mudar mas ao mesmo tempo com grande força de vontade e coragem. Um paradoxo tão comumente humano que até assusta.

O final dispensa comentários porque é maravilhoso. Nem precisa dizer que a nova versão de “Amigo estou aqui” me fez chorar até me acabar. Achei tocante mas sem ficar melodramático.

FIM DO SPOILER

Se você é como eu e não se esquece da sua criança interior, assista esse filme. Você vai morrer de rir, ficar tenso e ainda chorar horrores.


ENQUETE!

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