Mundo de Coisas Minhas

Archive for maio 2010

Meu celular é esse aqui.

Um Motorola W233. Foi o primeiro celular no mundo a ter um programa de carbono neutro e a ser feito com plástico reciclado de garrafa PET. A Motorola ainda compensa a produção do aparelho em investimento em fontes de energias renováveis. Legal, né? Mas não foi por isso que eu comprei esse celular.

Eu comprei porque ele custava R$110. E ainda por cima é verde, olha que lindo!

Gosto de pensar que não sou daquelas pessoas que dependem horrores do celular, que têm quatro, cinco, aparelhos diferentes, que andam com três carregadores dentro da bolsa just in case, mas ontem li um post que me fez pensar um pouco mais sobre isso.

Eu não uso relógio, não consigo me acostumar com um. Então o celular é meu relógio. Uso o celular não só para contar as horas, mas também pra trabalhar. Quando dou aula, uso o cronômetro do celular para medir o tempo de cada atividade. E celular também é entreterimento, dentro do ônibus ligo o MP3 Player e fico ouvindo músicas felizes o que me ajuda a não prestar atenção no tráfego semi-infernal de Belo Horizonte (e também às pessoas semi-infernais do ônibus). Uso o celular ainda pra namorar (é como me comunico de forma mais barata usando aquelas promoções terríveis da Oi ou mensagens de texto) e pra comunicar com a família. Sem contar que celular é item de segurança indispensável para quem dirige. Principalmente se for à noite.

Fiquei assustada ao pensar nisso. Como assim, eu não sou dependente de tecnologia! Ah, não? Então, Melissa, você sabe cozinhar se não for usando um microondas? Você consegue trabalhar ou estudar se não for num computador? Você consegue expressar a sua coffcriatividadecoff sem usar um processador de texto? Você consegue ter um entreterimento familiar conjunto se não for perto de uma televisão/dvd/internet? Você consegue compartilhar informações sem usar um pen drive? Você fica no mínimo um dia sem olhar o seu e-mail?

*pânico*

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

E o pior de tudo é que eu sou o Arthur em Quase Inofensiva. Uma criatura que se ficar away de toda a tecnoliga existente no mundo, só conseguiria fritar um hamburger. E olhe lá.

Está aí um estilo de filme que eu adoro. E por filme sensível não estou falando de filme romântico ou filme meloso, mas sim de filmes que são feitos de uma forma que aborde temas corriqueiros (ou não) de uma forma sensível.

Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos é Garota da Vitrine (Shopgirl, em inglês). É um filme baseado em livro escrito pelo Steve Martin (sim, aquele que faz comédias) mas que trata de temas como solidão, depressão, medo de não encontrar o amor e encontros improváveis de uma forma sensível, que realmente chega perto de que assiste. O filme conta a história de Mirabel, uma moça sem nada de especial que costumava sair com caras que também não tinham nada de especial, e como sua vida (e de outras pessoas a sua volta) muda quando um homem misterioso lhe dá de presente uma luva chique (da loja em que ela trabalhava). A impressão que se tem quando o filme acaba é que aquilo poderia ter acontecido com a gente.

Assisti a alguns dias atrás Amor sem escalas (Up in the air, em inglês), filme que rendeu um Oscar ao George Clooney esse ano. Diferente de Shopgirl, esse filme aborda os mesmos temas do anterior, mas tem foco em um personagem masculino. A história do homem que viajava o ano inteiro para despedir pessoas também é uma história de mudança e auto-conhecimento. Fiquei extremamente tocada com o filme e é impossível não se identificar com a situação do personagem, mesmo quem nunca foi homem e quem nunca viajou de avião (levanta a mão!)

Eu sei que muita gente não gosta de filmes assim, dizem que é tudo uma fórmula pra fazer a gente se sentir assim tocado com cada passagem de cena, mas quer saber? Eu acho que são poucos os diretores que realmente sabem fazer filmes assim. E poxa, eles fazem a gente repensar algumas coisas em nossas vidas. Isso é o que mais vale.

Se eu fosso cineasta, esse seria o tipo de filme que eu gostaria de fazer.

E dizer que eu choro horrores como isso tudo é totalmente irrelevante. rs

Meu novo vício favorito é o reality show dos emprendedores, O Aprendiz. Pra quem não sabe o programa é o seguinte: 16 pessoas concorrem ao prêmio de um milhão de reais e ao estágio mais bem pago do mundo (cerca de 10 mil por mês) numa grande empresa. Esse programa costumava ser apresentado pelo temível rei do botox Roberto Justus antes de ele resolver

De empresário a apresentador do SBT rs

ser cantor-apresentador no SBT. [inserir risos aqui]

Mesmo quem nunca assistiu o programa provavelmente já viu um milhão de zuações do Roberto Justus que ficou famoso por fazer as pessoas chorarem desesperadas em rede nacional. Quando o Roberto Justus saiu no Aprendiz 6 (versão universitários) todo mundo pensou que o programa não ia mais ter graça porque a graça era justamente ver o Justus escurraçando o povo. [inserir momento malvado aqui]

No entanto, o programa não acabou e João Doria Jr., outro mega empresário (ele tem um programa na Band chamado Show Business), tomou o lugar do Justus. Mas a pergunta ficou no ar: será que o programa vai colar sem a maldade de Justus?

Mais profissional, menos botox

Não é que colou? Confesso que gosto muito mais de O Aprendiz sem Roberto Justus porque virou um programa construtivo. O João Dória Jr. tem muita classe, é muito exigente, mas não humilha as pessoas. Ninguém sai chorando de ódio mortal no final do programa nem rolam juras de vingança ao apresentador. Pelo contrário, todo mundo reconhece no Dória uma figura paternal, que dá conselhos construtivos, mas que claro, puxa a orelha de vez em quando.

Adoooooooooooro esse programa. Aprendo muito. Afinal, não é só no mundo empresarial que é preciso ser organizado, pontual, proativo e firme. Em tudo na nossa vida a gente aplica isso. Sem contar que o Doria é o exemplo da finesse! Fala que não gostou (e que não gostou mesmo) mas não destrói ninguém. O lance do Dória é ser profissional, enquanto o Justus pegava no lado pessoal mesmo.

O programa está muito bem. A edição, o novo apresentador, até os novos conselheiros são bem melhores que os anteriores! (se bem que não é difícil, quem é que quer falar o que pensa perto do Roberto Justus?) Por incrível que pareça a única coisa que deixa a desejar são os próprios participantes. Um bando de universitários mais perdidos do que o roteiro de Heroes. Até eu fazia melhor! E é por isso que estou pensando seriamente em me inscrever para o programa no ano que vem… sério.

Todos os episódios de O Aprendiz 7 Universitários com João Doria Jr.

Agora a pouco, durante uma pesquisa que estava fazendo na internet, acabei encontrando esse texto sobre adolescência – clique aqui para ler porque vale a pena. Como era antes, como é agora. Achei bem interessante.

A jornalista que escreveu esse texto foi adolescente no início da década de 90, ou seja, no mínimo uns quinze anos antes de mim. No entanto, dá pra ver que os comportamentos adolescentes não são tão diferentes assim, só mudam um pouquinho de cor e endereço.

Na minha época (se sentindo A velha aqui…), Malhação era uma novidade super cool. Todo mundo queria sair da escola mais cedo pra assistir Malhação. Era o auge daqueles casais de amores arrasadores, com as vilãs-amigas-primas-irmãs super malvadas que faziam de tudo pra tirar a felicidade dos dois. Tinha personagens drogados, meninas grávidas e tantas outras coisas que eram coisa de outro mundo pra um bando de adolescentes de classe média que estudavam em escola católica.

E tinha revista Capricho! E no auge dos meus treze anos, ler Capricho (com todas aquelas reportagens sobre sexo e fotos de homem sem camisa) era uma coisa de outro mundo. As meninas mais moderninhas compravam a revista e passavam pela sala. A gente trocava bilhetinho e dava risadinha.

Mas pra ser rebelde mesmo tinha que era que ser Wicca. Gente, Wicca foi uma febre total na minha escola. E as freiras da escola mandavam recolher as revistas Wicca, mas existia um mercado negro no banheiro feminino que era impossível ser controlado. Todas as meninas faziam mexas no cabelo (até eu, no auge da loucura, pintei um pedaço do cabelo de vermelho) e pintavam as unhas de vermelho. Preto era o look do momento assim como pentagramas e camisas pretas de bandas que remetiam a essa idéia de magia ou o que quer que a gente achasse que Wicca fosse.

A gente mandava bilhetinho ameaçando as meninas que namoravam os guris que a gente gostava. Tinha Olimpíadas na escola e a gente torcia pro time da sala e até brigava com a melhor amiga (porque ela era da 718 e você era da 720). As meninas atléticas jogavam handball e ganhavam todos os olhares; as meninas paradas ganhavam boas notas e jogavam fora todas as chances com os meninos.

Todo mundo queria saber como era dar um beijo na boca. E todo mundo fingia que já tinha dado. Era tudo tão igual!

Eu sou uma pessoa impressionável. Normal. Entro em pânico com filme de terror, choro nos filmes mais piegas, me emociono com propagandas que possuem aquela musiquinha bonitinha no fundo, me derreto com bebês… etc. De vez em quando pago uns micos básicos, okay. No entanto, a coisa chegou num nível sem noção outro dia quando fui assitir o filme Alice no País das Maravilhas.

Nunca tinha ido numa sala de cinema 3D na minha vida (pessoa pobre que mora em Belo Horizonte… rs), então fiquei toda empolgadinha. Aquele óculos modernoso foi uma alegria. Fiquei ajeitando, empolgando, tirando, colocando. Até aí tudo bem. A coisa ficou estranha quando eu comecei a querer pegar o gato do filme (sim, eu estendi a mão pra pegar) e a gritar e me desviar dos galhos e das pedras que vinham, aparentemente, em minha direção. tsk tsk tsk As pessoas ficaram me olhando de um jeito bem suspeito depois.

Tão pouca coisa pra fazer uma pessoa feliz, não?

Hoje foi a final do Campeonato Mineiro de Futebol. E eu só sei disso porque eu moro na porcaria da Pampulha (onde fica o estádio de Belo Horizonte) e em dia de jogo é praticamente impossível ir a qualquer lugar sem correr um risco real de levar cantada de torcedor e/ou ser vítima de um arrastão. Principalmente quando é jogo do Galo, vulgo Atlético Mineiro.

Não é que o Galo ganhou? Pois é, ganhou de 3 a 0 do Ipatinga *pausa para momento de riso* e Belo Horizonte parou. Em todo lugar (principalmente onde moro, na Pampulha divisa com Venda Nova, uma região mais pobre) a coisa sai do controle. É carro passando dando buzina, meninas de shortinho e mini blusa (detalhe que faz 16 graus em BH hoje!) gritando e carros de som berrando ‘Nós somos do clube Atlético Mineiro… lutamos com muita garra e amoooooooooooooooooooor” naquela gravação da década de 50 que TODOS OS TIMES BRASILEIROS TÊEM!!!!!

Resolvi ir comer um cachorro-quente com minha irmã e uma amiga e vi uma das coisas mais bizarras da minha vida: em determinado ponto do bairro parecia haver uma aglomeração fora do normal de atleticanos. Todo mundo com bandeiras gigantes, carros parados, meninas de shortinho, crianças, bebês no colo, gente pulando no meio da rua que nem um bando de doentes mentais! Nunca vi uma coisa assim na minha vida. Ou pelo menos não em um número tão alto. Minha amiga me explicou que é porque o Atlético perdia do Cruzeiro (time rivalzão) a três anos e pra pior, perdia sempre de 5X1. Nesse ano, o Cruzeiro foi desclassificado e Atlético foi pra finalzona. E ganhou.

Mas é uma merda. Ninguém dorme. Ninguém come cachorro-quente em paz. Mas pelo menos em um dia do ano, se algum mano esquisito chega perto, a solução é começar a cantar o hino do time ou gritar “GALOOOOOOOOOO”. Aí tá tranquilo.


ENQUETE!

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